segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Do check-in ao raio-X, veja dicas para não perder tempo no aeroporto.

Do UOL, em São Paulo
 
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Atitudes simples deixam a travessia pelos aeroportos menos estressante 
Atitudes simples deixam a travessia pelos aeroportos menos estressante 
 
O processo que envolve o embarque de uma viagem aérea tende a ser estressante. Quem nunca ficou bravo com a demora para fazer o check-in, com o tamanho das filas para passar no raio-X ou com as multidões que geralmente lotam os grandes aeroportos do Brasil e do mundo?
Existem, porém, atitudes simples que são capazes de diminuir muitos desses inconvenientes. Abaixo, veja uma lista, montada pelo site de busca de passagens aéreas Kayak, que pode fazer com que você atravesse o ambiente frenético dos aeroportos de maneira mais tranquila.
 
Check-in online
Antes da viagem, não deixe de entrar na internet para (se o sistema de sua companhia aérea permitir) fazer seu check-in online. Tal atitude agilizará seu processo de embarque, principalmente se você estiver viajando apenas com bagagem de mão. E, também, com o check-in online o passageiro tem mais chances de encontrar um assento mais confortável (ou menos desconfortável, dependendo da companhia aérea) na aeronave.


 
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Sempre que possível, faça seu check-in online
 
Tenha um porta-documentos
Evite deixar seu passaporte (ou RG), passagens aéreas e outros documentos necessários para o embarque misturados com outros objetos pessoais em sua bolsa ou mochila. Na hora de ir para o aeroporto, separe-os em um porta-documentos de onde você possa tirá-los facilmente para apresentá-los em locais como o balcão de check-in e os balcões de imigração. Isso vai agilizar a sua vida e a das pessoas que estão atrás de você na fila.

 
Viagem aérea não é desfile de moda
Muita gente ainda gosta de vestir suas melhores roupas e joias para fazer uma viagem de avião. Nada contra querer estar bonito e elegante, mas muitos acessórios sobre o corpo podem atrasar seu percurso (e o de outros passageiros) até a aeronave, principalmente no raio-X do aeroporto, local onde os viajantes devem se despir de seus objetos de metal. Para uma jornada mais dinâmica, vista roupas simples e leves (que também vão fazer sua vida mais confortável na hora de encarar o aperto de muitos aviões).

 
Bagagem de mão sem estresse
Evite colocar na sua bagagem de mão objetos que podem fazer você ser parado para averiguações na hora do raio-X. Isso inclui produtos inflamáveis, pontiagudos, cortantes e frascos para líquidos com mais de 100 ml. Além de perder tempo com sua mala sendo fuçada pela segurança do aeroporto, você pode perder os objetos, que provavelmente serão confiscados. Tente sempre colocar tais itens na bagagem que será despachada na hora do check-in. 


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Cuidado com os itens de sua bagagem de mão
 
Jaqueta pode ajudar
Se você estiver vestindo uma jaqueta, use os bolsos desta peça de roupa (se eles tiverem zíper, melhor ainda) para colocar suas joias e outros objetos de metal na hora de atravessar a área do raio-X. É uma atitude simples que vai evitar que você tenha que ficar catando suas moedas naquela caixa de plástico depois que ela cruzar o raio-X.  

 
Celular na bolsa ou mochila
Outro item que pode atrasar um pouco a vida do passageiro é o celular. Hoje quase uma extensão do corpo de muita gente, o aparelho tende a ser esquecido no bolso na hora em que o viajante atravessa o raio-X, que, por sua vez, apita e atrasa a fila. Não é também incomum que celulares sejam esquecidos na área do raio-X dos aeroportos. Portanto, durante todo esse processo, tente deixar o celular dentro de sua bolsa ou mochila. Você terá tempo para usá-lo enquanto espera pelo seu avião no portão de embarque.

 
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Ponha o celular na mochila ou na bolsa na hora do raio-X
    
Sapatos sem cadarços
Essa é uma dica dada especialmente para quem viaja pelos Estados Unidos. No país norte-americano, é preciso tirar os calçados na hora de passar pelas áreas de segurança administradas pela TSA (Transportation Security Administration), antes de embarcar nas aeronaves. Sapatos que sejam facilmente removíveis irão facilitar (e muito) a vida do viajante.  

 
Aplicativo esperto
A TSA, inclusive, tem um aplicativo bem interessante para quem viaja pelos Estados Unidos. Trata-se do app "My TSA", que mostra o quanto estão demorando as filas nas áreas de segurança dos aeroportos americanos administradas pela entidade.  

E você? Quais são seus macetes para evitar a perda de tempo nos aeroportos? Escreva na área de comentários da matéria. 

http://viagem.uol.com.br/noticias/2016/01/06/gosta-de-voar-com-tranquilidade-veja-como-nao-perder-tempo-no-aeroporto.htm

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Viajando no frio: saiba como se preparar para curtir destinos gelados.

 Do UOL, em São Paulo 

Você é daqueles que, mesmo com o verão bombando no Brasil, prefere pegar um avião e ir curtir o inverno em locais como Estados Unidos e Europa? 
Não há nada de estranho nisso: mesmo com o termômetro lá embaixo, destinos como Nova York, Toronto, Paris e Berlim oferecem passeios extremamente interessantes para o turista (além de, ocasionalmente, muita neve, o que encanta diversos brasileiros que nunca viram ao vivo esse fenômeno da natureza). 
Mas é preciso se preparar para explorar um destino sob temperaturas muito baixas, que é como se encontra atualmente (e pelo menos até março, quando o inverno inclusive já acabou) boa parte do Hemisfério Norte do mundo. 
Abaixo, veja dicas do UOL para turistas que pretendem fazer este tipo de jornada, mas que não querem entrar numa fria.
 

Spencer Platt/AFP
   

Escolha destinos com muitas atrações indoor 
Caminhar entre paisagens nevadas pode ser uma delícia, especialmente em lugares que combinam com as paisagens brancas do inverno, como as cidades históricas europeias. Mas saiba que, uma hora, o frio cortante cansa e é fundamental ter refúgios indoor que ofereçam um abrigo cálido e entretenimento para passar o tempo. Na hora de viajar para destinos onde o inverno é rigoroso, escolha lugares com boa oferta de museus, restaurantes, cafés e bares, como Nova York (na foto), onde o turista pode passar horas se divertindo dentro de locais como o Museu de Arte Moderna (MoMA) e o Madison Square Garden. 

PA,Peter Byrne/AP

 

Voos podem ser cancelados
Caso você esteja visitando um destino com inverno rigoroso, tente não marcar seu retorno para o Brasil para o último dia de suas férias. Principalmente entre janeiro e março, nevascas costumam cancelar voos em locais como Estados Unidos, Europa e Canadá, deixando viajantes presos nos aeroportos. Em fevereiro de 2015, uma nevasca cancelou nada menos que 2.600 voos no país de Barack Obama. É bom estar preparado para enfrentar este tipo de situação e não ter problemas com seu chefe na volta ao Brasil. 


Timothy Clary/AFP

 

O frio pode acabar com o passeio
Além de cancelar voos, a friaca no Hemisfério Norte pode frustar alguns passeios. Em fevereiro de 2015, o inverno em Nova York provocou o congelamento do rio Hudson, cancelando os serviços de balsa entre Manhattan e o Brooklyn. Estradas do norte dos Estados Unidos e da Europa também podem ser interditadas por causa da neve. Ao começar o dia nestes destinos, sempre verifique as notícias que falam sobre a situação das vias de trânsito locais. 


Russ Juskalian/New York Times Syndicate

 

Vai esquiar? Faça um seguro
Um seguro viagem é recomendado para qualquer tipo de jornada, especialmente se você pretende esquiar em algum destino de neve (e há muitos deles no Hemisfério Norte, em países como EUA, França, Suíça e Áustria). Esquiar é divertidíssimo, mas pode ser perigoso. Pessoas com fraturas, ligamentos rompidos e outras avarias são visão comum em estações de esqui. A maioria desses resorts oferecem aulas que ensinam os turistas a deslizar sobre a neve. Se você não tiver muita experiência no esporte, faça essas aulas e vá com cuidado. Um acidente de esqui tem tudo para arruinar suas férias. 


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Roupas de inverno
Nem todo brasileiro terá no armário as roupas necessárias para encarar o inverno no Hemisfério Norte. Caso você queira montar sua mala no Brasil, não esqueça de empacotar toucas, luvas, cachecol, óculos escuros (a luz do sol pode ser incômoda quando rebate na neve) e sapatos, calças e jaquetas impermeáveis para dias de nevasca. Porém, tais roupas, no território brasileiro, podem ser bem caras. Antes de viajar, vale a pena pesquisar quanto custam estas mesmas peças no destino de sua viagem. Nos EUA, por exemplo, a marca Columbia e até o Walmart oferecem roupas ideais para o inverno do Hemisfério Norte (e que, mesmo com o dólar alto, podem estar mais baratas do que as vendidas no Brasil). Neste caso, leve roupas reforçadas apenas para os primeiros dias de viagem e vá às compras. 


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Preparado desde o embarque
Se você pretender viajar para o Hemisfério Norte em breve, é provável que a temperatura no Brasil esteja bem quente no momento de seu embarque. Mesmo assim, não se esqueça de levar roupas de inverno em sua bagagem de mão. Primeiro porque há sempre a chance de que a bagagem que você despachou no check-in seja extraviada antes de chegar ao seu destino. Já imaginou ter que ficar de regata no inverno da Alemanha até que encontrem sua mala? E depois porque existe a possibilidade de os passageiros terem que descer na pista do aeroporto em meio do frio do Hemisfério Norte. Neste caso, é só colocar sua jaqueta e seu cachecol e está tudo certo. 


Fred Dufour/AFP

 

Dias curtos
O inverno no Hemisfério Norte é marcado por dias curtos. Em janeiro, por exemplo, a luz do dia na cidade francesa de Paris (na foto) tende começar por volta das 8h30 e terminar aproximadamente às 17h. Portanto, planeje-se bem para fazer suas atividades outdoor que precisam do sol, como tirar fotografias com ajuda da luz natural ou tentar esquiar nas colinas da capital francesa (como o garoto da foto).


REUTERS/Paul Hackett

 

Aproveite a falta de multidões
As multidões que abarrotam destinos turísticos europeus durante o verão não são comuns durante o inverno. Nesta época mais fria, saiba que é mais fácil e confortável explorar os museus de metrópoles como Londres, Paris, Budapeste e Florença. Alguns hotéis também tendem a baixar os preços das diárias no inverno. Por isso, vale a pena fazer uma pesquisa detalhada de hospedagem antes de começar a jornada. 


Débora Costa e Silva/UOL

 

Explore o lado menos frio dos continentes
Algumas das cidades mais legais da Europa e América do Norte estão também entre as mais geladas no inverno, como Nova York, Toronto, Berlim e Praga. Porém, nestas regiões, é possível fugir um pouco da friaca, se refugiando em destinos com climas menos agressivos, como Miami (EUA), Sevilha (Espanha, na foto), Catânia (Itália) e Marselha (França), todas cidades atraentes onde as temperaturas não tendem a ficar negativas. © Prague 


Information Service

 

Planeje o dia
Poucas coisas são mais agradáveis em uma viagem do que andar a esmo pelo destino e descobrir, meio que ao acaso, seus atrativos. Em um inverno rígido, entretanto, é válido que o turista abra mão deste pequeno prazer e planeje mais detalhadamente seus roteiros. Como já dito aqui, andar na neve e sob um frio bravo é exaustivo: você verá que não é tão legal flanar por aí tremendo de frio. Por isso, no começo de toda manhã, trace uma rota que passe pelos museus, monumentos e restaurantes que você queira visitar naquele dia, e veja se você pode combinar um pouco de andança com uso de transporte público, como ônibus e metrô. 


http://viagem.uol.com.br/listas/viajando-no-frio-saiba-como-se-preparar-para-curtir-destinos-gelados.htm

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Conhecida como Cidade do Sol, Natal encanta com a beleza de suas praia.
 
Canindé Soares/UOL
Vista aérea do Forte dos Reis Magos e da orla de Natal (RN) Canindé Soares/UOL
No mapa brasileiro, o Rio Grande do Norte é literalmente onde o vento faz a curva. E os ares fortes que sopram por aqui moldam o litoral potiguar, formando uma paisagem de belíssimas falésias e dunas. Na capital Natal, o vento refresca o calor equatorial e garante sol na maior parte do ano. Mesmo quando chega a chuva, em pouco tempo não se vê mais sombra das nuvens carregadas, e o dia segue ensolarado, como se nada tivesse acontecido. Daí o título de Cidade do Sol.

As praias são o que os turistas mais buscam em Natal. Aqui é o lugar para curtir o litoral intensamente, numa experiência única que envolve não apenas se deitar ao sol, mas também contemplar e explorar suas belezas naturais e curtir os passeios pelo mar, que aproximam os turistas das suas riquezas marinhas, em torno dos recifes de corais.
Os arredores guardam atrações como as dunas de Genipabu, a beleza rara dos Parrachos de Maracajaú, o charme da praia da Pipa e, no caminho, até o curioso maior cajueiro do mundo. Todas essas paradas compõem um roteiro completo de diversão num lugar onde aparentemente só tem verão. 

Natal é pequena, se comparada a outras capitais do Nordeste. E, por isso, preserva um certo clima constante de cidade de veraneio. A praia de Ponta Negra, que tem o Morro do Careca de cartão postal, resume essa sensação. A preferida dos turistas, o lugar é onde se concentram o maior número de opções de hospedagem. Já a praia de Via Costeira é o reduto de quem busca unir o luxo ao turismo.
Nas mesas de Natal come-se muito bem. Os sabores natalenses temperam a estadia com seus abundantes camarões, peixes e carne de sol. E os que curtem experimentar receitas típicas vão gostar de conhecer a ginga com tapioca, na praia da Redinha.

Arte, história e cultura completam a experiência de quem vai a Natal. Nos bairros Cidade Alta e Ribeira estão as construções, os museus, igrejas que preservam a história e o rico folclore de uma das capitais mais antigas do Nordeste, inaugurada em 25 de dezembro de 1599. Sua relação com a data que remete ao nascimento de Cristo não está apenas no nome. O Forte dos Reis Magos, outra atração histórica (inaugurado no dia de Reis, em 6 de janeiro de 1681), preserva o marco da cidade. Não à toa, a imagem dos reis com a estrela guia são o símbolo da cidade, exibida no seu pórtico de entrada. 

http://viagem.uol.com.br/guia/brasil/natal/

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Seis passos para montar uma mala enxuta e não pagar excesso de bagagem.
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As regras para despachar gratuitamente a bagagem na viagem de avião podem variar de acordo com a companhia e o destino. Porém, de modo geral, para voos internacionais que saem do Brasil, cada passageiro pode despachar duas malas de até 32kg cada. A exceção acontece em viagens com destino à América do Sul, em que a franquia normalmente é de apenas uma mala de até 23kg.

"Para ter certeza dessa informação, consulte a companhia aérea escolhida para viajar, via site ou central de atendimento", recomenda Tayná Napier, da agência Le Due Turismo, especializada em roteiros personalizados.

Tudo o que ultrapassar os limites estabelecidos e for despachado, automaticamente será cobrado. Para ajudá-lo a evitar contratempos, sem abrir mão do conforto necessário no passeio, o UOL conversou com especialistas e reuniu dicas de como preparar a bagagem adequadamente e selecionar os melhores itens.

1 - Levante informações sobre a viagem
Se ainda não tem um roteiro detalhado na cabeça, pesquise na internet ou informe-se na agência de viagens onde contratou o pacote. Também é essencial consultar a previsão do tempo no destino para o período da sua estadia. "Se vai haver um jantar durante a viagem, você precisará levar um look mais elegante. Se já sabe que terá de percorrer grandes distâncias a pé, separe um tênis bem confortável. É importantíssimo pensar sobre esses detalhes, para levar só o que é realmente necessário", explica a personal organizer Priscila Saboia.

2 - Escolha uma mala leve
Se o peso da sua mala vazia for leve, você poderá acomodar mais itens dentro dela sem ultrapassar o limite e, durante a viagem, terá mais praticidade nos deslocamentos. Se pretende fazer compras no destino, a dica é levar uma segunda mala leve, de tecido flexível, dobrada, em meio às roupas. Ela vai ajudar se você precisar dividir uma mala em duas, para não ultrapassar o peso individual de cada peça.

3 - Acerte na quantidade
Considere a possibilidade de lavar e secar peças íntimas, como calcinhas, cuecas, biquínis, sungas, além de blusinhas e calças para usar por baixo, mais finas, no próprio destino. Isso permitirá que você leve apenas duas ou três de cada, e tenha o suficiente para usar mesmo em uma viagem mais longa. "Praticamente todos os hotéis oferecem serviço de lavanderia mediante o pagamento de uma taxa pelo serviço. Nas lavanderias da cidade, pode-se pagar até menos, basta pesquisar no destino", diz Tayná Napier.

Com os itens muito pesados, todo cuidado é pouco. "O ideal é levar o mínimo possível. Para o inverno europeu, por exemplo, basta separar um casaco e variar as roupas debaixo, que é o que os locais fazem. Também vale investir nas peças térmicas, que são fininhas, para usar por baixo da roupa", afirma Tayná.

4 - Escolha looks e não peças
Antes de começar a montar a mala, coloque todas as peças que gosta e que são apropriadas ao destino em cima da cama. O próximo passo é montar looks. Para uma mala perfeita, sem excessos, devem prevalecer as peças que combinam com o maior número de produções. "As peças menores e que conseguimos usar mais vezes podem até ser coloridas e estampadas, como as blusinhas finas. Mas as calças, casacos e jaquetas devem ser neutros, sempre que possível", diz Priscila. Para montar looks diferentes a cada dia, abuse dos acessórios, que dão um toque especial à produção e não pesam quase nada.

5 - Leve cosméticos em embalagens menores
Além de pesar menos na ida, você poderá descartá-los no destino, assim que acabarem. "Se possível, deixe para comprar esses itens lá. Assim, você evita o risco de que eles vazem na mala, sujando as roupas, o que é bem comum. Se precisar levar algum produto específico daqui, acomode-o em um necessaire forrado de plástico", diz Heloisa Sundfeld, da Personal Assistant.

6 - Na dúvida, use uma balança
Na ida, com um pouco de coragem, até dá para passar em uma farmácia e pesar a mala. Mas, na volta, talvez fique difícil fazer isso e, dependendo do local, a atitude poderá ser malvista. Para ter mais segurança e praticidade, o ideal é investir em uma balança própria para bagagem, portátil. "Ela é bem fácil de encontrar e não custa muito", diz Nayara Furlan, da agência Le Due Turismo. 


http://viagem.uol.com.br/listas/seis-passos-para-montar-uma-mala-enxuta-e-nao-pagar-excesso-de-bagagem.htm

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Com paisagens fantásticas, ilha irlandesa rouba a cena no novo "Star Wars".

Do UOL, em São Paulo

Jerzy Strzelecki /Creative Commons
Os picos de Skellig Michael ultrapassam os 200 metros de altura 
Os picos de Skellig Michael ultrapassam os 200 metros de altura

O filme "Star Wars: O Despertar da Força", que acaba de estrear no Brasil, foi filmado em diversos lugares do mundo, como o deserto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e a Floresta de Dean, na Inglaterra. 
É um remoto pedaço de terra da Irlanda, porém, que rouba a cena no quesito paisagens fantásticas mostradas pela produção dirigida por J.J. Abrams.

Locação para um momento crucial da parte final de "O Despertar da Força", a ilha de Skellig Michael impressiona os espectadores do filme quando surge com suas encostas verdejantes e íngremes na tela, em uma paisagem rodeada pelo oceano Atlântico e pontuada pelas ruínas de um mosteiro cristão que remonta ao século 8. 


Arian Zwegers/Creative Commons
Skellig Michael foi ocupada por monges cristãos até o século 12

Skellig Michael fica a cerca de 15 km da península de Iveragh, no sudoeste da Irlanda, e é considerada patrimônio da humanidade pela Unesco. Turistas que visitam o local devem encarar uma íngreme escadaria de rochas para chegar ao topo da ilha, protegido por cumes com mais de 200 metros de altura e onde é possível ver, em ótimo estado de conservação, as construções deixadas pelos monges que viveram no local entre os séculos 8 e 12.

Entre os destaques da área estão edificações onde os religiosos faziam seus retiros espirituais, os restos de uma igreja e um cemitério com mais de mil anos. No meio das ruínas, existe uma numerosa comunidade de papagaios-do-mar, além de mirantes que proporcionam visões panorâmicas fascinantes do oceano e de ilhas vizinhas. 

Para ir até Skellig Michael, é possível pegar embarcações no vilarejo de Portmagee. 
Apesar de grupos que zelam pela conservação de patrimônios históricos da Irlanda terem criticado a utilização da ilha como cenário de tamanha produção hollywoodiana, dizendo que ela poderia ter danificado o mosteiro, Skellig Michael também deve aparecer no próximo filme (o episódio 8) de "Star Wars". 

 
Don Richards/Creative Commons
Turistas passeiam pelas paisagens pitorescas de Skellig Michael

 
Valerie Hinojosa/Creative Commons
Cemitério de monges marca a paisagem de Skellig Michael, na Irlanda

 
Florian Christoph/Creative Commons
Coberta por névoa, a ilha irlandesa ganha aspecto misterioso

 
Maureen/Creative Commons
Papagaios-do-mar podem ser vistos de perto na ilha irlandesa

 
Don Richards/Creative Commons
Para explorar Skellig Michael é preciso encarar íngremes escadarias

 
Don Richards/Creative Commons
Rodeada pelo Atlântico, Skellig Michael fica no sudoeste da Irlanda
 
http://viagem.uol.com.br/noticias/2015/12/23/com-mosteiro-milenar-ilha-irlandesa-rouba-a-cena-no-novo-star-wars.htm

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Tour de helicóptero mostra novos aspectos de pontos turísticos de NY.

Eduardo Vessoni
Do UOL, em Nova York



Poltronas concorridas para as mais perfeitas produções musicais do planeta, museus com acervo de nível internacional e lojas com preços capazes de desorientar até os menos consumistas. Sem dúvida, os atrativos turísticos da gigante Nova York são as melhores experiências que um viajante estrangeiro pode trazer na bagagem (até porque trânsito caótico, poluição e violência já são assuntos conhecidos em outras metrópoles).
Mas para entender por que esse cobiçado destino americano é a capital do mundo, a regra é subir. E quanto mais alto for o passeio, melhores serão as impressões sobre essa cidade que nunca se cansa de se reinventar e surpreender seus visitantes, sobretudo se esses se encontram a algumas centenas de metros do chão.

Para começar em alto estilo, em todos os sentidos da palavra, embarque em um dos tours de helicóptero que saem do píer no extremo sul de Manhattan, bem ao lado da estação de onde partem os barcos para a Estátua da Liberdade e Ellis Island. O preço de um passeio de 15 minutos sobre a cidade é bem menor do que qualquer comprinha inocente na Quinta Avenida e o passageiro ainda leva para casa uma das imagens mais marcantes do horizonte de concreto da Big Apple.

Nova York parece ter luz própria (mesmo que tenha que recorrer a um elevado número de avisos luminosos), mas é no final do dia que seus edifícios espelhados às margens do Hudson e os terraços com vistas privilegiadas garantem imagens capazes de ofuscar o mais iluminado dos cartazes publicitários da Broadway.

Por isso, a dica agora é descer e, em terra quase firme, tome um dos barcos que realizam o circuito de 1h30 em forma de meia-lua pelo rio Hudson, passando pela Ellis Island, Estátua da Liberdade e centro financeiro. A gravação de Frank Sinatra cantando a famosa trilha sonora de Nova York destoa e constrange, mas os passageiros querem mesmo ver o que tem de melhor em um dos skylines mais belos de todo o país. O pôr-do-sol sobre os edifícios espelhados do centro financeiro costuma paralisar os passageiros e o único ruído que se escuta naquele momento é o do disparo acelerado de câmeras e celulares.

Nesta altura da viagem, o visitante já tem duas boas e opostas perspectivas da cidade. Mas para que a sua visita a Nova York não perca a altura (muito menos o estilo), o UOL Viagem preparou uma lista com pontos da cidade onde a atração fica a alguns distantes metros do chão.


Passeios
Circle line Sightseeing Cruise

Passeios fluviais de 1h30 a 3h pelo rio Hudson. Para ver o pôr-do-sol sobre a ilha não deixe de fazer a viagem ao fim de tarde, um impressionante (e iluminado) passeio pelo sul da cidade. O destaque são a iluminação natural e as luzes dos imensos edifícios do distrito financeiro que são vistos ao longo deste circuito de duas horas que inclui também a Estátua da Liberdade e a Ellis Island. Os passeios estão disponíveis entre março e dezembro.
W 42nd Street (Pier 83)
www.circleline42.com


Voos panorâmicos

Se do chão a monumentalidade dos edifícios de Nova York já impressiona, imagine vê-los do alto. Melhor do que imaginar é encarar os voos de helicóptero com até 30 minutos de duração. Na lista dos atrativos estão a Estátua da Liberdade, a ponte de Brooklyn, Ellis Island, edifícios como Chrysler e Empire State e a costa de Nova Jersey. A movimentação de passageiros é intensa durante todo o dia, sobretudo nos horários próximos ao pôr-do-sol, por isso chegue com tempo disponível para esperar.

Helicopter Flight Services
Pier 6, East River
Tel: 355 – 0801 / (212) 248-2015
www.heliny.com


High Line Park

Esse atrativo está construído em um local pouco provável para um parque público: os antigos trilhos de trem suspensos que se localizam em Meatpacking District e West Chelsea. Construídas de forma elevada em 1930 para acabar com os constantes acidentes ferroviários nas ruas desses antigos bairros industriais, essas linhas foram transformadas em um agradável parque suspenso, inaugurado em 2009, para evitar que aquelas estruturas históricas fossem demolidas. O projeto paisagístico inclui áreas de descanso, um pequeno espaço para apresentações artísticas e um playground.

O parque tem acesso pelas seguintes ruas: Gansevoort Street, 14th Street, 16th Street, 18th  Street e 20th  Street.
Tel: (212) 206-9922
Entrada grátis
www.thehighline.org


Mirantes
Empire State Building  Observatory

Este mirante no 86º andar, a 320 metros do chão, é um dos atrativos mais procurados de Nova York e recebe, anualmente, 3,5 milhões de visitantes. Aberto para visita pública em 1931, o local oferece uma impressionante vista panorâmica de toda a cidade. Quem quiser agregar um pouco mais de altura ao passeio pode comprar o ingresso extra para subir até o 102º andar desse que é considerado o maior edifício da cidade. É possível fazer um tour autoguiado com um aparelho que oferece informações em 8 idiomas, alugado no próprio local. Se for subir à noite, lembre-se que é proibido o entrar no edifício com tripé.

5th Avenue e 34th Street.
Tel: (212) 947-1360.
Entrada paga
www.esbnyc.com


Top of the Rock (Rockefeller Center)

Outro clássico da cidade é esse mirante localizado no 70º andar do Rockefeller Center, dono de uma vista de 360 graus que inclui o Central Park e o Empire State. As filas costumam ser menores do que as de acesso ao Empire e as telas de proteção de vidro permitem melhor observação da paisagem nos terraços dos 3 andares abertos para visitação.

30, Rockefeller Plaza (entrada pela 50th Street, entre as ruas 5th e 6th.
Tel: (212) 698-2000.
Entrada paga
www.topoftherocknyc.com


Museus
9/11 Memorial

Esse pequeno espaço improvisado serve como homenagem aos que perderam a vida durante os ataques terroristas de 2001 às Torres Gêmeas, edifícios que um dia foram considerados os mais altos do mundo. Enquanto o memorial e o museu não são inaugurados no Marco Zero da cidade, onde se encontravam as torres de 110 andares, esse emocionante atrativo traz ao público depoimentos de profissionais que estiveram envolvidos no resgate de vítimas , descrição dos trabalhos, fotos, vídeos e uma maquete com as novas torres que serão inauguradas no local. Há também uma loja com vídeos e livros relacionados ao assunto.

20 Vesey Street e Church Street
Tel: (212) 267-2047
www.national911memorial.org


The Skyscraper Museum

É de se esperar que uma cidade com tantos arranha-céus tenha um museu dedicado, exclusivamente, a essas impressionantes construções que parecem desafiar as leis da física. Maquetes, fotos e mapas são alguns dos recursos utilizados para contar histórias ao redor do mundo sobre as construções dos edifícios mais altos do planeta, como o Empire State, as Torres Gêmeas (ambas nos Estados Unidos) e o Burj Dubai, nos Emirados Árabes, um projeto que envolveu 90 arquitetos e engenheiros, quase 7 mil trabalhadores e diversas horas de trabalho noturno devido ao calor intenso da costa sul do Golfo Pérsico.

39, Battery Place
Tel: (212) 968-1961
Entrada paga
www.skyscraper.org


Hotéis
Cassa

O destaque desse hotel boutique localizado em plena área dos teatros de Nova York, em Midtown, é o 1945 Restaurant, no 44º andar de um edifício inaugurado recentemente. Melhor do que os pratos caprichados que saem da cozinha no café da manhã, servido para hóspedes e público em geral, é a vista privilegiada de Manhattan que se tem do lounge do terraço, como o Empire State Building e a Broadway. O design arrojado do local, que também abriga residências, foi até sede da edição 2010 do Showtime House, evento em que designers criam ambientes interiores baseados em seriados de TV.

70 West 45th Street.
Tel: (212) 302-8700.
www.cassahotelny.com


Mandarin Oriental

Considerado um dos 20 edifícios mais altos de Nova York, o Time Warner Center abriga, entre os andares 35 e 54, os quartos do hotel Mandarin Oriental. Localizado em plena Columbus Circle, o estabelecimento conta com todas as unidades voltadas para o Central Park ou para o rio Hudson. Para quem não puder ficar hospedado nesse famoso 5 estrelas da cidade, mas não dispensa uma vista privilegiada da capital do mundo, as alternativas são as refeições servidas no Asiate, restaurante de culinária asiática no 35º andar, ou uma visita ao Bar MO, bar com clima intimista que funciona, diariamente, entre às 16h30 e a meia-noite. A típica discrição oriental, aliada ao ritmo alucinado de Nova York, chegam a dar um certo ar de frieza ao atendimento, mas o melhor ainda é a paisagem cenográfica que se vê através dos imensos janelões das áreas públicas.

80 Columbus Circle e 60th Street.
Tel: (212) 805 8800.
http://m.mandarinoriental.com/newyork


The Surrey

Localizado no 17º andar de um edifício do sofisticado bairro Upper East Side, o bar do jardim do terraço do hotel The Surrey  possui uma área de 204 m² com vista panorâmica do bairro e do Central Park. A boa seleção de CDs de jazz que costuma tocar é uma das melhores inspirações para acompanhar o fim de tarde nesse espaço exclusivo da região.

20 East 76th Street (Upper East Side)
Tel: (212) 288-3700
www.thesurrey.com
    

Informações turísticas
Official NYC Information Center
810, 7th Avenue (entre as ruas 52th e 53th)
www.nycgo.com
 
* O jornalista viajou a Nova Iorque a convite da TAM e do Official NYC Information Center

http://viagem.uol.com.br/guia/estados-unidos/nova-york/roteiros/tour-de-helicoptero-mostra-novos-aspectos-de-pontos-turisticos-de-ny/index.htm 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, já foi vizinho da África; saiba mais.
 
Vivian Ortiz
Do UOL, em Cabo de Santo Agostinho (PE)* 
 
Além de oferecer belas praias e abrigar o importante Porto de Suape, Cabo de Santo Agostinho, no estado de Pernambuco, já foi palco de um momento decisivo na história da humanidade. Isso porque a região marca o ponto de ruptura final entre os continentes sul-americano e africano. O "divórcio" da Gondwana, como era conhecido este pedaço de terra, aconteceu há cerca de 102 milhões de anos na era Cretácia, quando os dinossauros ainda circulavam pelo planeta, e foi um tanto quanto conturbado, com direito a erupções de vulcões e terremotos.

Gorki Mariano, professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), explica que quando uma massa continental muito grande se junta, o acúmulo de energia faz com que aquele pedaço de terra se rompa e comece a se deslocar. Trata-se de um processo que acontece até hoje e nunca para. “Ao longo do tempo, por exemplo, a tendência é que o oceano Atlântico fique cada vez mais largo devido ao deslocamento e se quebre em algum lugar, invertendo todo o processo", explica. Mas não precisa se preocupar: o especialista garante que isso deve acontecer daqui uns 40 milhões de anos, aproximadamente.

 
Vivian Ortiz/UOL
Antiga Casa do Faroleiro, em Cabo de Santo Agostinho
 
Resquícios desta época podem ser vistos, e visitados, até hoje na região. Um deles é o ponto onde fica a antiga Casa do Faroleiro, construção do final do século 19 que servia de morada para quem trabalhava no farol, além de depósito de material, peças sobressalentes e combustíveis. A base das ruínas, cujo acesso pode ser feito pela praia de Gaibú, está encrustada no solo granítico da época da ruptura, explica Mariano. Além do contexto histórico, o turista consegue visualizar uma bela paisagem dali, com o Porto de Suape e os navios de um lado e os prédios da orla de Jaboatão dos Guararapes do outro, ao longe. 

De acordo com o professor, o mesmo tipo de granito encontrado ali pode ser visto em terras africanas, na região onde hoje se localiza a Nigéria. A participação local na divisão dos continentes também fica clara no município de Ipojuca, distante 19km de Cabo. Lá, existe um neck vulcânico, algo como o “pescoço” do vulcão, visível na usina da cidade. “Este sítio tem bastante expressão topográfica e o turista consegue subir na estrutura natural, que tem um desnível de 35m da base até o topo”, ressalta Mariano.
 
Sai pra lá, Cabral!
O tempo passou e Cabo de Santo Agostinho manteve seu papel de destaque na história. Se você estiver passando por ali e perguntar o nome de quem descobriu o Brasil para qualquer criança que nasceu na região, é bem possível que a resposta seja Vicente Yáñez Pinzón e não Pedro Álvares Cabral. 


 
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Existe até um monumento em uma das praças da cidade falando sobre o espanhol
 
Isso porque, segundo a história não oficial do Brasil, a expedição do espanhol chegou na região em 26 de janeiro de 1500, alguns meses antes da esquadra do português desembarcar no sul da Bahia. Pinzón desceu, lavrou o termo de posse e chamou o local de Cabo de Santa Maria de La Consolación.

O problema é que Espanha e Portugal haviam assinado o Tratado de Tordesilhas e qualquer terra na região, mesmo aquelas que ainda não haviam sido descobertas, pertenciam oficialmente aos portugueses. Nesta época, o local era habitado por índios da etnia Caeté, e a sua descoberta “oficial” acabou sendo creditada ao navegador italiano Américo Vespúcio, no dia 29 de agosto de 1501. 

Tempos depois, os portugueses chegaram ali e rebatizaram a área com o nome que conhecemos hoje, Cabo de Santo Agostinho. As primeiras povoações datam de 1618 e a maioria dos núcleos se concentrou no ponto mais alto da cidade: a Vila de Nazaré, região hoje conhecida como Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti. No local é possível fazer passeios interessantes, bem como admirar a bela paisagem em alguns mirantes.
 
Ponto estratégico

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Forte Castelo do Mar teve importante papel na tomada da região pelos holandeses
 
Até então uma vila, a cidade se expandiu e, durante o século 17, os portugueses construíram numerosos monumentos e fortalezas ao longo de todo o litoral, como o Forte de Nazaré, erguido em 1632. No entanto, as terras acabaram sendo invadidas pelos holandeses, que renomearam a construção para Water Kastell, ou Castelo do Mar. Bem próximo a ele encontram-se as ruínas do Velho Quartel, pequena fortaleza que servia de apoio a construção militar.

Suas paredes foram feitas com pedras retiradas dos arrecifes da região, misturadas com areia, cal e barro, além de óleo de baleia. Ambas as construções são administradas hoje pelo exército brasileiro e abertas para visitações. É possível chegar de carro até certo ponto do caminho e de lá seguir o resto a pé. Na volta, dá ainda para saborear alguns doces regionais feitos pelos moradores da Vila de Nazaré, como a passa de caju, uma das especialidades locais. Falando na fruta, vale ressaltar que existem cajueiros em várias partes do parque, mas cuidado: quando está no pé, o fruto solta um óleo que, ao tocar na pele, se torna extremamente tóxico e causa queimaduras.

 
Vivian Ortiz/UOL
Este é o cajueiro, ainda na fase inicial da castanha
 
Saindo um pouco do circuito histórico, os turistas podem ainda se aventurar por um passeio de catamarã pela praia de Suape, bem em frente ao porto homônimo. Ele parte de um píer dentro de um resort da região, sempre de segunda a sábado, às 10h.

Custa R$ 50* por pessoa e passa bem perto dos arrecifes, do ladinho dos navios atracados ali, dando uma visão diferente do local. O final feliz? Tomar banho de mar em uma praia deserta, chamada de Praia do Amor, cercada por areias claras, águas cristalinas e muita história para contar.

* A jornalista viajou a convite do Vila Galé Eco Resort (www.vilagale.com)
** Preço consultado em dezembro de 2015, sujeito a alterações

http://viagem.uol.com.br/guia/brasil/cabo-de-santo-agostinho/roteiros/cabo-de-santo-agostinho-em-pe-ja-foi-vizinho-da-africa-saiba-mais/index.htm