segunda-feira, 13 de julho de 2015

Foz do Iguaçu, PR; o que fazer, o que visitar, o que comprar e o que comer.

Na fronteira, é possível aproveitar os atrativos do Paraguai e da Argentina.
Extremo oeste do Paraná pode ser conhecido da terra, da água e do ar.

Fabiula Wurmeister Do G1 PR, em Foz do Iguaçu

A natureza exuberante do Parque Nacional do Iguaçu e a imponente Usina de Itaipu, que atraem cada vez mais turistas brasileiros e estrangeiros todos os anos a Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, têm levado à criação de um grande complexo turístico na tríplice fronteira entre o Brasil, Paraguai e Argentina. Sempre se renovando, o destino encanta novos visitantes e surpreende também os que voltam para passeios sozinho, com os amigos ou com a família.

Principal atrativo turístico da região, o Parque Nacional do Iguaçu reúne uma série de passeios que convidam para um contato maior com a natureza (Foto: Cataratas do Iguaçu S.A. / Divulgação)
Principal atrativo turístico da região, o Parque Nacional do Iguaçu reúne uma série de passeios que convidam para um contato maior com a natureza (Foto: Cataratas do Iguaçu S.A. / Divulgação)
Eleita uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza, a reserva que abriga as Cataratas do Iguaçu oferece opções não só para um único dia – de manhã até a noite – mas para dois ou três dias. A contemplação do maior conjunto de quedas d’água do mundo e das várias espécies da fauna e da flora da floresta subtropical pode ser feita da terra, da água e do ar.
Do outro lado da cidade - e desta vez tendo o Rio Paraná como cenário -, a Hidrelétrica de Itaipu também dispõe de alternativas de passeio para o dia todo e a noite. O roteiro inclui desde a visita pela usina a bordo de um carro elétrico e passeios de barco ao por do sol até a observação de planetas e galáxias no polo astronômico.
Com altas temperaturas no verão, a região é bastante procurada nas férias de inverno por aqueles que preferem as temperaturas mais amenas, porém longe de serem extremas. Acomodações também não faltam, já que a cidade é um dos maiores parques hoteleiros do país.
O G1 montou um roteiro de até 5 dias para quem pretende conhecer a cidade. Confira:

Dia 1
Aproveite para conhecer o Parque Nacional do Iguaçu logo cedo. São várias as opções além do passeio de ônibus desde o Centro de Recepção de Visitantes até a primeira parada, no Macuco Safari – de onde saem os veículos que percorrem um trecho da mata até o porto para o embarque nos barcos que levam até bem próximo dos saltos d’água -, ao mirante do hotel ou ao do elevador. O passeio pelo rio dura cerca de três horas, tempo suficiente para o almoço no restaurante com vista para o Rio Iguaçu. A alternativa mais radical é o rafting pelas corredeiras do cânion.


Mirantes espalhados pela Trilha das Cataratas são um convite para as fotos no atrativo que recebe mais de 1,5 milhão de visitantes por ano (Foto: Cataratas do Iguaçu S.A. / Divulgação)
Mirantes na Trilha das Cataratas convidam para as
fotos (Foto: Cataratas do Iguaçu S.A. / Divulgação)
A trilha principal que permite observar as cachoeiras do lado argentino do parque tem 1,2 km. Bem no meio, um mirante para fotos e uma lanchonete convidam a retomar o fôlego. O trajeto é cheio de escadas e subidas e ainda não tem estrutura apropriada para garantir o acesso a cadeirantes e pessoas com outras dificuldades de locomoção. Neste caso, o ideal é seguir direto para o mirante do elevador, que também dá acesso às passarelas que permitem uma visão de 360º do famoso cartão-postal.
Há ainda a alternativa de se conhecer o atrativo do alto, fazendo o passeio de helicóptero. De cima é possível ver o parque, o caminho final do Rio Iguaçu e a fenda na rocha que originou as cataratas. É possível ainda seguir até o Marco das Três Fronteiras e à Usina de Itaipu no mesmo sobrevoo.

Sobrevoo permite observar o caminho do Rio Iguaçu até o cânion que forma as cataratas e a tríplice fronteira entre o Brasil, Paraguai e Argentina (Foto: Helisul / Divulgação)
Sobrevoo permite observar o caminho do Rio Iguaçu até o cânion que forma as cataratas e a tríplice fronteira entre o Brasil, Paraguai e Argentina (Foto: Helisul / Divulgação)
Quem prefere um contato maior com a natureza, a dica é percorrer os 9 km da trilha do Poço Preto, a pé, de bicicleta ou em um veículo elétrico. O passeio é indicado para toda a família. Segundo os guias, o caminho é o mesmo feito pelos índios que viviam na região para contornar as cataratas. Pelo Rio Iguaçu, se chega à Ilha das Taquaras, onde há pontos para mergulho. Outra trilha pela mata é a das Bananeiras.

Dia 2
Ao lado do Parque Nacional do Iguaçu, o Parque das Aves reúne mais de 800 animais de 200 espécies típicas da região e algumas exóticas como o flamingo e o casuar, conhecido como a ave mais perigosa do mundo. Cobras, jacarés e borboletas também fazem parte do acervo. Uma das experiências mais animadas é passar algumas horas nos viveiros das araras e no dos tucanos. Dóceis, eles se aproximam dos visitantes, dão voos rasantes e chegam a posar para fotos.


No Parque das Aves é possível entrar em alguns viveiros como o das araras e o dos tucanos (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)
No Parque das Aves é possível entrar em alguns viveiros como o das araras e o dos tucanos (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)
Ainda na Rodovia das Cataratas, uma parada permite conhecer os primeiros habitantes da região: algumas espécies de dinossauros mecanizados fazem parte do Complexo Dreamland. No local, réplicas de alguns dos principais pontos turísticos do planeta possibilitam dar a volta ao mundo em alguns minutos. No mesmo prédio, o museu de cera conta com estátuas de artistas e personagens do cinema, políticos, atletas e cantores.
A cerca de 10 km fica o Marco das Três Fronteiras. Do ponto é possível observar a confluência dos rios Iguaçu e Paraná e os marcos do Paraguai e da Argentina, ambos também abertos para visitação. Novos mirantes, com restaurante e loja, além de uma vila histórica, devem ser construídos em breve.

Dia 3
Revitalizado, o centro de compras no Paraguai oferece milhares de produtos importados. Ainda há muito produto de baixa qualidade e pirateados, mas algumas lojas e shoppings inteiros exibem nas vitrines marcas famosas e com garantia de origem. As opções vão desde relógios, sapatos e camisas até vestidos de casamento. Produtos de decoração estão em alta no comércio de importados de Ciudad del Este.


Ponte da Amizade foi inaugurada no dia 27 de março de 1965 pelos presidentes Castelo Branco e Alfredo Stroessner (Foto: PMFI / Divulgação)
Ponte da Amizade foi inaugurada no dia 27 de março de 1965 pelos presidentes Castelo Branco e Alfredo Stroessner e é um dos ícones do turismo na fronteira (Foto: PMFI / Divulgação)
Como a maioria das lojas abre antes das 7h no horário de Brasília e 6h no horário local, às 16h quase todas já estão fechando. Por isso, para quem se empolga nas compras e acaba perdendo a noção do tempo, alguns shoppings ficam abertos até as 22h, a exemplo do que fica bem ao lado da aduana paraguaia, onde também funciona um pequeno cassino.
E, por falar em apostas, como o jogo é permitido no país vizinho, depois das compras por que não tentar a sorte? Um dos maiores cassinos fica em um hotel às margens do Rio Paraná e com vista para a Ponte Internacional da Amizade, outro atrativo da fronteira.

Dia 4
Ícone da arquitetura e da tecnologia na produção de energia elétrica, a Hidrelétrica de Itaipu impressiona pelos números e pela grandiosidade. Para que os visitantes possam conhecer as atuações da usina em outras áreas como a de preservação ambiental e sustentabilidade, o complexo turístico conta ainda com o Ecomuseu, o Refúgio Biológico, o Canal da Piracema – construído para auxiliar os peixes no período da reprodução e também é usado em competições de canoagem - e o Projeto do Veículo Elétrico, que permite ao visitante visitar os principais pontos da hidrelétrica a bordo de um dos carros desenvolvidos no local.


Às sextas e sábados, um espetáculo de som e luzes revelam detalhes ainda mais impressionantes da barragem da Hidrelétrica de Itaipu (Foto: Divulgação / Itaipu Binacional)
Às sextas e sábados, um espetáculo de som e luzes revelam detalhes ainda mais impressionantes da barragem da Hidrelétrica de Itaipu (Foto: Divulgação / Itaipu Binacional)
À noite, a energia vira espetáculo de som e luzes com a Iluminação da Barragem sempre às sextas e sábados. No Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho a visita inclui uma aula rápida de astronomia, a observação do céu e alguns dos principais astros e constelações com a ajuda de um telescópio gigante e no fim uma “viagem” pelo céu do planetário.
Para os mais românticos, um passeio de barco pelo Lago de Itaipu com jantar ao por do sol revela outras cores da região. Toda a área da usina também pode ser vista do céu em um salto duplo de paraquedas.

Saltos duplos de paraquedas - ou individuais para quem tem experiência - permitem ver de cima toda a área da Usina de Itaipu (Foto: SkydiveFoz / Divulgação)
Saltos duplos de paraquedas - ou individuais para quem tem experiência - permitem ver de cima toda a área da Usina de Itaipu (Foto: SkydiveFoz / Divulgação)
Dia 5
A diversidade cultural e religiosa de Foz do Iguaçu é outra característica que merece destaque. Um city tour de duas horas e meia em um ônibus panorâmico que percorre alguns pontos da cidade como a mesquita sunita da comunidade muçulmana, o templo budista e a futura catedral católica Nossa Senhora de Guadalupe, em homenagem à padroeira da América Latina.
Na mesquita, mulheres precisam estar de calça e cobrir os cabelos com lenços fornecidos no local. No templo budista, dezenas de estátuas, algumas delas gigantes e estrategicamente posicionadas e espalhadas por um terreno com vista para o Paraguai, convidam à meditação.

Dezenas de estátuas estrategicamente posicionadas enfeitam os jardins do Templo Budista em Foz do Iguaçu (PR) (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)
Dezenas de estátuas - algumas delas gigantes - estrategicamente posicionadas enfeitam os jardins do Templo Budista em Foz do Iguaçu (PR) (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)
A história da cidade centenária e que nasceu como uma colônia militar na fronteira é presente em prédios com o Batalhão do Exército, do Colégio Estadual Bartolomeu Mitre, do colégio agrícola e do atual Clube Gresfi, onde funcionou o primeiro aeroporto iguaçuense. O tempo em que o jogo era permitido no país pode ser relembrado em uma visita ao antigo Hotel Cassino, hoje uma escola de hotelaria com um restaurante experimental aberto ao público.

Dicas do G1: ao chegar à cidade, oriente-se nos hotéis ou nos postos de informações turísticas sobre os locais não recomendados para se andar a pé principalmente à noite. Para relaxar depois do dia cheio de passeios, escolha um dos restaurantes e bares localizados na Avenida Jorge Schimmelpfeng. Os pontos mais distantes do Centro da cidade são a Usina de Hidrelétrica e o Parque Nacional do Iguaçu, cada um em um extremo da cidade. Para as visitas, o transporte público é a opção mais em conta, mas nem sempre a melhor. Alguns hotéis e agências de viagens locais oferecem traslado para os principais pontos.

E, atenção, os documentos de viagem são obrigatórios para ingressar nos países vizinhos. No Paraguai, o controle não é tão rigoroso, mas na Argentina a entrada ou a saída é autorizada mediante a apresentação do passaporte, do RG ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), dentro do prazo de validade. Menores de 18 anos só podem cruzar a fronteira acompanhados dos dois pais e também precisam apresentar documentos recentes com foto - passaporte ou RG. A certidão de nascimento não é aceita, nem adianta insistir. Caso a criança ou o adolescente estejam acompanhados de apenas um dos responsáveis, é preciso estar de posse de uma autorização do pai ou da mãe com firma reconhecida e devidamente registrada em um cartório de tabelionato.

A mesquita sunita de Foz do Iguaçu recebe por mês cerca de 5 mil visitantes (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)
A mesquita sunita de Foz do Iguaçu recebe por mês cerca
de 5 mil visitantes (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)
Vale experimentar: cercada por dois importantes rios do estado, em Foz do Iguaçu alguns restaurantes especializados trazem uma boa variedade de pratos a base de peixes.
Nos arredores das mesquitas sunitas e xiitas, casas de doces árabes são uma ótima pedida. E pelas ruas, vendedores com cestos na cabeça oferecem as típicas chipas paraguaias.

Outra experiência interessante é cruzar a fronteira com a Argentina e provar os vinhos nacionais. É possível encontrar bons rótulos a preços convidativos.

http://g1.globo.com/pr/parana/ferias-inverno/2015/noticia/2015/07/foz-do-iguacu-pr-o-que-fazer-o-que-visitar-o-que-comprar-e-o-que-comer.html

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Gramado, RS: o que comer, o que fazer, o que visitar na cidade gaúcha.

Cidade da Serra é o destino favorito dos turistas no Rio Grande do Sul.
Tour de até 5 dias inclui ida a museus, roteiro no interior, entre outros.

Do G1 RS
Pórtico de entrada da cidade de Gramado (RS) (Foto: Secretaria Estadual de Turismo/Divulgação)
Pórtico de entrada de Gramado, na Serra gaúcha (Foto: Secretaria Estadual de Turismo/Divulgação)
Arquitetura charmosa, boa culinária e belas paisagens -- assim é a Serra Gaúcha, um dos  destinos mais disputados entre os turistas brasileiros no mês de julho. E quando se pensa naquela região, logo vem à cabeça a cidade de Gramado, que possui boa estrutura de hotéis, pousadas e restaurantes, além de opções de passeio que atendem a casais e famílias.
Gramado parece uma cidade cenográfica. Seja pelo clima frio e ambiente em estilo europeu, ou pela gastronomia farta, famosa pelos cafés coloniais, vinhos e chocolates, a região atrai multidões todos os anos. Também no inverno, Gramado sedia o Festival de Cinema, evento que traz ainda mais "glamour" ao município de 34 mil habitantes.
Para ajudar os visitantes a conhecer as delícias de Gramado sem perder algumas de suas principais atrações, o G1 contou com as sugestão da Secretaria de Turismo local para elaborar um roteiro para percorrer em até cinco cinco dias. Confira abaixo, programe-se e divirta-se:

DIA 1
Gramado fica a cerca de 120 km de Porto Alegre. O município tem 11,4 mil leitos em hotéis e pousadas, de acordo com o Sindicato da Hotelaria, Restaurantes, Bares e Similares da Região das Hortênsias. Canela, cidade vizinha, que fica a apenas 10 km de distância, possui cerca de 8 mil vagas em estabelecimentos, e é uma alternativa para hospedagem.

Igreja São Pedro é um dos pontos turísticos (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Igreja Matriz São Pedro é um dos pontos turísticos (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Para começar o passeio, a sugestão é apostar no city tour em ônibus panorâmico. Do veículo, o visitante percorre os pontos turísticos tradicionais: a Igreja Matriz São Pedro, a Igreja do Relógio, situada no alto de um morro de onde se observa uma das mais belas vistas de Gramado e a Rua Coberta, famosa pelas cafeterias e bistrôs para brunch, chá da tarde ou happy hour com os amigos, além de restaurantes, lojas de chocolates e souvenires. É parada obrigatória para degustar uma boa refeição.

Festival de Cinema Gramado RS (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Festival de Cinema Gramado ocorre sempre em agosto (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Logo em frente está o Palácio dos Festivais, que sedia o Festival de Cinema de Gramado, um dos mais concorridos do país, desde 1973. É lá que as celebridades da hora da indústria da TV e da sétima arte aterrissam em agosto para algumas horas de estadia. Ali estão a sala de cinema e o imenso Kikito dourado, uma réplica do cobiçado prêmio, onde os artistas posam para fotos e dão autógrafos ao lado dos fãs, após passar pelo extenso tapete vermelho.

Lago Negro é um dos cartões-postais de Gramado (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Lago Negro é um dos cartões-postais de Gramado (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Não muito longe dali, o turista encontra o Lago Negro, outro cartão-postal de Gramado. Por toda a margem das águas profundas de cor verde escuro existe um passeio florido, tomado de hortênsias, a flor mais popular da cidade. Mas a maior atração fica por conta dos pedalinhos, em formato de cisne ou caravela. Um belo cenário para registrar o passeio em fotos.

Lago Joaquina Rita Bier é opção para caminhadas ao ar livre (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Lago Joaquina Rita Bier é opção para caminhadas ao ar livre (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Outra opção é aproveitar o cenário do Lago Joaquina Rita Bier para uma caminhada ou piqueniques. Não se paga nada e a vista é deslumbrante. A área possui 17 mil metros quadrados, além de restaurantes com vista para as águas.

Le Jardin é inspirado em parques de lavanda da Europa e EUA (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Le Jardin é inspirado em parques de lavanda da Europa e EUA (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Também ao ar livre está o Parque das Lavandas, ou Le Jardin, inspirado nos grandes parques de lavanda, tão comuns em cidades da Europa e Estados Unidos. Abriga, além de um belíssimo jardim, uma loja temática, estufas de produção de flores e um pequeno café. A casa oferece aos visitantes o saboroso doce apfelstrudel, receita exclusiva com recheio tradicional francês e massa austríaca.

Lago Negro
Endereço: Rua A. J. Renner, em frente a Associação Cultural Gramado e a Alameda do Artesanato
Valor: De R$ 20 a R$ 30 (pedalinho para duas pessoas)
Horário de funcionamento: Diariamente, das 8h30 às 19h

Lago Joaquina Rita Bier
Endereço:
Rua Leopoldo Rosenfeld, 818, próximo à Rótula das Bandeiras


Le Jardin – Parque de Lavandas
Endereço: ERS-115, 37700
Horário de funcionamento: De terça a domingo, das 9h30 às 17h30
Telefone: (54) 3286-4280


DIA 2
Além das paisagens naturais, estão entre as outras atrações de Gramado os museus. Muitos deles remetem ao clima "hollywodiano" da cidade.

Madonna é uma das atrações do Museu de Cera de Gramado (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Madonna é uma das atrações do Museu de Cera de Gramado (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
O Dreamland exibe bonecos de cera de celebridades. É o primeiro espaço desse tipo a apresentar ícones da cultura pop na América do Sul. São mais de 90 personagens distribuídos em 20 cenários temáticos. Para os amantes de motocicletas, tem ainda o museu/pub temático da Harley Davidson, situado no subsolo.

Hollywood Dream Cars exibe veículos raros (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Hollywood Dream Cars exibe veículos raros (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Quem gosta de automóveis antigos não pode deixar de conhecer o Hollywood Dream Cars. No museu, são expostos modelos de carros e motos dos anos 20 aos anos 60, alguns deles verdadeiras raridades, como um Ford Victória 1956 conversível, o único exemplar existente no Brasil. Tem ainda o Cadillac conversível cor de rosa, tão conhecido pelas fotos com a musa Marilyn Monroe.

Público pode passear em carros como Ferrari e Lamborghini (Foto: Super Carros/Divulgação)
Público pode passear em carros como Ferrari e Lamborghini (Foto: Super Carros/Divulgação)
Aos que preferem fazer um test-drive, existe a opção com a Super Carros - Dream Cars. A empresa oferece passeios em carros superesportivos como Ferrari, Camaro e Lamborghini. Para pilotar, basta apenas ter uma habilitação normal de motorista, mesmo sendo provisória.

Dreamland, Museu de Cera de Gramado (e Harley Motor Show)
Endereço: Avenida das Hortênsias, 5507
Valor: R$ 70
Horário de funcionamento: Domingos a sextas-feiras das 8h às 18h, e aos sábados das 8h às 19h30.
Telefone: (54) 3286-5100


Hollywood Dream Cars
Endereço: Av. das Hortênsias, 4151
Valor: R$ 20
Horário de funcionamento: Diariamente, das 9h às 18h
Telefone: (54) 3286-4515

Super Carros
Endereço:
Av. das Hortênsias, 4635
Valor: A visitação ao salão de carros custa entre R$ 17 a R$ 35. O test-drive varia conforme o modelo de veículo escolhido e a distância percorrida: pode custar entre R$ 190 a R$ 790.
Horário de funcionamento: Diariamente, das 9h às 19h
Telefone: (54) 3286-7945


DIA 3
Em Gramado, há também opções de passeios para envolver e divertir famílias, unindo crianças e adultos.

Mini Mundo é atração para crianças e adultos (Foto: Leonid Straliaev/Prefeitura de Gramado)
Mini Mundo é atração para crianças e adultos (Foto: Leonid Straliaev/Prefeitura de Gramado)
Entre os mais tradicionais está o Mini Mundo. Fundada em 1981, a atração reproduz a fantasia de uma cidade em miniatura, ao estilo do "Legoland", na Dinamarca. São réplicas de castelos, palácios, igrejas, trenzinhos e uma população com mais de 2,5 mil bonequinhos habitantes.

Snowland é o primeiro parque de neve indoor da América Latina (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Snowland é o primeiro parque de neve indoor da América Latina (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Outra atração imperdível é o Snowland, um imenso complexo de neve indoor que dispõe de mais de 30 atividades para todas as idades. Pistas de patinação, de esqui e de snowboard são os mais disputados entre o público.
Localizado às margens da rodovia ERS-235, o Snowland ocupa uma área de 8,1 mil metros quadrados inteiramente dedicada ao que o frio tem de mais divertido, com capacidade para abrigar até 3,5 mil visitantes.
Curiosidade: embora seja produzida artificialmente, a neve é real. Modernos equipamentos recriam as condições consideradas ideais para a formação do fenômeno, como pouca umidade e muito frio: dentro do parque, a temperatura oscila entre -2ºC e -2,5ºC. Tudo a ver com as férias de inverno.

Mini Mundo
Endereço: Rua Horácio Cardoso, 291
Valor: De R$ 12 a R$ 24
Horário de funcionamento: Diariamente, das 9h15 às 17h
Telefone: (54) 3286-4055


Snowland
Endereço: ERS-235, 9009
Valor: Entre R$ 69 e R$ 89
Horário de funcionamento: Segundas a quintas-feiras das 9h às 18h, sextas, sábados e feriados das 9h às 20h, e domingos das 9h às 19h
Telefone: (54) 3295-6000


DIA 4
Na Serra Gaúcha, são diversas as opções gastronômicas. A cantina italiana domina, com opções requintadas de massas, galetos, sopas e fondues. Mas nem só de culinária refinada vive o município. A área rural de Gramado tem muito a oferecer aos visitantes, com produtos coloniais genuínos, frescos para agradar todos os paladares.

Direto da colônia: passeio oferece pratos produzidos no interior de Gramado (Foto: Leonid Straliaev/Prefeitura de Gramado)
Direto da colônia: passeio oferece pratos do interior de Gramado (Foto: Leonid Straliaev/Prefeitura de Gramado)
Dividida em seis opções de passeios, a proposta do Roteiros de Agroturismo é deixar de lado o zum zum zum dos carros e inserir-se na natureza. É um programa que dura o dia inteiro e percorre a zona rural da cidade, em busca do lado autêntico da colônia.
Em um veículo especial, a saída é sempre da Praça das Etnias, ao lado da Estação Rodoviária, onde está a Casa do Colono, ambiente lotado de produtos como queijos, geleias, massas caseiras, linguiças, vinhos, sucos e artesanato, entre outros.

Roteiros de Agroturismo exploram a zona rural de Gramado (Foto: Leonid Straliaev/Prefeitura de Gramado)
Roteiros de Agroturismo exploram a zona rural de Gramado (Foto: Leonid Straliaev/Prefeitura de Gramado)
Além de contemplar a natureza, o visitante celebra a cultura do homem do campo e saboreia suas delícias. Além de fomentar o setor turístico, o projeto do Roteiros de Agroturismo valoriza os pequenos produtores da cidade.

Roteiros de Agroturismo
Endereço: Saída em frente à Praça das Etnias, ao lado da Estação Rodoviária (Avenida Borges de Medeiros, 2100)
Valor: R$ 98 (há seis opções de trajetos, com preços que podem variar)
Horário de funcionamento: Diariamente, das 9h às 16h
Telefone: (54) 3286-1916


DIA 5
Para fechar, mais opções de passeios ao ar livre e dicas de gastronomia. Desta vez, o churrasco ganha espaço, além do chocolate.

Parque Gaúcho tem restaurante temático (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Parque Gaúcho tem restaurante temático (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Situado a cerca de 6 km do centro de Gramado, o temático Parque Gaúcho apresenta a origem e os detalhes da cultura do Rio Grande do Sul. A área tem espaço para lidas campeiras, resgate de raças crioulas, arena de shows, fogo de chão, galpão mirim, entre outras atrações. Um restaurante temático oferece um cardápio especial.

Zoo de Gramado é uma das atrações (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Zoo de Gramado é uma das atrações (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Logo ao lado está o zoológico de Gramado. É o único do país dedicado exclusivamente a animais da fauna brasileira, com muitas aves, macacos, onça, puma, ema, anta, pinguins, entre outros bichos.

Reino do Chocolate é atração em Gramado (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Reino do Chocolate é atração em Gramado (Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado)
Por fim, para adoçar o passeio, o Reino do Chocolate está de portas abertas. É o primeiro espaço temático de chocolate do Brasil, inaugurado em 2008. Ali, os visitantes entram em uma “máquina do tempo” que conta toda a história e origem do famoso doce, desde o cultivo do cacau pelos astecas. Uma delícia de passeio.

Parque Gaúcho
Valor:
Entre R$ 30 e R$ 48
Endereço: ERS-115, km 35 (distrito de Várzea Grande)
Horário de funcionamento: Diariamente, das 10h às 17h
Telefone: (54) 3421-0800


Gramado Zoo
Valor:
Entre R$ 30 e R$ 48
Endereço: ERS-115, km 35 (distrito de Várzea Grande)
Horário de funcionamento: Diariamente, das 9h às 17h
Telefone: (54) 3421-0800


O Reino do Chocolate
Valor
: R$ 10
Endereço: Avenida das Hortênsias, 5382
Horário de funcionamento: Domingos à sextas-feiras, das 8h30 às 18h30, sábados e feriados, das 8h30 às 19h30.
Telefone: (54) 3286-3588


DICAS DO G1:
>>> Gramado é uma cidade pequena, mas apesar de as atrações serem perto umas das outras, é importante alugar um carro ou recorrer ao táxi por vezes para cumprir o tour. Andar a pé funciona para quem quer apreciar o charme e a beleza do cenário;
>>> Aliás, taxistas são bons informantes. Além disso, há um posto da Secretaria de Turismo de Gramado (na Av. das Hortênsias, 2029), onde é possível tirar todas as dúvidas e buscar folders com dicas para curtir a cidade. Planeje seu roteiro, mas deixe-se surpreender no passeio. Novas atrações podem surgir no caminho.
>>> Não esqueça o casaco. O cair da noite pode ser bem gelado. Leve também na bagagem o secador de cabelos, já que nem todo o hotel tem o aparelho disponível. Não dá pra sair na rua com os cabelos molhados, já dizia a vovó.
Não vá embora sem experimentar: sequência de fondue, vinhos e café colonial.


Gramado: gastronomia farta é uma das atrações (Foto: Leonid Straliaev/Prefeitura de Gramado)
Gramado: gastronomia farta é uma das atrações (Foto: Leonid Straliaev/Prefeitura de Gramado)
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/07/gramado-rs-o-que-comer-o-que-fazer-o-que-visitar-na-cidade-gaucha.html

terça-feira, 7 de julho de 2015

Lençóis Maranhenses, MA: quando ir, como chegar, o que visitar.

G1 mostra roteiro de até 5 dias em uma das principais atrações do MA.
Cenário de dunas e lagoas atrai visitantes de todo o país. 

Maurício Araya Do G1 MA

Paraíso escondido no Nordeste do Brasil, os Lençóis Maranhenses são um dos principais destinos turísticos do Maranhão. Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses – com área total de 156,5 mil hectares – integra a Rota das Emoções. As dunas – comuns nessa região do país – são formadas pela força dos ventos, que criam uma paisagem única e alteram constantemente sua aparência. Nesse ‘deserto’ gigante é possível encontrar lagoas formadas pelo acúmulo de água das chuvas do primeiro semestre.
Um dos portais mais conhecidos dos Lençóis Maranhenses é a cidade de Barreirinhas, a 250 km de distância da capital maranhense. Bem estruturada para receber os visitantes, a cidade é cercada pelas águas escuras do rio Preguiças – que leva o nome por causa da presença do simpático bicho-preguiça. Para conhecer o roteiro, é preciso primeiro chegar a São Luís.
O transporte intermunicipal é uma alternativa para quem prefere fazer o passeio sem intermédio de agências: do Terminal Rodoviário da capital maranhense, saem diariamente ônibus até Barreirinhas. A passagem custa em média R$ 45 por pessoa.
Para se hospedar, há opções de apart hotéis, hotéis, pousadas e hostels, com diárias que variam entre R$ 160 e R$ 520, dependendo da categoria do estabelecimento.
O G1 apresenta algumas das opções de lazer e passeios nos Lençóis Maranhenses e roteiros complementares para fazer em cinco dias:

Dia 1
O percurso até Barreirinhas é feito por terra, em aproximadamente quatro horas. Basta seguir pela BR-135, MA-402 (passando pelas cidades de Bacabeira; Rosário – onde se pode fazer uma parada em um dos muitos estabelecimentos à beira da rodovia para degustar a juçara ou açaí como é conhecido em outras partes do país –; Axixá e Morros) e trecho da MA-225 até chegar à porta de entrada mais conhecida dos Lençóis.
A primeira parada pode ser feita em Santo Amaro do Maranhão, município localizado a sudoeste do parque nacional e que detém a maior parte de seu território. A cidade é conhecida como o ‘paraíso escondido dos Lençóis’, por ser um dos acessos quase que inexplorados ao parque. São 36 km de estrada de areia e natureza virgem, feito somente por veículos com tração 4x4. O trajeto dura em média 1h30.
Para dormir em Santo Amaro, os visitantes podem buscar hospedagem em casas de famílias ou fazer acampamento, já que há poucas opções de pousadas.

Dia 2
No dia seguinte, o destino é Barreirinhas. Para entrar no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o visitante não precisa pagar qualquer taxa de ingresso. O acesso é feito por veículos conhecidos como ‘jardineiras’, caminhonetes adaptadas para levar passageiros na carroceria. O passeio não custa mais que R$ 50 por pessoa, em grupos fechados (de até 10 pessoas). Após uma rápida travessia de balsa – que leva seis veículos por vez, ao valor de R$ 25 cada – pelo rio Preguiças, o caminho é por trilha, que passa pela paisagem de vargem, comparada por alguns turistas com a savana africana.

Com veículos mais novos, o trajeto de 12 km entre a sede de Barreirinhas até o parque é feito em 25 minutos. Já em caminhonetes mais antigas, o trecho pode ser percorrido em até 40 minutos, por um caminho mais longo. Dentro do parque, as caminhadas são acompanhadas por guias contratados.

Caminhadas pelas dunas e banhos em lagoas são atrativo (Foto: Maurício Araya / G1)
Caminhadas pelas dunas e banhos em lagoas são atrativo (Foto: Maurício Araya / G1)
Até o mês de setembro, os visitantes podem contemplar dunas e se banhar nas lagoas formadas pela combinação da água das chuvas e da elevação dos lençóis freáticos. No auge da estação de seca no Maranhão – no segundo semestre –, as lagoas ficam muito baixas, o que prejudica o banho.

Passeio pelos principais pontos turísticos é feito de 'voadeira' (Foto: Maurício Araya / G1)
Passeio pelos principais pontos turísticos é feito
de 'voadeira' (Foto: Maurício Araya / G1)
Dia 3
O terceiro dia do roteiro pode ser dedicado ao passeio de lancha no leito do rio Preguiças, que sofre influência da maré: leva em média 6h entre sua cheia e vazante.
Os passeios de 'voadeira', como são conhecidas as pequenas lanchas com capacidade para até 10 pessoas, custam em torno R$ 80 por passageiro. Durante a viagem, a lancha pode atracar em alguns dos bancos de areia formados no meio do rio Preguiças.
A dica do G1 é fazer o passeio a partir das 15h, já que o percurso pode ser feito com tranquilidade em até três horas. O motivo? No fim do passeio, o turista pode apreciar um espetáculo único do pôr do sol a bordo da lancha.

Pôr do sol desde o rio Preguiças (Foto: Maurício Araya / G1)
Pôr do sol desde o rio Preguiças (Foto: Maurício Araya / G1)


Vista do alto do Farol de Mandacaru (Foto: Maurício Araya / G1)
Vista do alto do Farol de Mandacaru
(Foto: Maurício Araya / G1)
Dia 4
Quem vai a Barreirinhas não pode deixar de visitar o Farol de Preguiças ou Farol de Mandacaru. A estrutura fica localizada no povoado de Mandacaru, e para cortar caminho o melhor acesso é pelo rio Preguiças. Após subida de 160 degraus, uma incrível vista da foz do rio Preguiças.
No mesmo povoado, o turista encontra peças do artesanato da região, como artigos de cestaria, pessoais (como bolsas, sandálias e bijuterias) e domésticos (redes para dormir, cortinas, etc.), todos oriundos da fibra de buriti – palmeira predominante na região.

Em Vassouras, turista pode observar e interagir com macacos-prego (Foto: Maurício Araya / G1)
Em Vassouras, turista pode observar e interagir com macacos-prego (Foto: Maurício Araya / G1)
De ‘voadeira’ o turista chega, ainda, ao povoado de Vassouras, no local conhecido como Ilha dos Macacos. Lá, é possível observar e interagir com vários os pequenos macacos-prego.
Duna invade o rio Preguiças (Foto: Maurício Araya / G1)
Duna de areia invade o rio Preguiças
(Foto: Maurício Araya / G1)

Dia 5
No último dia, o turista deve visitar alguns roteiros alternativos dos Lençóis Maranhenses. Pela MA-315, a primeira parada é na praia de Caburé e Atins, onde há o encontro do Oceano Atlântico com o rio. De lá, com a maré baixa, pode-se seguir para a cidade de Paulino Neves, na praia dos Tocos, localidade deserta e com uma extensa faixa de areia.
Voltando à MA-315, em 30 minutos se chega à cidade de Tutoia, localizada na região do Baixo Parnaíba, e de onde saem os passeios para o Delta do Parnaíba ou Delta das Américas, com 73 ilhas fluviais entre os Estados do Maranhão e Piauí. O passeio de lancha por dentro do delta custa em média R$ 55 por adulto ou R$ 250 para um grupo de cinco pessoas e dura 4h.
Mais uma vez, a dica é fazer o passeio pela tarde: ao fim do dia, o turista pode observar a revoada dos guarás – ave de coloração vermelha com grande presença no Maranhão – na Ilha do Caju.

Atrações culturais
Na última semana do mês de julho, ocorre a tradicional festa do vaqueiro de Barreirinhas. O evento é considerado o maior do gênero da região e é embalado por grupos de forró. Neste ano, a ‘Vaquejada Regional dos Lençóis Maranhenses’ vai para sua 32ª edição.

Já no início do mês de agosto, a programação é para quem curte jazz e blues. Um festival, que está na sua sétima edição, faz aumentar o fluxo de turistas na cidade. Neste ano, o Lençóis Jazz e Blues Festival ocorre entre 7 e 9 de agosto. Na programação, grupos de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e, claro, do Maranhão.

Dicas do G1
Antes de viajar, é preciso planejar bem o roteiro com certa antecedência, inclusive para conseguir bons descontos – seja em alta ou baixa temporada. É preciso estar atento também ao calendário de chuvas. Entre maio e agosto, as lagoas estão bem cheias. De setembro a outubro e fevereiro a abril, o banho nas lagoas é limitado pelo nível médio das lagoas. Já no auge do 'verão' (de novembro a janeiro), como é chamado o período de estiagem no litoral do Nordeste, o nível das águas é bem baixo.


Lençóis Maranhenses (Foto: Maurício Araya / G1)
Até o fim de agosto, o turista encontra lagoas cheias nos Lençóis Maranhenses (Foto: Maurício Araya / G1)
Ao todo, 15 empresas oferecem pacotes de visita aos Lençóis Maranhenses em Barreirinhas. Ao comparar os valores dos passeios ou serviços, o visitante deve evitar aquelas que oferecem os preços abaixo do mercado, porque geralmente utilizam veículos mais antigos ou sem manutenção, o que pode estragar o passeio. Para consultar empresas e profissionais habilitados para operar na área de turismo, os visitantes devem também acessar o Cadastur.

Vale experimentar
Na Beira-Rio e Praça da Matriz, no Centro de Barreirinhas, pode-se encontrar restaurantes que oferecem pratos típicos do Maranhão. Entre as opções, estão pratos inspirados na Rota das Emoções, como arroz de cuxá com mariscos, abacaxi recheado com camarão, pirão, farofa de cuscuz e carne de sol ao molho de queijo coalho. O valor das guarnições pode variar entre R$ 25 e R$ 85.


Pôr do sol observado desde a comunidade de Tapuio (Foto: Maurício Araya / G1)
Pôr do sol observado desde a comunidade de Tapuio (Foto: Maurício Araya / G1)

Estando em Barreirinhas, o turista não pode deixar de visitar a comunidade de Tapuio, onde se localiza a Casa de Farinha. O acesso é feito por lancha. Duzentas famílias habitam o local. A casa é compartilhada pelas famílias conforme a necessidade de cada uma, e a maior parte da produção é para o consumo próprio – atendendo a um costume de vários anos. No ambiente, o visitante conhece e vive a experiência de todas as etapas de produção da famosa farinha-d’água.

http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2015/07/lencois-maranhenses-ma-quando-ir-como-chegar-o-que-visitar.html

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Vale a pena viajar para a Europa no inverno?

Gisela Cabral

O fim do ano está quase aí e boas promoções de passagens aéreas, felizmente, também. Para muitos a época é sinônimo de praia, sol e calor. Em contrapartida, muita gente aproveita a oportunidade para curtir algo diferente de tudo o que existe no Brasil: uma temporada de clima frio e neve.

A Europa é um dos destinos que despontam na lista daqueles que desejam curtir um charmoso friozinho no fim do ano. Mas, afinal de contas, quais são as razões que fazem do Velho Continente um excelente lugar para férias de inverno? 


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Para começar, os preços de hotéis e passagens costumam sofrer uma queda aqui do outro lado do Atlântico no período (exceto nas semanas entre o Natal e o Réveillon, nas grandes cidades). Para comprovar, é só comparar com preços praticados durante o verão e a primavera, duas estações reconhecidamente mais caras. 
Belas paisagens estarão por todos os lados e os apaixonados por fotografia podem preparar a câmera. Em certos países europeus, como a Noruega, a Suécia e a Finlândia, o visitante poderá de ver de perto um dos acontecimentos naturais mais impressionantes do mundo, a Aurora Boreal. Infelizmente, é impossível prever a ocorrência desse fenômeno de luzes e cores no céu, porém, o inverno é, certamente, a época ideal para isso.

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Outro atrativo que faz a viagem a Europa valer a pena no inverno é que grande parte das cidades costumam se preparar muito bem para o Natal e a chegada do Ano Novo. Portanto, luzes, cores e muitos enfeites estarão espalhados por ruas, praças, pontes e, é claro, nas casas. Um verdadeiro deleite para os olhos!

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Eventos de Inverno
Aproveitando a temática, não podemos deixar de mencionar os vários eventos que costumam acontecer em todo o continente, com destaque para os famosos Mercados de Natal. Geralmente realizados em grandes praças ou avenidas, estes mercados costumam reunir pessoas de todas as idades em torno de barraquinhas que vendem produtos artesanais, pratos típicos de inverno e bebidas que, além de deliciosas, ainda ajudam a manter o corpo aquecido.

Mercado de Natal de Colônia, Alemanha
Mercado de Natal de Colônia, Alemanha
Um dos países mais tradicionais no assunto, sem dúvida alguma, é a Alemanha, sendo Colônia, por exemplo, uma das cidades mais procuradas durante o mês de dezembro. Festivais como o da cerveja de Bruges (Bélgica), em fevereiro, e o Carnaval, em Munique (Alemanha) e em Maastricht (na Holanda), também são outras opções para os que desejam aproveitar o inverno de uma forma diferente.

 Festival de Cerveja de Bruges, Bélgica

Esportes de Inverno
Aqueles viajantes mais aventureiros também podem aproveitar as baixas temperaturas em algumas partes do continente para praticar esportes como o esqui e o snowboarding. Localidades como Les Gets e Courchevel, na França, St. Anton, na Áustria, e Borovets, na Bulgária, oferecem uma excelente estrutura e, por este motivo, são bastante procuradas por aficionados por esportes de inverno, desde os novatos até os mais experientes.

 Emperor's race, evento esportivo nos canais congelados de Amsterdam

Nem tudo são flocos de neve
A Europa no inverno é charmosa, há paisagens lindas e uma experiência especial para nós brasileiros, acostumados com nosso país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza. Mas há também o lado ruim de visitar o Velho Continente nesta é posa do ano. O primeiro, claro, é o frio e o aumento no volume das bagagens que ele ocasiona. Além disso, os dias são mais curtos neste período e há menos tempos com luz natural para passeios. Por ser baixa temporada, algumas atrações podem fechar para manutenção e risque da lista atividades como piqueniques nos parques europeus ou passar tardes em mesinhas de restaurantes de cafés charmosos ao ar livre. Além disso, há o risco de alguma nevasca fechar estradas ou atrasar voos.

Preparativos

Urso gigante em Amsterdã
Urso gigante em Amsterdã

Seja qual for a sua razão para visitar a Europa durante o inverno, é preciso ter em mente que o frio estará sempre presente, em maior ou menor intensidade, dependendo dos países escolhidos. Naqueles onde as temperaturas são realmente baixas, é preciso utilizar roupas e calçados adequados.
Meias térmicas, camisas e calças conhecidas como “segunda pele”, cachecol de lã, gorro para proteção da cabeça e um par de luvas devem constar na lista de todo viajante. Sapatos confortáveis também são importantes para quem pretende andar bastante (melhor ainda se forem daqueles forrados com material que retém calor). O frio nessa época não costuma dar trégua em determinadas localidades, porém, tomando alguns cuidados é possível passar por ele sem problema algum!

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E você, está pensando em aproveitar as promoções de fim de ano para curtir um friozinho aqui do outro lado do Atlântico? Deixe a sua opinião nos comentários.

http://www.melhoresdestinos.com.br/europa-no-inverno.html

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Brasil vai aderir a programa de entrada rápida de viajantes nos EUA.

Medida não isenta brasileiros de pedir visto para viajar aos Estados Unidos.
Global Entry permite evitar fila de imigração a quem tem ficha pré-aprovada.

Do G1, em Brasília
Funcionário da imigração americana explica uso da máquina do sistema Global Entry a usuária (Foto: Divulgação/US Customs and Border Protection/ Josh Denmark)
Funcionário da imigração americana explica uso da máquina do sistema Global Entry a usuária (Foto: Divulgação/US Customs and Border Protection/ Josh Denmark)
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira (30), em um pronunciamento conjunto com o colega dos Estados Unidos, Barack Obama, a assinatura de um acordo entre os dois países para facilitar a entrada de "viajantes frequentes" brasileiros no território norte-americano.
O ingresso do Brasil no programa Global Entry, a ser concretizado até a primeira metade de 2016, permite a entrada nos EUA sem passar pelas filas de imigração, em casos específicos. "Agradeço ao presidente Obama porque nós decidimos facilitar a entrada nos EUA de viajantes frequentes do Brasil no âmbito do programa Global Entry", disse Dilma.

A medida não isenta os brasileiros de requisitarem visto para entrarem em território norte-americano. Isso, segundo comunicado divulgado pelas duas chancelarias, será trabalhado paralelamente. "Os presidentes comprometeram-se a trabalhar conjuntamente para que se cumpram os requisitos tanto do Programa de Dispensa de Vistos dos Estados Unidos quanto da legislação brasileira correspondente, de modo a permitir viagens sem vistos de cidadãos brasileiros e norte-americanos entre os dois países", diz o documento.

O que é o Global Entry?
É um programa que permite liberação rápida no controle de passaporte no momento da chegada aos EUA. O viajante entra nos país passando por quiosques automáticos em vez de funcionários da imigração. No entanto, para poder usar o sistema, é necessário fazer um cadastro antecipado que é pré-aprovado somente para pessoas consideradas de baixo risco pelas autoridades americanas.

Ainda assim, a imigração se reserva o direito de parar os participantes do Global Entry caso julgue necessário. Pessoas que tenham sido condenadas por qualquer tipo de crime ou que tenham infringido as regras de imigração de qualquer país automaticamente ficam excluídas do programa. O custo de adesão é US$ 100 por 5 anos.
Até o momento, o Global Entry estava disponível somente para cidadãos dos EUA, Alemanha, Países Baixos, Panamá, Coreia do Sul, México e Canadá (neste caso, por meio do programa canadense equivalente, o Nexus).

Turistas observam a Estátua da Liberdade, em Nova York (Foto: Don Emmert/AFP/Arquivo)
Turistas observam a Estátua da Liberdade, em Nova York (Foto: Don Emmert/AFP/Arquivo)
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/06/dilma-anuncia-acordo-para-entrada-de-viajantes-frequentes-nos-eua.html

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Por que ir?
Gramado

Não é à toa que Gramado é sede do concorrido Festival de Cinema que movimenta a Serra Gaúcha no mês de agosto. Com paisagens que parecem retiradas de um cenário, a cidade reúne casinhas em estilo enxaimel, ruas limpas e tomadas por jardineiras repletas de hortênsias e parques emoldurados por araucárias e pinheiros. Mas não é apenas pela aparência romântica que o cartão-postal da região atrai tantos visitantes.

Chocolates deliciosos: Tentadoras lojinhas oferecem a guloseima de diversas formas -
Chocolates deliciosos: Tentadoras lojinhas oferecem a guloseima de diversas formas - Foto: Leonild Streliaev
Ao combinar boas compras com gastronomia de primeira, Gramado mostra que não é destino de uma estação somente. É fato que durante o inverno a cidade fica ainda mais aconchegante, com direito a jantares à beira da lareira para espantar o frio que chega junto com as geadas e névoas. 

Entretanto, nas outras épocas do ano, há festas e eventos, além dos muitos restaurantes, do comércio da Avenida Borges de Medeiros sempre cheio de novidades e dos irresistíveis chocolates. De novembro a janeiro, a esmerada decoração natalina e os eventos do Natal Luz enchem as ruas de cores e de brilho. 

"Casas especializadas em café colonial e fondues tomam conta da Avenida das Hortênsias"

Colonizada pelos imigrantes italianos e alemães, Gramado preserva suas origens através de museus e parques temáticos que retratam os costumes de seus fundadores. Assim como na bela vizinha Canela, a apenas sete quilômetros de distância.  

Os roteiros de agroturismo levam às propriedades rurais dos descendentes que preservam, com orgulho, as tradições européias. Os tours, claro, incluem degustação de produtos típicos como linguiça, salaminho, queijos e vinhos.
Falando nas delícias, não deixe de saborear o café colonial nos estabelecimentos espalhados pela cidade - são mais de 80 itens entre receitas doces e salgadas. Guarde ainda um espaço para as fondues, servidas até mesmo nos concorridos barzinhos da Avenida das Hortênsias. 

http://www.feriasbrasil.com.br/rs/gramado/

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Entrevistas para visto são retomadas na segunda, diz Embaixada dos EUA.

Problemas em sistema de emissão de vistos teve início no último dia 9.
Embaixada estima entre 16 mil e 20 mil o número de pedidos pendentes.

Mateus Rodrigues Do G1 DF

Visto americano e carimbos de entrada nos EUA em um passaporte brasileiro (Foto: Carlos Severo/Fotos Públicas)
Visto americano e carimbos de entrada nos EUA em um passaporte brasileiro (Foto: Carlos Severo/Fotos Públicas)
A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília informou nesta terça-feira (23) que as entrevistas para concessão de vistos devem voltar a ser realizadas na próxima segunda-feira (29). A marcação das entrevistas poderá ser feita pela internet, no sistema tradicional, a partir desta quarta (24). Segundo o conselheiro para assuntos consulares do órgão, Tom Lloyd, a situação em todo o mundo está "se normalizando".
"Temos boas notícias para todos. Aos poucos, a situação de vistos no mundo e no Brasil está se normalizando. Nessa semana, estaremos concentrados em processar os pedidos de visto que já temos aqui dentro. O sistema não está 100% funcionando, mas está cada vez melhor"
Tom Lloyd, conselheiro para assuntos consulares do órgão

Segundo a embaixada, o número de casos pendentes é estimado entre 16 mil e 20 mil, mas não há dados sobre quantos pedidos deixaram de ser enviados ao sistema desde o último dia 9, quando começaram os problemas.
A partir desta quarta, os órgãos consulares em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo devem fazer contato com quem teve a entrevista cancelada. "Se essas pessoas não receberem nenhum comunicado até segunda-feira, sugiro que entrem em contato [com o órgão consular] ou agendem a entrevista online, por conta própria", declarou o conselheiro.
Até o fim desta semana, a representação diz que estará "empenhada ao máximo" para resolver a fila de casos pendentes. A embaixada norte-americana em Brasília diz estudar a possibilidade de estender o horário das entrevistas para atender à demanda represada de novos pedidos.

Pane global
O sistema de concessão de vistos norte-americanos a estrangeiros está com problemas técnicos desde o último dia 9. Segundo o governo dos EUA, a falha afeta pedidos feitos depois de 8 de junho.

Nesse período, todas as entrevistas que estavam marcadas até esta semana foram canceladas nos consulados de Brasília, Recife, Rio e São Paulo. Casos de urgência -- viagens para negócios, tratamento médico ou morte, por exemplo -- podiam ter os pedidos agilizados, mas o motivo teria de ser comprovado pelo interessado.

No último dia 17, o porta-voz da Casa Branca John Kirby afirmou que mais de cem especialistas dos setores público e privado dos EUA estavam empenhados na resolução dos problemas técnicos. Segundo ele, vistos de imigração não foram afetados pela pane.

http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2015/06/entrevistas-para-visto-sao-retomadas-na-segunda-diz-embaixada-dos-eua.html