Resorts oferecem ioga e aerobarcos para ganhar geração Y.
Investidores estão acrescentando todo tipo de mordomia para aumentar a receita.
Nadja Brandt, da Bloomberg
 |
Jogadora de golfe em um campo de um Country Club de Boca Raton, na Flórida
|
Los Angeles - O Woodmont Country Club, da Flórida, que chegou a se
vangloriar de ter 1.200 membros, sofreu um golpe duro na última década
quando furacões, e depois a recessão, afastaram os jogadores de golfe.
Agora o dono do clube está adicionando espaço para conferências, lojas, restaurantes, um spa e um hotel como parte de um plano de renascimento.
Cerca de US$ 100 milhões serão investidos na reformulação da
propriedade em Tamarac, cerca de 23 quilômetros a noroeste de Fort
Lauderdale, disse o proprietário Mark Schmidt.
Após anos de negociações com as autoridades locais ele espera receber
aprovação neste mês para as melhorias planejadas no clube Woodmont.
Enquanto as quadras de tênis e piscinas de natação há muito têm seu
lugar nos clubes de golfe, um número crescente de proprietários de
campos está adotando imóveis de uso misto, um conceito mais
frequentemente usado em empreendimentos urbanos como uma espécie de
defesa contra riscos e para diversificar os retornos.
Os investidores em imóveis estão
acrescentando todo tipo de mordomia, de instalações médicas a
anfiteatros e operações com aerobarcos, para aumentar a receita.
“Eu não acho que um simples operador de campo de golfe possa ter lucro,
a menos que você possua um lugar como Pebble Beach”, disse Schmidt, que
comprou o Woodmont por cerca de US$ 3 milhões em 2004 e viu a base de
sócios cair para 230.
“O custo do seguro, das operações e da manutenção é muito maior. Variar
as fontes e remodelar para incluir instalações hoteleiras e outros usos
é a única forma de seguir adiante”.
Depois que um plano anterior de reformulação foi rejeitado pelo governo
municipal, Schmidt agora está reduzindo o campo de golfe de 36 para 27
buracos.
Ele e seus sócios no empreendimento planejam construir 152 residências
familiares unitárias, uma nova sede e uma piscina, 14 quadras de tênis,
lojas e 465 metros quadrados de salas de reuniões, mais um possível
hotel de médio porte operado por uma companhia como a Marriott
International ou a Hilton Worldwide Holdings.
Centro médico
Os donos de campos de golfe, que enfrentam uma queda na receita
tradicional com cobrança de tarifas, estão tentando gerar demanda entre
usuários mais jovens e atender as famílias, disse Lesley Deutch,
vice-presidente sênior da John Burns Real Estate Consulting em Boca
Raton, Flórida.
Acrescentar comodidades como instalações esportivas e estúdios de ioga cria uma audiência mais ampla, disse ela.
“A recessão provocou uma reflexão sobre a proposta de valor para os
donos de campos de golfe”, disse Steven Ekovich, vice-presidente de
investimentos da National Golf Resort Properties Group, da Marcus
Millichap Inc. “Você tem que oferecer mais coisas por causa das gerações
X e Y”.
Cerca de 465 milhões de partidas de golfe foram jogadas no ano passado
nos EUA, o que contrasta com o pico mais recente, de 501 milhões em
2006, segundo dados fornecidos pela Marcus Millichap, com sede em
Calabasas, Califórnia.
Centro de fitness
Ekovich disse que representa um comprador de um campo de 18 buracos no
norte de Atlanta que planeja adicionar um centro médico e unidades
residenciais.
O cliente também acrescentará uma piscina olímpica e aumentará o centro
de fitness da propriedade de quase 160 hectares, que abriga uma reserva
natural.
O corretor, que disse não poder revelar quem é o comprador por causa de
um acordo de confidencialidade, falou que espera que a venda seja
concluída dentro de 30 dias.
No Windy Knoll Golf Club, em Springfield, Ohio, o proprietário Nick
Tiller e seu primo Pete Duffey, diretor-geral da propriedade,
acrescentaram aerobarcos no ano passado para transportar as pessoas pelo
campo de golfe e do ponto de partida até perto dos buracos.
A ideia foi inspirada em um produto construído pela Oakley Inc. e por
Bubba Watson, duas vezes vencedor do Masters de Golfe, que é patrocinado
pela companhia.
A dupla de operadores de campo de golfe de primeira viagem comprou a
propriedade em liquidação judicial em maio de 2012 por cerca de US$ 1,4
milhão e está investindo US$ 1 milhão em melhorias.
“A época em que se tinha apenas um campo de golfe e uma sede com750 metros quadrados ficou no passado”, disse Schmidt.
“Minha equipe trabalhou muito para vender e explicar à comunidade quais
os benefícios de nossa extensa remodelação do clube. Agora finalmente
sinto que a recuperação está em andamento”.
http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/resorts-de-golfe-oferecem-ioga-e-aerobarcos-para-ganhar-gera