quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Não perca a viagem: planeje-se para visitar cada lugar na melhor época.
 

Felipe Floresti
Do UOL, em São Paulo

 

A viagem de férias sempre envolve muita expectativa, mas a falta de um planejamento certo pode fazer que o tão esperado momento de lazer se transforme em frustração: praia com chuva, esqui sem neve, compras sem economia. Escolher a época certa para visitar alguns destinos turísticos pode ser fator decisivo entre férias de sonho ou um tremendo fracasso. Conheça os prós e contras de cada época em diversos locais do Brasil e do mundo.
 

Europa
Inverno nos países europeus quase sempre quer dizer dias curtos, céu cinza, muito frio, vento e, em alguns lugares, neve. Mas também pode significar preços baixos. Considerada baixa temporada, essa é a época em que é possível encontrar melhores ofertas em passagens aéreas e hospedagem, sem contar as filas consideravelmente menores em atrações como a Torre Eiffel ou a London Eye.
No verão a situação é oposta. Dias longos, chegando a anoitecer às 10h da noite nos países mais ao norte, clima agradável, parques lotados e um povo muito mais feliz. O continente está cheio de vida - e de turistas. Os preços sobem e é bom reservar uma boa dose de paciência para gastar em intermináveis filas e atrações lotadas. Uma boa opção é visitar o Velho Continente durante a primavera. É quando se encontra o “meio termo”. Fora das férias escolares, não há tanta gente circulando pela Europa. Os preços são mais convidativos, e é quando se encontram as melhores paisagens, com a vegetação esbanjando vida depois dos gelados meses de inverno, e as flores enfeitando as ruas das cidades. Assim como no outono, o clima costuma ser bastante instável, então é bom levar algumas mudas de roupas a mais para evitar ser pego desprevenido. 

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Em Miami, os meses mais quentes do ano são os mais chuvosos, atrapalhando quem quer curtir as praias

EUA
Sendo o quarto país em extensão territorial do mundo, é difícil encontrar uma regra que abranja o gelado Alasca, o paradisíaco Havaí, o deserto da Califórnia e a cosmopolita Nova York. A melhor época para viajar varia aqui de acordo com o destino e o objetivo da viagem. Se quer se aventurar nos esquis, a temporada vai de novembro a março. No geral, porém, é melhor visitar os EUA entre a primavera e o verão, de maio a setembro, pois é possível encontrar temperaturas mais agradáveis em todo o país.
Em um dos destinos mais procurados pelos brasileiros, Miami, a regra se inverte. Os meses mais quentes do ano são os mais chuvosos, atrapalhando quem quer curtir as praias da região. Os meses do inverno no hemisfério norte são considerados alta estação na cidade, pois atraem os americanos que estão fugindo das temperaturas mais frias. Como resultado, se encontram preços altos e muitos turistas. Mas como quem vai para Miami normalmente está mais preocupado em fazer compras, a melhor época é sempre no final das estações. É quando as lojas se preparam para novas coleções e precisam fazer uma limpa no estoque. É a época das grandes promoções.
 

Caribe
Entre julho e novembro é temporada de furacões no Caribe (com exceção a lugares como Curaçao, Aruba, Barbados e Los Roques). Mas onde alguns veem desastre, outros veem oportunidade. Enquanto muitos fogem de possíveis catástrofes, outros aproveitam essa época do ano justamente pelos preços consideravelmente mais baixos em hospedagem, passeios e passagem aérea. As chances de um furacão dar as caras na semana exata e na ilha que você está visitando existem, mas não são tão grandes assim. Caso dê o azar, a previsão costuma chegar pelo menos dois dias antes do furacão em si. Para o turista, o risco maior é ter de passar os dias de férias trancado dentro de um abrigo.
Para quem não quiser assumir o risco, após a Páscoa termina a temporada alta do Caribe (que coincide com a época mais seca). Em seguida começa a temporada mais úmida, mas nada que vai atrapalhar seu bronzeado. Nessa época os preços já começam a baixar.
 

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Na Venezuela, a estação seca é entre dezembro e abril

América do Sul
Argentina e Chile recebem de julho a setembro um grande número de turistas que sobem a Cordilheira dos Andes em busca de neve e boas pistas para a prática de esqui. Para quem busca conhecer o restante desses dois países, assim como os vizinhos Paraguai e Uruguai, o verão, de dezembro a abril, é a melhor época. É quando o clima fica mais agradável e até na Patagônia é possível encontrar temperaturas amenas.
Mais ao norte a lógica se inverte. Bolívia, Peru e Equador tem no verão os meses mais chuvosos, deixando tudo mais difícil e sem graça. O céu permanece quase sempre coberto, e atrações como os cinco dias de trilha pelo caminho Inca até Machu Picchu se tornam consideravelmente mais desafiadores. Mas há exceções, como o Salar do Uyuni, que durante a época de chuva ganha uma camada de água bem fina, transformando tudo em um grande espelho. O visual é impressionante.
Na Colômbia, a melhor época é de dezembro a março e de junho a setembro, quando o clima está mais seco. Na Venezuela, a estação seca é entre dezembro e abril. Apesar de em geral ser a melhor época para visitar o país, o Salto Angel, a maior queda d’água do mundo com 979 metros de altura, tem menor volume de água. É quando chove que o lugar mostra todo o seu esplendor.

Ásia
Se há uma região do mundo em que se deve pesquisar bem o clima antes de ir, esse lugar é a Ásia. E por um motivo bem específico: as monções. São ventos sazonais diretamente ligados à estação de chuvas, e por ali isso quer dizer tufões, tempestades e alagamentos, que podem se estender de abril até novembro. Em alguns países elas são mais tranquilas, mas é recomendável que sejam evitadas, pela felicidade de sua viagem.
Apesar de estarem fora da área de monções, Japão, China e Coréia apresentam clima extremamente quente e úmido durante o verão. Considere então que o calor vai acompanhar seu roteiro, assim como chuvas que podem acabar com passeios ao ar livre.
No Japão, as cerejeiras florescem de fevereiro a abril, enchendo ruas e parques de cores e vida. O momento é ideal para conhecer o país das sakuras, que são também a flor símbolo do país.
 

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A temporada de monções em países asiáticos, como a Tailândia, vai de abril a novembro

África
No imenso continente, tudo depende do objetivo da viagem do turista. Pra pegar praia na África do Sul, o melhor período é de março a novembro, quando se pode evitar o calor excessivo do verão. Para safáris no país, vale a mesma regra. Para visitar a rota verde e a Cidade do Cabo, o ideal é fugir dos meses de junho a agosto, pois contam com dias frios e chuvosos.
Nos demais países do sul, o inverno apresenta grande amplitude térmica, com noites frias e dias amenos, com sol e pouca chuva. No verão, o calor é intenso e há aumento das chuvas. Em Zanzibar, o período de março a maio, chuvoso, deve ser evitado, enquanto nas Ilhas Maurício e Seychelles de dezembro a março as chuvas acontecem principalmente de dezembro a março, acompanhadas de calor e ciclones tropicais. Para safáris no Quênia e na Tanzânia, a atenção deve ser no fluxo dos gnus e zebras, que muda todo ano, mas é fundamental para aproveitar ao máximo a incursão nas savanas africanas.
 

Brasil
Sul

A região apresenta estações bem definidas, com verões úmidos, sendo comum fortes chuvas no final da tarde. Durante o inverno, o Rio Grande do Sul segue bastante úmido, enquanto em Santa Catarina o tempo fica mais seco. Uma recomendação é visitar as praias de Santa Catarina durante o outono, quando a horda de turistas argentinos e paulistas já foi embora, o clima é ameno e chove pouco.
Na Cataratas do Iguaçu chove mais no verão e o tempo fica mais seco no inverno. Apesar de isso influenciar no volume das águas, o espetáculo da natureza é encantador durante todo o ano e, seja pela chuva ou pela água que espirra das Cataratas, você vai acabar molhado. Para aqueles que não são chegados em aglomerações, vale a pena evitar o período de férias escolares ou os feriados.

 

Sudeste
No calor do verão ir ao litoral é um programa praticamente irresistível. Como resultado, praias lotadas e preços pouco convidativos. Para quem quiser fugir, o ideal é aproveitar os dias de calor da primavera e outono. Durante o inverno, com temperaturas mais baixas e menos mosquitos, a dica é aproveitar o que resta de Mata Atlântica. Também é quando o mar apresenta as melhores ondas para a pratica de surfe. 


Cris Gutkoski/UOL
 

Os encantos dos Lençóis Maranhenses são maiores após a temporada de chuvas

Nordeste
O verão é a época do ano mais badalada no nordeste brasileiro, mas quem quiser pagar menos pode aproveitar a baixa temporada, que vai do fim do Carnaval ao início de novembro. Do litoral da Bahia ao Rio Grande do Norte, de abril a julho se concentra o período de chuva, mas de agosto a dezembro o céu azul é predominante.
No Maranhão, os Lençóis Maranhenses podem ser visitados durante todo o ano, mas seus encantos são maiores em épocas específicas. As lagoas entre as dunas são formados pela água da chuva, e ficam vazias durante os meses mais secos. O recomendado é visitar o lugar logo após o fim das chuvas, em junho, quando o tempo está seco, mas as lagoas estão cheias.

Norte
Na região do Amazonas brasileiro o inverno significa chuva, muita chuva. Entre dezembro e maio é comum enfrentar alagamentos. Em compensação, o clima é mais ameno, com uma brisa constante que alivia o calor típico da região. Já de junho a novembro, época seca, o principal desafio para os turistas é enfrentar o forte calor, que pode superar os 40°C. Para curtir os igarapés, cachoeiras e praias fluviais da região, a melhor época é no mês de agosto, quando o tempo está seco, mas os rios ainda estão cheios do período de chuvas.
No Pará, a bela Alter do Chão atrai turistas principalmente durante o verão, a partir de agosto, quando as águas começam a baixar e revelar as praias da região. Em novembro, as águas atingem o nível mais baixo, as castanheiras florescem, as tartarugas fazem a desova e os pássaros se reproduzem.
 

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No Pantanal, a melhor época é de maio a setembro, período da vazante ou seca

Centro-Oeste
A melhor época para visitar a capital brasileira é entre maio e julho, pois não chove muito como no verão, mas o tempo não é seco como de agosto a setembro. Perto dali, na Chapada dos Veadeiros, a dica é ir no período de chuvas de dezembro a março, quando a vegetação está mais verde e os rios e cachoeiras mais caudalosos.
A mesma regra serve para Bonito, no Mato Grosso do Sul. Com a vegetação mais verde, os animais aparecem, pois tem vegetação de sobra e o nível dos rios está mais alto. Durante as secas, as frequentes queimadas afugentam a fauna para longe.
Na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, a melhor época para curtir a região é durante a temporada de seca, que vai de abril a setembro. De outubro a março, apesar das chuvas, o forte calor torna o aguaceiro mais agradável. A recomendação é evitar o inverno, quando a neblina toma conta do local, impossibilitando a contemplação das paisagens.
Já no Pantanal, a melhor época é de maio a setembro, período da vazante ou seca, quando as chuvas diminuem e as estradas são transitáveis. São os melhores meses para a observação de pássaros. Já de outubro a novembro, apesar de o calor poder chegar a até 46°C, o momento é é bom para observar os animais, já que as áreas alagadas estão reduzidas, e os animais têm que disputar um espaço nela. De janeiro a março, além do calor forte, chove muito e os insetos se proliferam, podendo deixar a experiência de viagem desagradável. O melhor período para pescar o pacu é de março a maio; o pintado, de agosto a outubro.

https://viagem.uol.com.br/guia/roteiros/internacionais/nao-perca-a-viagem-planeje-se-para-visitar-cada-lugar-na-melhor-epoca/index.htm

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

De bar masoquista a mergulho com tubarões: veja 10 passeios radicais
 

Marcel Vincenti
Colaboração para o UOL 09/02/201704h15

Existem diversos destinos que colocam viajantes em situações extremas. Esses são lugares ideais para quem procura altas doses de adrenalina durante uma viagem de férias. Se este for o seu seu caso, veja a lista abaixo e conheça dez pontos radicais ao redor do planeta e que são acessíveis a turistas. 


Getty Images


1 - Passeio à beira de um vulcão em atividade
Além de suas praias paradisíacas e ondas perfeitas para o surfe, o Havaí abriga enormes vulcões em atividade. Na ilha conhecida como Big Island, está um dos mais interessantes deles. Trata-se do vulcão Kilauea, que se encontra em estado de erupção desde 1983 e apresenta uma paisagem fascinante (e um tanto assustadora) para os turistas: em muitas de suas erupções, a lava cai, em chamas, diretamente no mar. Algumas empresas turísticas havaianas organizam passeios de barco para que os viajantes possam admirar o fenômeno de um ângulo privilegiado. Os tours costumam durar duas horas e são realizados tanto durante o dia quanto à noite, quando o efeito da lava fica ainda mais dramático. Porém, nem sempre é possível ver a lava cair durante o passeio. 


Joe Pyrek/Creative Commons


2 - Nadar na Piscina do Diabo
A Devil's Pool (ou Piscina do Diabo, em tradução para o português) não tem esse nome assustador à toa: localizada na Zâmbia, África, no topo de onde despencam as cataratas de Vitória, o lugar é considerado como a piscina natural mais perigosa do planeta. Turistas conseguem se banhar quando o fluxo do rio Zambezi, que alimenta estas cataratas, está baixo (geralmente entre setembro e janeiro). O nível reduzido da água forma a piscina natural em uma área que fica bem ao lado de um penhasco, situado a mais de 100 metros de altura --permitindo que viajantes nadem por lá com relativa segurança e observem, quase que na beira do abismo, toda a paisagem. Este tour costuma ser feito com a presença de guias, que podem ser contratados na entrada do parque ecológico onde estão as quedas d'água. 


Divulgação/Masoch-Cafe


3 - Levar uns tapas em um bar sadomasoquista
Que tal ir a um elegante bar para tomar alguns drinques e, de quebra, levar violentas chicotadas das garçonetes? Esta é a proposta do Café-Masoch, uma das mais originais atrações noturnas da cidade de Lviv, na Ucrânia. O bar é uma homenagem a Leopold Ritter von Sacher-Masoch, que nasceu em Lviv e é autor de um livro chamado "A Vênus das Peles" (1870), que tem um personagem curioso: Severin, um homem que gostava de ser açoitado e humilhado por sua amada. A história inspiraria a criação do termo "masoquismo" e, no Café-Masoch, turistas podem se sentir como Severin: após alguns copos, muitos dos clientes pedem para que as garçonetes os chicoteiem nas costas e nas nádegas, em uma cena que leva os espectadores à loucura. Os golpes são realmente fortes, mas vale lembrar: o público-alvo do Café-Masoch não são os adeptos do masoquismo, mas sim pessoas que querem ter uma experiência diferente (e dolorida) em uma noite de bebedeira. 


amanderson2/Creative Commons


4 - Nadar com águas-vivas
Parte do arquipélago de Palau, no oceano Pacífico, a ilha de Eil Malk possui um lago onde é possível nadar entre centenas de águas-vivas. Este corpo d'água esteve ligado com o mar no passado, mas a conexão foi quase que totalmente interrompida com o passar do tempo e algumas águas-vivas ficaram presas no lago. Elas se reproduziram, adquiriram características próprias e, sem predadores naturais, dominaram o local, que tem seis hectares de superfície. E o melhor: esta espécie de água-viva raramente causa ferimentos a humanos. Mas é quase impossível não sentir frio na barriga ao ver pessoas nadando entre tantos destes seres. 


Marco Antonio/Creative Commons


5 - Pedalar pela Estrada da Morte
Você é daqueles que não abre de mão de fazer um passeio de bicicleta durante uma viagem de férias? Caso a resposta seja sim, saiba que, na Bolívia, existe um tour que une o prazer de andar em uma magrela com a emoção de estar em uma montanha-russa (mas sem a segurança que tais brinquedos costumam proporcionar). O percurso, que cruza 66 quilômetros e chega a durar quatro horas, é feito pela temida "Carretera de la Muerte" (Estrada da Morte), uma via que conecta os arredores de La Paz (no árido altiplano boliviano) à região dos Yungas, uma zona forrada de selvas e plantações de coca. Trata-se de uma rota sinuosa que desce mais de 3.000 metros, passando ao lado de precipícios como o visto na foto acima. O preço pago por qualquer erro do ciclista pode ser uma queda fatal. Há, inclusive, turistas que já morreram nesta aventura. Por outro lado, trata-se de um passeio que proporciona vistas magníficas para os viajantes, além de um tremendo orgulho ao conseguir completar o trajeto. Em La Paz, de onde são organizadas as excursões, é comum ver estrangeiros usando camisetas com a frase: "Eu sobrevivi à Estrada da Morte". 


Divulgação/South African Tourism


6 - Mergulhar com tubarões-brancos na África do Sul
O litoral da África do Sul é famoso por abrigar um dos seres mais temidos dos mares: o carcharodon carcharias, também conhecido como grande tubarão-branco. Se você não tiver pânico só de pensar neste "bichinho" de 300 dentes afiados e seis metros de comprimento, saiba que, no país de Nelson Mandela, é possível entrar em gaiolas que levam turistas para dentro do oceano e permitem que eles fiquem cara a cara com a fera. As empresas que organizam o passeio jogam carne de peixe no mar para atrair os tubarões (e a chance de vê-los é enorme). O entorno de Gansbaai, a 160 km da Cidade do Cabo, é um dos melhores lugares para entrar no oceano e chegar perto do predador. Entre as empresas que fazem o passeio estão a Great White Shark Tours (www.sharkcagediving.net), a White Shark Projects (www.whitesharkprojects.co.za) e a White Shark Adventures (www.whitesharkadventures.co.za). 


Divulgação/CN Tower


7 - Ficar preso a cabos de aço nas alturas do Canadá
Com mais de 550 metros de altura, a torre CN Tower é, talvez, o símbolo mais famoso da cidade de Toronto, no Canadá. Turistas podem pegar um elevador e subir até um espaço onde encontram janelas panorâmicas para a metrópole e um restaurante giratório. Os mais corajosos, porém, podem se aventurar na atividade conhecida como "EdgeWalk", na qual, presos a cabos de aço, podem caminhar pelas bordas de uma das estruturas externas da torre. Trata-se de uma experiência vertiginosa: é só imaginar que você estará a mais de 350 metros da calçada lá embaixo. Muitos dos visitantes, confiando cegamente nos cabos de aço, ainda soltam o corpo rumo ao abismo para fazer o que será, com certeza, uma das melhores fotos da viagem (como pode ser visto na imagem acima). 


MichiNerja/Creative Commons


8 - Caminhar por um desfiladeiro na Espanha
Localizado no sul da Espanha, o Caminito del Rey é uma das caminhadas mais assustadoras da Europa. O percurso, com cerca 3 km de extensão, consiste, principalmente, em passarelas acopladas aos paredões de um desfiladeiro, com alguns trechos ultrapassando os 100 metros de altura. Lá embaixo, ao final de uma visão vertiginosa, corre o rio Guadalhorce, montando um cenário aterrorizador, ideal para fazer fotos. O Caminito ficou fechado durante boa parte do século 21, após a morte de alguns turistas que tentaram cruzar suas precárias passarelas. O local reabriu em 2015, com uma estrutura mais segura, mas, mesmo assim, continua dando um enorme frio na barriga das pessoas que se propõem a atravessá-lo. A cidade de Ardales, a cerca de 510 km de Madri, é um dos melhores pontos de acesso ao Caminito. 


Marcel Vincenti/UOL


9 - Ir ao Museu do Hezbollah
O sul do Líbano abriga um dos museus mais inusitados e chocantes do mundo: o Marco Turístico da Resistência, que celebra as mortes e destruições que a organização xiita Hezbollah infligiu às forças armadas de Israel nas ocasiões em que estas invadiram o Líbano, entre os anos 1980 e 2000. Trata-se de um museu a céu aberto situado em uma área que foi palco de ferozes conflitos entre o Hezbollah e os israelenses, e onde, atualmente, os turistas podem ver tanques de Israel arruinados, fotos de soldados judeus chorando a perda de seus amigos e homenagens aos homens-bomba libaneses que causaram estas mortes. Muitas das trilhas que cortam o local estão fechadas, pois, perdido sob seu terreno, ainda existe material explosivo que nunca foi detonado. É um lugar tenso, mas que explica bem as brigas do Oriente Médio. O Memorial fica a cerca de três horas de Beirute. Antes de visitá-lo, veja como está a situação da segurança na região. 


Christophe Meneboeuf /Creative Commons


10 - Se sentir no inferno dentro de uma mina de extração 

Poucos lugares do mundo geram tão bem a sensação de estar no inferno como o interior da montanha Cerro Rico, na cidade boliviana de Potosi. Importantíssimo centro de extração de prata durante a colonização espanhola, o local ainda é palco de buscas por metais preciosos, hoje realizadas por miseráveis mineiros que raramente têm sucesso em suas empreitadas: quase toda a prata da montanha foi levada pelos espanhóis e, atualmente, o que resta lá dentro são apenas metais de baixo valor. Hoje, turistas podem entrar no Cerro Rico, onde seguramente terão uma das experiências mais intensas de suas vidas: os corredores das minas são claustrofóbicos, mal estruturados e recheados de pó de sílica, substância que causa doença pulmonar em muitos dos mineiros e contribui para que sua expectativa de vida seja menor do que 40 anos. Os visitantes devem levar dinamites e folhas de coca para os trabalhadores do Cerro Rico: os explosivos são vendidos por poucos reais nas ruas de Potosi e a coca lhes dá energia para cumprir suas longas jornadas de trabalho embaixo da terra. Para completar, os mineiros veneram, dentro da mina, estátuas do diabo conhecidas como "El Tío". Segundo a crença local, o "Tío" os protege contra acidentes dentro deste verdadeiro inferno.

https://viagem.uol.com.br/listas/de-bar-masoquista-a-mergulho-com-tubaroes-veja-10-passeios-radicais.htm

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Salvador Além do Carnaval: 5 Festas Populares para conhecer na sua próxima viagem à Bahia.

 
“Hotéis já estão quase lotados para a maior festa religiosa do País”.

Apesar de mundialmente conhecida pela fé do seu povo e pelas 365 igrejas de sua capital, a manchete acima não foi extraída de nenhum jornal da Bahia. Enquanto o Círio de Nazaré – uma das maiores festas católicas do mundo – costuma atrair quase 100 mil visitantes para Belém todos os anos, por aqui os números também impressionam, mas na prática não têm o mesmo apelo turístico da festa paraense. Temos festa pra quem é de Amém e pra quem é de Axé, pra quem é de Aleluia e pra quem é de Saravá, mas não são muitos os turistas que planejam uma viagem pra Bahia exclusivamente pensando no nosso calendário de festas religiosas. Por que será?

Penso que os motivos sejam bem simples: a concorrência com o protagonismo do Verão. Ora, estamos falando do Estado com o maior litoral brasileiro e um dos mais concorridos destinos turísticos da Alta Temporada, com milhares de pessoas desembarcando todos os dias em busca do combo sol e praia. Paralelamente a isso, começam os famosos Ensaios de Carnaval: sabe aquela energia toda dos artistas que comandam uma multidão de cima de um trio elétrico por quase 6 horas? Pois é, meu amigo, são muitas e muitas edições de treinamento – em cada show, o encontro com o público é o momento ideal para lançar aquela música nova, ensinar a coreografia e perceber o retorno da galera. Aí depois de tudo decorado, é a hora de se jogar na avenida, para o Carnaval propriamente dito. Para completar, ainda vem o Reveillon, com 5 dias de festa ininterrupta e projetos para que se torne a maior virada de ano do País. E para piorar, o aéreo para Salvador fica uma fortuna nessa época. Não tem fé que resista.

Ou melhor, tem sim. Como diz o ditado de quem tem fé vai a pé – ou parcelando a passagem em 10x sem juros –, os turistas sempre acabam chegando e sendo contagiados por essa magia inexplicável e todo o sincretismo que mistura santos e orixás na mesma festa. Mas por motivos óbvios, o lado turístico dos festejos acaba sendo ofuscado e fica difícil mensurar quantos realmente despertam o desejo de conhecer o destino especificamente por causa da sua religiosidade.

Tome como exemplo a Festa de Iemanjá, celebrada em 02 de fevereiro. No Brasil, não existe outra festa a esse orixá que se equipare em dimensão – ao menos meio milhão de pessoas deve ter passado pela praia do Rio Vermelho esse ano – e bastam alguns minutos na fila para depositar as oferendas, para notar os diferentes sotaques dos devotos. Sim, tem mar de sobra do Amapá ao Rio Grande do Sul, mas tem gente que faz questão de entregar os presentes AQUI (ainda que isso custe alguns reais a menos na conta bancária), e termina combinando a viagem com fins religiosos para bater perna na Cidade da Bahia. E se essa lógica é verdadeira, acredito que o caminho inverso também seja possível: com a estratégia certa e caprichando no conteúdo, dá pra criar pacote e até fechar negócio com aquele cliente indeciso em relação ao destino das férias.

Duvida? Repare só nos calendários abaixo (postados nas redes sociais da Prefeitura de Salvador):







E para facilitar sua vida, repare nesse esqueminha bem objetivo de 5 festas populares que merecem sua atenção e valem gastar o seu português na hora da venda. O segredo é analisar bem o perfil do seu cliente, pra você não chegar tagarelando sobre festas e a criatura não quiser ver Salvador nem pintada de ouro.

Pegue o papel e a caneta, e anote aí (ou salve a matéria nos seus Favoritos, pra consultar sempre que for preciso).


 
Festa de Santa Barbara realizada no Largo do Pelourinho, em Salvador, Bahia.
Foto: Elias Mascarenhas


1) Festa de Santa Bárbara/Iansã
QUANDO: 04 de Dezembro
QUEM É: Mártir do Século III/Orixá dos Raios e das Tempestades
ONDE: Pelourinho, com missa na Igreja do Rosário dos Pretos.
POR QUE IR: o Centro Histórico vira um tapete vermelho, com uma multidão de devotos que segue em procissão pelas ruas antigas do Pelô. Nos largos e praças, há programação musical durante o dia inteiro.


 
[Foto: Max Haack]

2) Festa da Conceição da Praia/Oxum
QUANDO: 08 de Dezembro
QUEM É: Padroeira da Bahia (não, não é o Senhor do Bonfim)/Orixá das águas doces
ONDE: Missa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, praticamente ao lado do Elevador Lacerda, na Cidade Baixa. A procissão com a imagem da santa segue pelas ruas do bairro do Comércio.
POR QUE IR: a igreja dedicada à Nossa Senhora da Conceição da Praia é uma das mais bonitas de Salvador. Além disso, sendo a padroeira do Estado, é a única festa popular na qual realmente é feriado na Bahia.


 
A procissão marítima de Bom Jesus dos Navegantes, uma tradição centenária, deu as boas-vindas a 2017 em Salvador. Foto: Valter Pontes/ Agecom

3) Procissão de Bom Jesus dos Navegantes
QUANDO: 1º de Janeiro
QUEM É: como o nome já diz, é o padroeiro dos Navegantes
ONDE: Baía de Todos os Santos
POR QUE IR: a procissão marítima mais importante da Bahia é realizada há mais de 120 anos e marca o início do ano em Salvador.


 
[Foto: Antonio Queiroz]

4) Lavagem do Bonfim/Oxalá
QUANDO: 2ª quinta-feira de Janeiro
QUEM: no catolicismo, é uma representação de Jesus Cristo; para o candomblé, é Oxalá, considerado o maior dos orixás e responsável pela criação do mundo.
ONDE: a procissão segue por 8Km, da Igreja da Conceição da Praia à Colina Sagrada, onde ocorre a tradicional lavagem da escadaria da Basílica.
POR QUE IR: a lavagem é o momento que antecede a festa católica, no 2º domingo após o Dia de Reis. Desde o Século XVIII, quando era realizada por escravos, adeptos do candomblé despejam água de cheiro nos degraus e no adro da Igreja do Bonfim, numa das cerimônias mais emblemáticas da cultura do povo baiano.


  
[Foto: Reprodução/Site Afrobrasileirismo]

5) Festa de Iemanjá
QUANDO: 02 de Fevereiro
QUEM: Senhora das Águas Salgadas e considerada Mãe de quase todos os orixás
ONDE: Orla do Rio Vermelho, o epicentro da festa em Salvador
POR QUE IR: Como diria meu amigo Luciano Matos, do ótimo site el Cabong (excelente para pegar dicas da agenda cultural de Salvador), “acho que ninguém de fora tem a dimensão do que é o tamanho, o astral e como é incrível essa festa de Iemanjá em Salvador. É um misto de Reveillon, festival de música e Carnaval”. O bairro do Rio Vermelho, uma das regiões mais turísticas da cidade, é fechado exclusivamente para as celebrações para a Rainha do Mar, e a festa começa ainda na madrugada, se estendendo ao longo de todo o dia, com inúmeras opções de shows, cortejos e diversas atividades para quem gosta de combinar o sagrado e o profano. *Foto do topo: Cortejo até a Colina Sagrada, durante a Lavagem do Bonfim. Foto de Valter Pontes.


http://blog.panrotas.com.br/diretodabahia/index.php/2017/02/03/salvador-alem-do-carnaval-5-festas-populares-para-conhecer-na-sua-proxima-viagem-a-bahia/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O que você precisa saber antes de embarcar em uma viagem de navio.

Do UOL, em São Paulo
25/01/2017

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Boa experiência para passageiros de primeira viagem: cabines com varanda

Até abril deste ano, a temporada de cruzeiros na costa brasileira segue a todo vapor. E mesmo quem está acostumado a viajar com frequência pode ter dúvidas sobre esse tipo de passeio. A seguir, listamos oito informações importantes para os turistas de primeira viagem.

Existem cruzeiros de curta duração
Quem nunca viajou a bordo de um navio pode escolher um minicruzeiro para testar a experiência, antes de optar por uma viagem mais longa. As companhias oferecem roteiros a partir de 3 e 4 noites. É uma estratégia interessante, especialmente para quem teme passar mal durante o passeio.

Pode ser que você enjoe, mas não todos os dias
Pessoas que sentem náuseas em brinquedos de parques de diversão e também quando andam de carro, descendo serra ou ao percorrer uma estrada sinuosa, sentadas no banco de trás, são as mais propensas a sentir-se mal em um navio. "Ainda que o balanço do navio seja suave, nosso labirinto não está acostumado com o corpo se movimentando. Mas é possível habituar-se depois de um tempo em alto-mar", diz o médico Ricardo Ferreira Bento, diretor da Divisão de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Já pessoas que sofrem de labirintite podem passar ilesas por uma viagem como essa.

É preciso levar roupa formal
Nos cruzeiros mais longos há a chamada "Noite do Comandante", quando é servido um jantar mais sofisticado a todos os passageiros. "Antigamente, os homens usavam smoking nesta situação mas, hoje em dia, um paletó basta. As mulheres costumam ir de vestido", explica Dario Parazzoli, gerente de Vendas e Marketing da Costa Cruzeiros no Brasil. É claro que você não é obrigado a vestir-se dessa forma, mas é bom saber que a maioria das pessoas usará traje social na ocasião.

A moeda interna não é o real
Ainda que o destino seja brasileiro, o real não é aceito dentro do navios. Na América do Sul, a moeda interna sempre será o dólar. Já na Europa, aceita-se o euro. O dinheiro é utilizado para consumir bebidas, adquirir excursões, jogar no cassino e também para comprar em lojas de grifes que estão dentro de alguns navios, assim como no Duty Free.

Muitas companhias restringem a entrada com bebidas
Cada companhia tem a sua regra, mas o usual é não permitir que os hóspedes entrem no navio com bebidas alcoólicas ou mesmo não alcoólicas. Se confiscadas, elas não serão devolvidas. Algumas empresas, como é o caso da Royal Caribbean, permite duas garrafas de vinho ou champanhe (de 750 ml) por cabine – que só podem entrar no dia do embarque. Caso sejam compradas nos portos de escala ou nas lojas a bordo, o mais comum é que fiquem guardadas no navio, para serem devolvidas ao fim da viagem.

Pode ser que a escala não ocorra
Embora não seja comum, acontece de o navio não conseguir parar em um ponto de escala por questões de segurança. Em locais em que não há porto, quando o navio fica ancorado, como é o caso de Búzios (RJ), os riscos são maiores. "A Capitania dos Portos coloca uma série de restrições para a posição de ancoradouro, como força do vento e altura das ondas. Dependendo disso, pode ser que o comandante decida não parar no local, porque ninguém poderia descer", explica Parazzoli.

As filas nas escalas podem ser longas
Quando o desembarque em uma escala é feito com o navio atracado, o fluxo de passageiros entrando e saindo do navio costuma ser bom. No entanto, se o navio está ao largo, o desembarque é feito com as lanchas do navio. Neste último caso, a descida e a subida em um ponto de escala pode levar horas e é preciso planejar-se.

As cabines do meio mexem menos
A regra é: cabines em decks inferiores e ao centro do navio balançam menos durante a navegação, conforme explica a agente de viagens Maristela Gomez, da Cinqtours. "As localizadas na parte traseira do navio sofrem maior interferência de ruídos de maquinário da embarcação", diz. Já as cabines com varanda dão acesso ao ar-livre, enquanto as externas com janela ou escotilha não permitem a entrada de ar, mas deixam entrar a luz natural. "As cabines internas não possuem janela ou vista, mas são as mais econômicas disponíveis no navio", afirma Mariza Rosa, diretora da Agaxtur Viagens.

https://viagem.uol.com.br/noticias/2017/01/25/o-que-voce-precisa-saber-antes-de-embarcar-em-uma-viagem-de-navio.htm

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Três motivos incríveis para visitar o México em 2017.
 

Nikki Ekstein Da Bloomberg
26/01/2017


Divulgação/Visit Mexico

Tulum mistura sítios arqueológicos com lindas praias


Então, o México. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirma sua promessa de construir um muro para separar seu país do vizinho ao sul, e o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, está às voltas com sua resposta, o México atravessa um boom do turismo de luxo que torna o país um destino atraente para pessoas do mundo inteiro.

O litoral oeste continua felizmente livre de zika, e novos resorts (e cidades-resort) estão brotando em vários pontos do país. René Redzepi levará seu aclamado restaurante nórdico Noma a Tulum. E povoados menores e dispersos estão vendo uma explosão turística, centrada em experiências autênticas que tendem a girar em torno de tequila e tacos. Preste atenção aos conselhos de seu agente de viagem, não saia das áreas com prestadores de serviços de viagem e hotelaria confiáveis e você descobrirá que este é um excelente momento para visitar o México.

Mas, antes de fazer as malas, confira alguns dos lugares mais empolgantes para conhecer:
 

Tulum
O inovador chef René Redzepi atraiu milhares de amantes da culinária para Sidney quando transferiu o Noma para lá no ano passado, criando uma versão temporária de seu restaurante valendo-se de ingredientes locais. Neste ano, ele fará a mesma coisa em Tulum. Com ingressos de US$ 600 por pessoa, trata-se de um jantar de luxo em um nível nunca visto antes nessa cidade praieira de boêmios descalços -- embora Redzepi tenha contado à Bloomberg que ele não será o primeiro a incluir formigas no cardápio aqui (esse ingrediente causou espanto tanto em Copenhagen quanto em Sidney, mas se encaixa perfeitamente à culinária mexicana). E, já que você vai jantar no restaurante mais glamoroso da cidade, reserve um hotel à altura. O Hotel Esencia, da moda, acabou de passar por reforma e ampliação, e todos os seus 24 quartos estão decorados com destaques da coleção de arte do proprietário, que inclui obras de Picasso, Warhol e Botero (diária a partir de US$ 615).
 

Los Cabos
Não é preciso ter um motivo para ir ao Cabo (é um dos nossos lugares preferidos), mas aqui vai um mesmo assim: Chileno Bay, com 60 quartos, que a equipe do Auberge Resorts abrirá em 1º de fevereiro (diária a partir de US$ 675). É o primeiro hotel de luxo do Cabo para os amantes da aventura, com uma rara praia onde é possível nadar (o mar da região pode ser extremamente perigoso), acesso a um santuário marinho e uma barraca dedicada aos esportes aquáticos que inclui pranchas de stand-up paddle e caiaques. Eles também organizam passeios para ver baleias na baía de Magdalena, uma península isolada onde você pode viver uma experiência pessoal em total reclusão.
 

Tequila
Se você ficar na promissora capital artística Guadalajara, onde a Casa Fayette, hotel aberto há um ano, está atraindo um improvável grupo de viajantes bem-sucedidos, você pode contratar o Tequilacopter para ir para -adivinhe- Tequila (a partir de US$ 134). Um dia de degustações é tudo o que você precisa na região repleta de agave, e você não terá que se preocupar em escolher um motorista designado ou em viajar pelas estradas do país. Se quiser passar a noite, escolha o Solar de las Animas, uma propriedade da Relais & Châteaux com 93 quartos simples, cada um com referências à decoração colonial mexicana (diária a partir de US$ 129).


https://viagem.uol.com.br/noticias/bloomberg/2017/01/26/tres-motivos-incriveis-para-visitar-o-mexico-em-2017.htm

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Não planejou o Carnaval? Viajantes ensinam a organizar tudo na última hora.

do UOL, em São Paulo


Getty Images


Com uma certa dose de flexibilidade e desprendimento, é possível fazer bons negócios com menos de 30 dias para se planejar até o embarque. Confira dicas de turistas para tirar o máximo proveito da experiência sem estourar o seu orçamento.

Compense o preço da passagem com o hotel
Se o meio de transporte for o avião, é preciso estar preparado para pagar um preço mais alto pela urgência. A saída, para não sobrecarregar o seu orçamento, é baratear a hospedagem. Alguns sites podem ajudá-lo nessa missão. É o caso do Roomer (https://www.roomertravel.com/about) e do Hotel Tonight (https://www.hoteltonight.com/). Em outros sites de hospedagem, como o Booking (http://www.booking.com/), também é possível economizar ao optar pelas tarifas sem opção de cancelamento e com pagamento antecipado e à vista.

Considere recorrer a uma agência
Em um feriado concorrido, como é o Carnaval, os melhores negócios de última hora podem estar com as operadoras de viagem, que fazem bloqueios aéreos e terrestres para venderem os pacotes. "Elas não querem ter prejuízo. Se estiverem sobrando vagas, farão promoção", diz a publicitária Lala Rebelo, que já viajou mais de 60 países e escreve sobre viagem. A recomendação, nesse caso, é ir até a agência disposto a fazer negócio com o destino que oferecer o melhor custo-benefício. Outra vantagem é que as agências costumam ter roteiros prontos, o que pode ser um problema para os viajantes que não gostam de passeios engessados, mas também uma solução para quem não teve tempo de pesquisar o que fazer no destino.

Arquivo Pessoal

Guilherme Tetamanticria cria alertas nos sites de busca para receber tarifas mais baratas


Sites de busca são aliados
Para pesquisa de passagens aéreas os sites Skyscanner (https://www.skyscanner.net/), Kayak (www.kayak.com.br) e Google Flights (www.google.com.br/flights/) são bastante populares. Guilherme Tetamanti, autor do blog Quero Viajar Mais, faz as suas pesquisas de passagem no Viajanet (www.viajanet.com.br) e no Melhores Destinos (www.melhoresdestinos.com.br), este último especializado em promoções. "É possível criar alertas nos sites de busca para receber, por e-mail, tarifas que estão dentro do valor que o turista deseja pagar", diz. Pesquisar promoções em horários alternativos, utilizando janelas privativas do computador (que não guardam cookies) e em dias diferentes da semana não são técnicas infalíveis, mas podem ser testadas nesse tipo de ocasião.

Arquivo Pessoal

Lala Rebelo procura voos com embarque ou desembarque em aeroportos alternativos


Seja flexível quanto ao destino
Com menos de um mês de antecedência para se planejar, o melhor é desapegar de um destino específico e ver quais as melhores oportunidades do mercado. Para fazer uma viagem de última hora, diz Sut-Mie Guibert, autora do blog Viajando com Pimpolhos, é preciso ter espírito aventureiro. "Já aconteceu de termos um projeto para tal destino e aparecer uma superpromoção para outro. Não hesitamos, pegamos a promoção e mudamos completamente os planos", conta. Lala Rebelo indica procurar aeroportos alternativos. "Como o de Campinas para chegar em São Paulo, o de Fort Lauderdale para chegar em Miami e o de Beauvais-Tillé para chegar em Paris, por exemplo", diz. Tenha em mente que 2017 será um ano com muitos feriados e você poderá aproveitar outra folga para visitar o destino desejado.

Se houver crianças junto...
Crianças não são, de forma alguma, empecilho para viagens de última hora. No entanto, é preciso considerar que elas poderão se ressentir mais de alguns desconfortos. "Não recomendo pegar promoções com escalas de avião muito longas ou muito 'pingadas', com demasiadas voltas e mudanças de aeroportos", diz Sut-Mie. Por outro lado, elas palpitam menos que os adultos. Nesse sentido, viajar com crianças será muito mais fácil do que com um grupo de amigos ou familiares, que terão preferências quanto ao roteiro, o destino e até o estilo de viagem. Se escolher um resort ou destino já conhecido também é possível eliminar os riscos de não ter tempo de planejar passeios específicos para crianças. O site Zarpo (www.zarpo.com.br/) é conhecido por fazer boas promoções de última hora em resorts e hotéis com boa infraestrutura. 


https://viagem.uol.com.br/noticias/2017/01/27/nao-planejou-o-carnaval-viajantes-ensinam-a-organizar-tudo-na-ultima-hora.htm

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Jamaica: 5 passeios para ir além da praia e do reggae.

27/01/2017


Capital mundial do reggae, praias paradisíacas e o delicioso rum: essas são as primeiras lembranças que vem à mente ao se pensar em Jamaica, o quinto maior país insular do Caribe. Lar de grandes personalidades como Bob Marley e Usain Bolt, a ilha caribenha tem muito mais a ser descoberto, com uma rica história e cultura que estão à um passeio ou trilha de distância.

“Em toda a ilha há atrações históricas que mostram nossa diversidade e riqueza como nação e que podem ser exploradas tanto por moradores locais quanto por turistas” afirmou o diretor de Turismo jamaicano, Paul Pennicook.
Entre trilhas na natureza, rotas para se aventurar de bike e tours culturais e históricos, conheça cinco passeios que você deve fazer para conhecer o cerne da Jamaica:

MONTANHAS AZUIS E JOHN CROW
Divulgação Escritório de Turismo da Jamaica

Primeiro local da Jamaica à ser reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, o Parque Nacional das Montanhas Azuis e John Crow oferece aos viajantes uma trilha de 5,6 km, que termina no pico mais alto da ilha, com 2,256 mil metros. Holywell, a maior área de recreação dentro do parque, fica apenas há uma hora de carro de Kingston, capital do país.

TOUR DE BIKE PELAS MONTANHAS AZUIS
Divulgação Escritório de Turismo da Jamaica

Os amantes de aventura em duas rodas também têm uma boa opção para se divertir no país: o tour guiado que desce as Montanhas Azuis de bicicleta dura 3 horas, e opera diariamente. Durante o passeio, os viajantes têm ainda a possibilidade de conhecer um pouco da cultura jamaicana, com paradas em locais históricos pelo caminho. Um brunch jamaicano em um restaurante ao ar livre localizado a 800 metros acima do nível do mar antecede a parte final do passeio, que promete ser a mais emocionante: o retorno de bike descendo a montanha.

CAMINHADA HISTÓRICA POR FALMOUTH
Divulgação Escritório de Turismo da Jamaica

Construído com arquitetura Georgiana e listada entre os 100 maiores monumentos em perigo, Falmouth é um porto histórico localizado na costa norte da Jamaica. O tour de uma hora e meia de caminhada no preservado monumento, fundado em 1769, dá uma ideia aos turistas de como era a costa jamaicana no século 18.

COCKPIT COUNTRY
Divulgação Escritório de Turismo da Jamaica

Quem se aventurar em Cockpit Country terá um passeio rico tanto em cultura quanto em natureza: localizado nas colinas de Trelawny, é lar dos Maroons, descentes dos povos africanos que resistiram à escravidão imposta pelos ingleses na ilha, forçando os dominadores britânicos a assinar um tratado de paz para evitar mais conflitos. Nos quesitos naturais, além das paisagens de colinas e floresta densa, o passeio por Cockpit Country oferece ainda um tour pelas Cavernas Windsor.

TOUR MUSICAL EM KINGSTON
Divulgação Escritório de Turismo da Jamaica

Reconhecida pela Unesco como “Cidade Criativa da Música”, Kingston oferece diversos tours para se aventurar nos sons jamaicanos: um tour pelo Bob Marley Museum, antiga residência da lenda do reggae; um passeio no Tuff Gong, o estúdio da banda The Wailers; e o Museu Peter Tosh, inaugurado ano passado em homenagem ao cantor jamaicano.

http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/destinos/2017/01/jamaica-5-passeios-para-ir-alem-da-praia-e-do-reggae_143751.html?lista