sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Esqueça descida de barril: cataratas do Niágara têm cassino, vinícolas e mais.

Duda Leite
Colaboração para o UOL, de Toronto (Canadá)* 


A força da natureza impressiona e atrai o homem desde sempre. E as famosas e icônicas cataratas do Niágara são um dos melhores exemplos desse fenômeno. Localizadas entre a província de Ontário, no Canadá, e o estado de Nova York, nos Estados Unidos, elas são a maior queda d’água da América do Norte. 

   
Getty Images
A vista mais bela e mais disputada das cataratas fica no lado canadense
Apesar de relativamente baixas (estão no 50º lugar entre as quedas d’água mais altas do mundo), formam um dos principais cartões postais do Canadá e viraram "cult" graças as suas referências na cultura pop.
Quem não se lembra da cena onde o Pica Pau tentava se jogar em um barril pelas cataratas do Niágara? (Nem tente reproduzir a travessura: assim como no desenho, descer a queda d’água em um barril é totalmente proibido e pode colocar sua vida em risco).  



Outra referência pop é o filme "Torrente de Paixão" ("Niagara", no título original, de 1953), dirigido por 
Henry Hathaway e estrelado por Marilyn Monroe e Joseph Cotten. No filme, Marilyn está mais sexy do que nunca, mas transforma sua lua de mel em um inferno, graças a sua volúpia sexual. Apesar dessa "propaganda negativa", as cataratas do Niágara são até hoje um destino popular para os recém-casados.
Nas artes plásticas, as cataratas foram o tema do trabalho da artista Zoe Leonard, "You See I am Here After All", exposto em 2008 no respeitado museu Dia:Beacon, em Nova York. A obra consistia em quatro mil cartões postais vintage, com fotos das famosas quedas d'água. 
 
Duda Leite/UOL
Na vinícola Inniskillin é possível relaxar depois de provar os famosos vinhos gelados
Por sua proximidade com a cidade de Toronto (a viagem dura entre 1h30 e 2h de carro, dependendo do trânsito), pode ser uma ótima opção para uma viagem de um dia. É possível sair de manhã, passear pelas cataratas, conhecer a simpática cidade de Niagara on the Lake e visitar uma das várias vinícolas da região, especializadas nos "Ice Wines": vinhos feitos com uvas congeladas.
Na Inniskillin Winery é possível fazer uma degustação da bebida típica local. Os "ice wines" são bastante doces e podem agradar alguns paladares como vinhos de sobremesa. O solo rico em calcário e o clima são perfeitos para o cultivo das uvas na região.

 
Duda Leite/UOL
Os "ice wine", famosos na região, também existem na versão espumante
Com seus galpões inspirados na estética do arquiteto de Frank Lloyd Wright, passear pela vinícola de Inniskillin é uma experiência bem agradável e instrutiva sobre o delicado processo de produção dos vinhos.
 
Para os mais aventureiros, existe a possibilidade de fazer um belíssimo e emocionante voo de helicóptero sobrevoando as cataratas. A vista do alto é deslumbrante, principalmente para quem senta na frente, onde parte do chão é transparente. O passeio, relativamente rápido (dura 12 minutos), é cheio de emoção.
 
Duda Leite/UOL
Não é foto do Google Earth: dentro do helicóptero há um chão transparente
Os voos saem diariamente a partir das 9h da manhã, desde que o clima esteja favorável. Em um dia claro, é possível enxergar até a cidade de Toronto, ao norte, e as margens do Lago Erie, na divisa com Nova York, ao sul. Os helicópteros acomodam até seis passageiros e um piloto. Mais informações: www.niagarahelicopters.com
 
Divulgação
O primeiro Maiden of the Mist, em 1846
Quer ver as cataratas por um outro ângulo? Uma boa opção é o "Maid of The Mist": um pequeno barco que, desde 1846, atravessa o véu de bruma das quedas d'água entre os meses de abril e outubro. O passeio é barulhento, todos ficam molhados, mas é bem divertido. É o mais próximo que você pode chegar do passeio de barril! Mais informações: www.maidofthemist.com

 
Duda Leite/UOL
O downtown de Niágara não é tão belo quanto as cataratas, mas é pitoresco
Recentemente a cidade de Niágara sofreu uma transformação: foi invadida por cassinos, motéis, casas de strip-tease e armadilhas para turistas em geral, o que lhe tornou a cidade um pouco parecida com Las Vegas. Mas, apesar de certa "cafonice", ainda é um destino bastante pitoresco e único. É só não tentar pular de barril, que tudo ficará bem! 

*O jornalista viajou a convite da TAM Linhas Aéreas.
http://viagem.uol.com.br/guia/canada/toronto/roteiros/esqueca-descida-de-barril-cataratas-do-niagara-tem-cassino-e-vinicolas/index.htm

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Conheça seis paradas obrigatórias para comer bem em Maceió.

Camila Fróis e Fernando Angeoletto
Colaboração para o UOL, de Maceió*
 


O dadinho de tapioca com queijo coalho na nata e bacon crocante do Restaurante Carne de Sol do Picuí não poderia abrir melhor um tour gastronômico pela capital alagoana. Em 2015, a cidade completa dois séculos de história. É a mais jovem do Nordeste, mas já ostenta tradições culinárias que merecem ser degustadas sem pressa em menus que te levam do mar ao sertão entre a entrada e a sobremesa.
Por trás do cobiçado cardápio do Picuí, por exemplo, está um acervo de seletos ingredientes regionais que ganharam a leveza da nova cozinha nordestina, sem perder a personalidade.
Nascido no semiárido nordestino, o premiado chef da casa, Wanderson Medeiros, já acumulava aos 8 anos os cargos de vendedor de picolé, depenador de frango e confeiteiro assistente da banqueteira mais famosa de Picuí, sua terra natal. Hoje, ele circula pelos principais eventos gastronômicos do Brasil e do mundo, como o Madrid Fusion, como uma espécie de embaixador do Nordeste. Na mala, não faltam a carne seca, a manteiga de garrafa, a pimenta rosa, o leite de coco, o coentro, a castanha de caju, o mel dos engenhos alagoanos, os queijos artesanais, entre outras iguarias que atestam suas inegáveis influências interioranas.
Nos pratos de Wanderson, estes ingredientes ganham uma estética apurada, em porções menores, mais elaboradas e muito aromáticas. Uma prova? Teste o queijo coalho dourado, coberto com tomate seco e manjericão e flambado à mesa com licor de laranja - só para abrir o apetite.

 
Wesley Menegari/Semptur
As tradicionais jangadas ainda são utilizadas na pesca artesnal em Maceió
Em Maceió, essa cozinha sertaneja reinventada - embora ainda marcada pelo clássico sabor da macaxeira e das carnes curadas - se encontra com o frescor dos ceviches do Wanchaco, primeiro restaurante peruano do País, e com o surrealismo do SUR, casa que mistura gastronomia e arte na cozinha contemporânea.
 
Intercâmbio gastronômico
Com o frescor da gastronomia alagoana, vem também um crescente intercâmbio cultural, já que, além da chegada de alguns cozinheiros gringos no estado, nos últimos anos, outros chefs maceioenses se formaram em universidades conceituadas da Europa, viajaram por diferentes destinos gourmet do mundo e voltaram trazendo a tiracolo influência mediterrânea, métodos franceses e muita criatividade.

Apensar das técnicas internacionais, em geral, as matérias-primas destes restaurantes são fornecidas por comunidades locais como o Pontal da Barra, um pitoresco bairro de rendeiras e pescadores, à beira da Lagoa do Mundaú. Exibindo o pôr do sol mais cênico de Maceió, o point merece uma visita com direito a degustação dos diversos frutos da lagoa, como sururus e massunins, em caldinhos regados a muito leite de coco.
Além dos rústicos botecos à beira da lagoa, o UOL Viagem reuniu seis paradas obrigatórias para quem quer desfrutar dos prazeres da mesa na capital alogoana. Confira abaixo as sugestões.

 
Divulgação/Akuaba
Polvo ao vinagrete, criação do restaurante Akuaba
Akuaba
O cartão de visita da casa é a apimentada gastronomia afro-baiana, apresentada com traços requintados no espaço gourmet Vera Moreira. Nele, o filho da dona Vera, o chef baiano Jonas Moreira, formado pela francesa Paul Bocuse, investe em tradições nordestinas e na cozinha litorânea, com destaque para as exclusivas ostras depuradas de Coruripe.
Entre os pratos "afro", o calulu é imperdível: camarões grandes cozidos com rodelas de quiabo e camarão defumado, temperado com azeite de dendê, castanha de caju, amendoim, cebola e gengibre. A combinação que faz referência ao tradicional recheio do acarajé prova que, além de extremamente saborosa, a culinária baiana pode ser um tanto quanto sofisticada.
ONDE: Av. Álvaro Calheiros, 6, Mangabeiras www.akuaba.com.br

 
Felipe Brasil/Divulgação SUR
O Romeu e Julieta do restaurante SUR
SUR
A inventividade dos chefs Felipe Lacet e Sérgio Jucá e sua "cozinha alagoana criativa" não tem limites. Os amigos, que descobriram a paixão pelas panelas na Espanha, voltaram à terra natal com muita disposição para revolucionar alguns conceitos da culinária nordestina. Hoje, a proposta principal da casa é conferir um estilo contemporâneo às receitas regionais, que às vezes ganham uma estética quase surrealista.
Entre as divertidas criações do menu degustação está a tapioquinha de bacalhau. Apresentada na forma de rolinho em fatias, é recheada com creme de bacalhau e tintas comestíveis de pimentão vermelho e amarelo, azeitonas roxas, azeite alioli e ervas. As cores intensas são inspiradas na obra do artista plástico alagoano Delson Uchoa. Outra brincadeira dos chefs artistas com quitutes populares resultou no cachorro-quente de lagosta, que também é um sucesso da casa. Acompanha mostarda dijon, queijo prima donna e macaxeira-palha.
ONDE: Rua Professora Maria Esther da Costa Barros, 306, Jatiúca www.surartegastronomica.com.br

 
Divulgação/Wanchako
Peixe curtido no limão do Wanchako
Wanchako
Dividido em vários ambientes à meia luz, o Wanchaco (tradução de Pueblo Libre) é certamente o espaço gastronômico mais original e um dos mais aconchegantes da capital alagoana. Nas paredes, as cortinas, cerâmicas e máscaras incas remetem à paixão da chef Simone Bert pela terra ancestral do marido e sócio, José Luiz.
Considerada uma veterana da alta gastronomia em Alagoas, ela abriu o primeiro restaurante peruano do País há quase duas décadas - em uma época em que no Brasil mal se sabia o que significava ceviche e a culinária dos hermanos estava longe do frenesi que vive nos últimos anos.
Hoje a casa é cobiçada não apenas pelo design arrojado e a alegria envolvente dos anfitriões, mas também pelas combinações delicadas e cheias de personalidade do menu. Além dos clássicos ceviches, temperados com muito aji, Simone investe também em variações da cozinha Nikkei, que mescla as tradições peruanas e japonesas, e se vale ainda de adaptações com ingredientes regionais.
Uma opção interessante para conferir essas influências é a lula recheada com arroz de shitaki acompanhada de filé de peixe em salsa levemente picante. O arroz de polvo também é bastante apreciado.
ONDE: R. São Francisco de Assis, 93, Jatiúca www.wanchako.com.br

 
Divulgação/Picuí
Tapioquinhas de carne seca com queijo coalho e bacon do Picuí
Picuí
Quando assumiu o comando do restaurante da família em Alagoas, o chef Wanderson Medeiros foi aos poucos apurando as técnicas que aprendeu com o bisavô, produtor de carne de sol, e a avó, quituteira. O resultado: Wanderson acabou surpreendendo os paladares mais exigentes.
Uma receita clássica que faz jus à fama sertaneja da casa é a carne de sol puxada na manteiga de garrafa, servida na abóbora com molho cremoso de queijo coalho. Para quem não abre mão dos sabores do mar, há várias opções litorâneas, como o siri perfumado (siri de coral refogado, com pimenta, leite e água de coco, servido com purê de batata-doce, aromatizado com hortelã).
Para a sobremesa, a sugestão do chef é o exclusivo sorvete de rapadura. O Picuí é único restaurante de Maceió localizado no bairro histórico do Jaraguá, que preserva um interessante casario secular.
ONDE: Avenida da Paz, 1140, Jaraguá www.picui.com.br

 
Nide Lins/Divulgação Alphazema 
O cordeiro braseado do restaurante Alphazema
Alphazema
Dedicado aos sabores do Mediterrâneo, um dos mais jovens restaurantes da capital oferece algumas variações interessantes à gastronomia regional, com saladas elaboradas, entradinhas saudáveis e os cobiçados pratos à base de cordeiro.

Em uma das opções, a carne passa por oito horas de cozimento no vinho e é acompanhada de cuscuz marroquino, legumes e a manteiga de ervas. O prato é uma das criações do chef Pablo Carvalho (formado pela francesa Le Cordon Bleu), que também investe em azeites aromatizados e interessantes refogados de legumes como acompanhamento para conferir mais elegância às criações. Também surpreendem os pratos com frutos do mar, como o conchiglione com recheio de siri ao molho de tomate e páprica.
As porções são bem servidas e o couvert é por conta da casa: focaccia com shot de gaspacho. A dica, porém, é conter a empolgação nas primeiras etapas, porque a sobremesa é um dos pontos fortes. A dúvida vai ser escolher entre o tiramisu, o brownie e o petit gateau com recheio supercremoso. As opções também são servidas na acolhedora cafeteria do restaurante.
ONDE: Rua José Luiz Calazans, 31, Jatiúca


João Schwartz/Divulgação Divina Gula
A costela na brasa do restaurante Divina Gula
Divina Gula 
Com um jardim aconchegante e amplo, o Divina é uma ótima pedida para escapar do burburinho cercado por muito verde e acompanhado de uma boa dose de cachaça artesanal de entrada. Inaugurado ainda na década de 80, homenageia a terra natal do casal de mineiros que comandam o restaurante, André e Cláudia Generoso.
 
O clima de fazenda está nos detalhes impecáveis dos utensílios, artesanatos e cantinhos bastante charmosos, como o da coleção de cachaças. Como não poderia deixar de ser, o menu também faz jus às origens da dupla. Um destaque é a costela de boi desfiada e confitada na manteiga de garrafa, refogada com ora-pro-nobis, servida sob uma polenta mole feita com fubá de moinho de pedra e acompanhada de queijo meia cura. As comidinhas clássicas também fazem sucesso: tutu mineiro, frango com quiabo, torresmo, feijão tropeiro, angu e jiló na chapa. 
 
ONDE:Av. Eng. Paulo Brandão Nogueira, 85, Jatiúca www.divinagula.com.br
 
http://viagem.uol.com.br/guia/brasil/maceio/roteiros/seis-paradas-obrigatorias-para-comer-bem-em-maceio/index.htm

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Florianópolis, SC: o que fazer, o que visitar, o que comer.

Fora da temporada de verão, capital catarinense tem ritmo mais tranquilo.
Inverno é ideal para fazer trilhas, passeios de barco e comer frutos do mar.


Mariana Faraco Do G1 SC

Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, vista da região do Forte Santana (Foto: Mariana de Ávila/G1)
Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, vista da região do Forte Santana (Foto: Mariana de Ávila/G1)
À primeira vista, pode parecer um desperdício deixar de visitar Florianópolis no verão. Afinal, é quando o calor dá o ar da graça nas 43 praias e, em se tratando de uma ilha, dificilmente um turista desejará “escapar” desse programa.

Mas visitar a capital catarinense no inverno é conhecer uma cidade de atrativos que vão além da previsão do tempo. São museus, casarios históricos, frutos do mar para se fartar, mais de 30 trilhas e um sem-fim de paisagens para encher o álbum de fotos e a memória. Com o sol bem menos impiedoso, basta se proteger do famoso vento “suli” e descobrir a ilha em sua versão mais autêntica, sem tantos turistas por perto.
Considerando os atrativos e as características dessa época do ano, o G1 preparou um roteiro de até cinco dias na cidade, com tudo o que não se pode perder ao visitar a ilha. E, caso fique aquela sensação de “quero mais”, sempre haverá o verão. Confira as dicas:
 
DIA 1
Para aplacar logo a ânsia de ver o mar, comer um bom camarão e conhecer um pouco da cultura local, que tal unir todos esses programas em um só? Pegue a SC-401 e rume para o Norte, em direção a Santo Antônio de Lisboa, a 15 km do Centro.


Igreja de Santo Antônio de Lisboa foi erguida no século XVIII (Foto: Mariana Faraco/G1)
Igreja de Santo Antônio de Lisboa foi erguida no século XVIII (Foto: Mariana Faraco/G1)
A primeira parada é na singela igreja de Nossa Senhora das Necessidades, de frente para o mar da Baía Norte. Cheia de detalhes do período Barroco, foi construída em meados do século XVIII e é tombada pelo município e pelo estado.
O povoado é o mais antigo de Desterro, como era chamada a Ilha de Santa Catarina.
Vale passear sem pressa pelas ruas de Santo Antônio de Lisboa e apreciar as lojinhas de artesanato local – é possível encontrar rendeiras trançando as mãos com habilidade, mantendo viva uma tradição que passa de mãe para filha.

Santo Antônio de Lisboa (Foto: Márcia Callegaro/G1)
Vista do mar de Santo Antônio de Lisboa (Foto: Márcia Callegaro/G1)
O mar de baía não convida a mergulhos, mas em compensação a vista é privilegiada: ao longe é possível ver a ponte Hercílio Luz (e você vai ficar ainda mais curioso para conhecê-la  de perto). Mas a ordem é relaxar. Depois de uma caminhada pela praça e pela orla, vale parar em um dos restaurantes que ficam de frente para a baía e se deliciar com os frutos do mar fresquinhos, muitos deles pescados ali mesmo.

Largo da Alfândega, com o Mercado Público ao fundo: ideal para esperar a hora do rush passar (Foto: Santur/Divulgação)
Largo da Alfândega, com o Mercado Público ao fundo:
pausa na hora do rush (Foto: Santur/Divulgação)
Depois do almoço, percorrer a pé o Centro da capital é uma boa pedida. Vale conhecer a “velha figueira” da Praça XV, transplantada para o local em 1891 - e que dá nome ao Figueirense, um dos principais times da cidade. Fica em frente ao largo da Catedral Metropolitana. Dali, vá conhecer o Palácio Rosado, que abriga o museu Cruz e Souza. Erguido entre 1750 e 1765, o local foi residência dos governadores até 1954.
Mas não se atrase: é bom reservar um tempo para conhecer o Forte Santana, onde funciona o Museu de Armas Major Lara Ribas, aberto de terça a domingo das 9 às 17h, com entrada gratuita. Fica bem perto da Ponte Hercílio Luz, onde o pôr do sol rende belas fotos. Há anos a ponte está fechada para visitação. Atualmente, passa por uma reforma.
Fotos garantidas, rume em direção ao Largo da Alfândega: o Mercado Público de Florianópolis é um clássico para a happy hour. É o tempo de aguardar a hora do rush passar (sim, Floripa tem um trânsito intenso no fim de tarde em direção ao continente) para então cruzar a ponte Colombo Sales rumo ao bairro de Coqueiros, que desponta como nova rota gastronômica da cidade.
 
DIA 2
Reserve o dia para curtir as belezas da região da Lagoa da Conceição e das praias do Leste da ilha – as preferidas dos surfistas. As dunas da Praia da Joaquina são ideais para a prática de sandboard, ou surfe na areia. A Praia Mole também merece uma visita – é possível tirar belas fotos no mirante que fica no caminho para a Barra da Lagoa.


Dunas na Lagoa da Conceição e Joaquina são procuradas para a prática  (Foto: Valéria Martins/G1)
Dunas na Lagoa da Conceição e Joaquina são procuradas para sandboard (Foto: Valéria Martins/G1)
Antes que a fome comece a bater, contorne a Lagoa da Conceição por baixo e rume para o Canto dos Araçás, que fica ao final da Rua João Henrique Gonçalves: você estará no início da Trilha da Costa da Lagoa, acessível só pela mata ou pelo mar. O caminho demora cerca de duas horas para ser percorrido, mas o trajeto pela Mata Atlântica é bem sinalizado e cheio de atrações – há cachoeira, um antigo engenho de farinha, além de aves e até macaquinhos que habitam a região.

Pela Mata Atlântica, trilha para a isolada Costa da Lagoa tem cachoeira  (Foto: Márcia Callegaro/G1)
Pela Mata Atlântica, trilha para a isolada Costa da
Lagoa tem cachoeira (Foto: Márcia Callegaro/G1)
Ao final da trilha, você encontrará um lugar pitoresco, onde a gastronomia local é o grande destaque. Ali você poderá degustar a famosa sequência de camarão (a iguaria é servida de de diversas formas: à milanesa, à dorê, ao alho e óleo...) ou uma anchova assada na brasa.
Para voltar, é possível pegar um barquinho de volta para o “centrinho” da Lagoa. A passagem custa R$ 7,50.
Se estiver no pique, volte para a Barra da Lagoa e conheça o Projeto Tamar, dedicado à preservação das tartarugas marinhas. À noitinha, a Lagoa da Conceição dá lugar a uma vida noturna intensa – o "centrinho" da Lagoa e a Avenida das Rendeiras são repletos de bares, restaurantes e casas noturnas.
 
DIA 3
Uma maneira de conhecer melhor a história catarinense sem perder o mar de vista é contratar um passeio de escuna, que passa por ilhas e fortalezas da região. Em julho, elas continuam operando, com exceção das segundas e quartas-feiras. Há saídas do centro, ao lado da Ponte Hercílio Luz, e de Canasvieiras, no Norte, ao lado do trapiche, mais à direita da praia, onde funciona uma associação que reúne as empresas locais.


Escunas fazem passeios até a fortaleza da Ilha de Anhatomirim, erguida no século XVII (Foto: Thiago Tavares/Divulgação)
Escunas levam até fortaleza da Ilha de Anhatomirim, erguida no século XVII (Foto: Thiago Tavares/Divulgação)
Se decidir partir de Canasvieiras, é recomendável adquirir o ingresso com antecedência, na própria associação ou nos quiosques das empresas, pois só parte um barco por dia, com até 150 pessoas. O passeio custa R$ 70 e leva cinco horas, com saída às 11h e retorno às 16h. A escuna costeia a orla de Canasvieiras, Jurerê e Daniela, com visão panorâmica do Forte de São José da Ponta Grossa. O barco faz uma parada na Fortaleza de Anhatomirim, principal fortificação do antigo sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina, erguida a partir de 1739 pelos portugueses para proteger a região de ataques, principalmente de espanhóis.
Para visitar a Ilha de Anhatomirim é preciso pagar uma taxa de R$ 8 para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Os passeios costumam dar a opção de almoçar (R$ 25 por pessoa) em Governador Celso Ramos, mas também é possível levar o próprio lanche. Com sorte, é possível avisar golfinhos durante o passeio pela baía que leva o nome deles. E os mais corajosos podem cair na água na Ilha do Francês.

Abertura da temporada de verão na Posh foi na terça-feira (25)  (Foto: Felipe Carneiro/Divulgação)
Badalada, Jurerê Internacional tem festas e shows
o ano todo(Foto: Felipe Carneiro/Divulgação)
De volta ao trapiche de Canasvieiras, que tal dar uma volta pelas ruas do bairro? Com forte vocação turística, a região é um reduto de argentinos na ilha – não se assuste se encontrar placas em castelhano. A praia é repleta de restaurantes – com churrascarias que oferecem legítimos bifes de “chorizo” e “asados”.
Outra opção é seguir para a vizinha mais badalada, Jurerê Internacional, onde é possível tomar um banho de mar delicioso – mesmo no inverno, se for um dia de sol. Os clubes de praia abrem aos fins de semana e há uma uma intensa programação de shows e festas, o ano todo.
 
DIA 4
Inaugurada em 2014, a trilha ecológica do Parque Estadual do Rio Vermelho é uma boa opção para começar o dia em contato com a natureza. Ele pode ser acessado pela SC-403, que corre pela direita a Lagoa da Conceição.


Praia da Lagoinha, no Norte da de Florianópolis, tem pesca artesanal de tainha (Foto: Mariana Faraco/G1)
Praia da Lagoinha, no Norte de Florianópolis, tem pesca artesanal de tainha (Foto: Mariana Faraco/G1)
A trilha fica aberta de terça a domingo (inclusive em feriados), das 10h às 17h. O passeio é gratuito e acompanhado por um guia do parque, que leva grupos de visitantes por um caminho com grau zero de dificuldade: ele é totalmente acessível a cadeirantes e carrinhos de bebê, e tem até banquinhos para descansar durante as explicações.

Macaquinhos podem ser vistos na trilha do Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis (Foto: Mariana Faraco/G1)
Macaquinhos podem ser vistos na trilha do Parque
Estadual do Rio Vermelho (Foto: Mariana Faraco/G1)
É possível ver espécies como macacos, tartarugas, araras – muitas delas vítimas de maus tratos ou de tráfico. A trilha guiada pode ser percorrida em menos de uma hora – há um local destinado para fazer piquenique, ao final. Mas traga seu lanche!
Bem perto do parque fica a entrada para a desértica praia de Moçambique, a mais extensa da ilha, com mais de 7 km. Siga para o Norte e vá até o mirante da Praia Brava, com uma vista privilegiada para a orla, cujos condomínios são bem badalados -  o ex-tenista Gustavo Kuerten, por exemplo, costuma ser visto por lá.
Se quiser passar o resto da tarde relaxando, vá até a vizinha e pacata Lagoinha de Ponta das Canas, uma praia tranquila, de cerca de 1 km de extensão, reduto de pescadores. Com sorte, você pode chegar bem na hora em que eles estiverem “cercando” um cardume de tainhas – peixe típico do inverno em Santa Catarina.
Com rapidez, um grupo pula num barquinho de madeira, enquanto os outros ajudam a puxar a rede. Se não for dia de “arrasto”, é o caso de se sentar em um dos dois ou três restaurantes pé na areia que abrem em dias de tempo bom e deixar o tempo passar sem pressa.
Ainda no Norte, a Praia de Cachoeira do Bom Jesus concentra boas opções para comer à noite.
 
DIA 5
O último dia é destinado para o Sul da ilha, a parte mais bucólica de Florianópolis, que respira a cultura dos colonizadores açorianos. E que tal conhecer a região de bike? Há opções de passeios para outras partes da ilha, mas um dos mais conhecidos é o tour que passa pelo Sul da Ilha. Os passeios duram cerca de 5 horas e custam, em média, R$ 69, incluídos o aluguel da bicicleta, o capacete e o acompanhamento de um guia.


Praia do Morro das Pedras (com Armação) é considerada uma das mais bonitas de Florianópolis (Foto: Carolina Lopes/G1)
Praia do Morro das Pedras (com Armação) é considerada uma das mais bonitas de Florianópolis (Foto: Carolina Lopes/G1)
É importante verificar se o passeio inclui um carro de apoio, para o caso de alguém ficar cansado. Há a opção de solicitar uma bicicleta elétrica, que não exige tanto esforço físico. O reteiro pelo Sul da ilha costuma incluir uma visita às praias do Campeche e do Morro das Pedras, com visita a um mirante. O trajeto inclui também uma parada na Lagoa do Peri, onde funciona o Projeto Lontra. Nas cinco horas de passeio, dá tempo ainda de almoçar na Praia da Armação e esticar para a Praia do Matadeiro, acessível por trilha.

Fazer trilhas de bike é opção para conhecer Florianópolis (Foto: Michael Ojo/Divulgação)
Fazer trilhas de bike é opção para conhecer
Florianópolis (Foto: Michael Ojo/Divulgação)
Se bicicleta for muita aventura para você, um roteiro que inclua a Praia do Campeche e o Morro das Pedras já será um passeio de encher os olhos. Se sobrar tempo, siga ainda mais para o Sul e conheça a pacata Praia do Pântano do Sul, onde é possível degustar uma tainha pescada na hora.
Mas não vá embora de Florianópolis sem conhecer a região mais “manézinha” de Florianópolis, o Ribeirão da Ilha, também no Sul, mas voltada para o continente. Na chamada Freguesia, uma pracinha à beira-mar convida a relaxar e curtir o pôr do sol. E, se for um apreciador de ostras, saiba que está num dos principais pontos de maior cultivo da ilha – que responde por 85% da produção nacional.

Sol deve predominar em todas as regiões catarinenses neste sábado (Foto: Valéria Martins/G1)
Sol Bucólico Ribeirão da Ilha é ideal para comer ostras apreciando o pôr do sol (Foto: Valéria Martins/G1)
Há roteiros guiados que levam até as fazendas de ostras, com degustação ao final. A região, repleta de casarios açorianos, também tem bons restaurantes que servem a iguaria, entre outros frutos do mar.

DICAS DO G1
- Se você pretente chegar a Florianópolis de avião ou ônibus, considere a possibilidade de alugar um carro. As distâncias são longas, mesmo na mesma região da ilha, e fora das áreas centrais é muito raro encontrar um táxi. Em algumas regiões os horários de ônibus são espaçados, e quase sempre é preciso esperar pela baldeação em terminais regionais.

- Prepare a mala para todas as estações. Nessa época do ano não é difícil  que as temperaturas fiquem abaixo dos 10°C à noite e no amanhecer, mas há dias em que os termômetros podem chegar a 28°C à tarde.

- Apesar de ser relativamente segura em relação a outras capitais, não descuide de seus pertences pessoais e evite andar à noite em áreas mais isoladas da região central.
 
VALE EXPERIMENTAR 
- Sequência de camarão na Costa da Lagoa
- Ostras e berbigões no Ribeirão da Ilha e em Santo Antônio de Lisboa
- Doces portugueses no Ribeirão da Ilha

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/07/florianopolis-sc-o-que-fazer-o-que-visitar-o-que-comer.html

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Poços de Caldas, um brinde às águas e às belezas naturais no Sul de Minas Gerais.
 
Fábio Calvetti/UOL
Morro São Domingos e queda d'água Véu das Noivas, belezas naturais da cidade ao sul de Minas Fábio Calvetti/UOL
De um vulcão que sumiu há séculos e séculos nasceu a região onde está uma das cidades mais aconchegantes de Minas Gerais. As águas ricas em enxofre que borbulham do solo e o clima de montanha tornaram Poços de Caldas um lugar irresistível. Tanto que a cidade pode muito bem ser o sinônimo de descanso. O som das águas que surge a cada canto tranquiliza. As praças arborizadas transmitem um estado de paz e as belezas naturais renovam as energias.

No cenário de Poços no início da década de 1940, a elite intelectual brasileira caminhava pelos jardins da cidade, as famílias abastadas passavam lá os fins de semanas para tratar seus parentes nas termas medicinais e as fichas de cassino eram tão comuns que eram usadas como dinheiro nas lojas. Carmen Miranda, Santos Dumont e Juscelino Kubitschek eram visitantes frequentes.

O então presidente Getúlio Vargas usava a suntuosa suíte presidencial do Hotel Palace para trabalhar. Ele chegou a trazer móveis do Palácio do Catete, antiga sede do governo, que ainda hoje decoram o quarto de hotel mais famoso da cidade.

Mas dois fatos históricos transformaram a cidade. O primeiro foi a proibição do jogo no Brasil em 1946. O dinheiro do cassino secou, os turistas diminuíram e o glamour acabou. Depois veio a descoberta da penicilina. Frente aos antibióticos, os tratamentos termais tornaram-se obsoletos e caros.

 
No entanto, as fontes e as belezas naturais conseguiram manter a cidade como uma das favoritas para casais em lua-de-mel. A natureza local é privilegiada. Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a 1.200 metros de altitude, está em um vale cercado de muito verde, onde é fácil encontrar mirantes, trilhas, fontes e quedas d´água.
A grande atração continua sendo a água que borbulha do solo a uma temperatura de 40ºC. Em torno de suas fontes, a cidade cresceu, virou centro de tratamento de doenças e ganhou o maior balneário da América Latina, as Termas Antônio Carlos. Em arquitetura romana, funcionam ainda hoje a todo vapor e oferecem banhos de imersão, saunas, inalação e duchas, tudo com a famosa água sulforosa, indicada para diversas doenças.

Outra especialidade são os cristais criados no mesmo estilo dos artesãos da ilha de Murano (Itália). O pioneiro na arte com vidros na cidade mineira foi o italiano Mário Seguso, que em 1965 abriu uma loja e passou a ensinar a técnica milenar a seus aprendizes. Hoje, além da comercialização, pode-se assistir ao vivo ao processo de produção dos vidros.
 
http://viagem.uol.com.br/guia/brasil/pocos-de-caldas/index.htm

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Perto de Natal, a badalada Praia da Pipa tem golfinhos e tartarugas.
 
Canindé Soares/UOL
 
Aliar turismo ecológico a investimentos em infraestrutura hoteleira. Talvez este seja um dos desafios maiores para Pipa, distrito de Tibau do Sul, município localizado a 85 km ao sul de Natal, no Rio Grande do Norte. Local de passagem de tartarugas marinhas e golfinhos e dona de uma beleza natural singular, a praia se transformou nos últimos 20 anos, deixando de ser apenas uma vila de pescadores para dar lugar a um dos maiores atrativos turísticos do Nordeste, recebendo visitantes nacionais, da Europa e do resto da América Latina.
Sem dúvida, Pipa deixou de ser aquela praia tipicamente nordestina das décadas de 1970 e 1980. Naquela época, o argumento ecológico de surfistas e ambientalistas era de ojeriza ao desenvolvimento, mesmo que sustentado. A ideia hedonista era curtir a beleza natural de praia virgem com a simplicidade de pousadas rústicas ou em casas de pescador, sem querer levar a modernidade e a parafernália da cidade grande para o local.
Hoje em dia, o argumento ecológico ainda existe. Mas o desenvolvimento não pôde ser evitado. Europeus (principalmente de Portugal, Espanha, França e Itália), uruguaios e argentinos montaram seus negócios em Pipa, além de brasileiros de vários cantos.



Apesar do inconveniente que isto possa parecer aos mais puristas, Pipa tem conseguido preservar o seu maior patrimônio: a natureza. Suas praias com falésias acabam ficando protegidas de um viés privado: tal característica impede de certa forma a extensão dos empreendimentos até a praia, apesar de isso já acontecer em alguns lugares. A beleza de suas águas, a presença de golfinhos e tartarugas marinhas —estas vêm botar seus ovos em praias mais desertas— e o clima bastante agradável ainda são os itens mais importantes e é o que chama mais a atenção dos visitantes.
O que mais atrai a atenção do turista são as praias da região. Tem para todos os gostos: a da Mina (deserta, onde tartarugas botam seus ovos), do Madeiro (boa para surfe e para observar golfinhos), enseada dos Golfinhos (sua geografia é algo fabuloso), além da de Tibau do Sul e da lagoa Guaraíras. Outro destaque local é o Santuário Ecológico da Pipa, uma reserva florestal, que abriga, entre outras coisas, uma pequena cabana do Projeto Tamar.

http://viagem.uol.com.br/guia/brasil/praia-da-pipa/index.htm

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Maior transatlântico do mundo terá parque aquático com toboáguas gigantes.

Do UOL, em São Paulo


A empresa Royal Caribbean anunciou recentemente que irá inaugurar, em maio de 2016, o maior navio de cruzeiros do mundo. Trata-se do transatlântico Harmony of the Seas, que, junto com sua capacidade para 5.497 passageiros, terá outras características superlativas a bordo.

Uma delas será uma área de lazer que abrigará um verdadeiro parque aquático, com três toboáguas que irão cruzar cinco dos 16 deques do navio, em uma queda não indicada para quem tem medo de altura.

O espaço também contará com um escorregador com 30 metros de altura (considerado o maior do mundo a bordo de um navio), um simulador de surfe e um toboágua em forma de taça de champanhe, por onde o público irá rodar antes de cair na piscina.

O Harmony of the Seas também trará um parque aquático exclusivo para bebês e crianças, com escorregadores e réplicas coloridas de animais que soltam jatos de água.

 
Dimensões
O Harmony of the Seas terá 361 metros de comprimento. Colocada "em pé", a embarcação superaria a altura de monumentos como a torre Eiffel (324 metros) e o edifício Burj al Arab, em Dubai (320 metros). 
O navio poderá comportar até 5.497 passageiros em ocupação dupla (o maior transatlântico da última temporada brasileira de cruzeiros, o MSC Preziosa, conseguia levar 4.345 hóspedes). Somados os mais de 2.300 tripulantes a bordo, quase 8.000 pessoas serão carregadas em alto-mar nas viagens da embarcação. 

As outras características do Harmony também serão megalomaníacas: além dos 361 metros de comprimento, o navio pesará 227 mil toneladas. Esses dois dados contribuem para transformá-lo no maior transatlântico do mundo: hoje, o navio de cruzeiro de maior porte no planeta, o Allure of the Seas, também da Royal Caribbean, pesa 225.282 mil toneladas, tem 360 metros de comprimento e comporta 5.400 passageiros em ocupação dupla. O Harmony terá 2.747 cabines. O Allure tem 2.706.
A partir de maio de 2016, o navio fará cruzeiros de sete noites pelo Mediterrâneo, partindo de Barcelona e passando por Palma de Mallorca (Espanha), Provença (França) e Itália.  Em novembro do mesmo ano ele chega a Fort Lauderdale, na Flórida, onde passará a oferecer saídas de sete noites pelo Caribe.

http://viagem.uol.com.br/cruzeiros/album/2015/09/01/conheca-o-parque-aquatico-do-maior-navio-de-cruzeiro-do-mundo.htm#fotoNav=5

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Destinos do mês: setembro tem Oktoberfest e balada no deserto.
Do UOL, em São Paulo

Setembro é tempo para curtir festas pelo mundo afora: dos Estados Unidos à Europa, passando pelo Peru, o mês reserva alguns dos eventos mais interessantes do ano, como o alucinado Burning Man, no deserto de Nevada, e a tradicional Oktoberfest, que agita Munique.

E se o real desvalorizado proibir viagens para o exterior, o Brasil oferece passeios recheados de natureza no Pantanal e na costa da Bahia.
Veja abaixo alguns dos destinos turísticos mais atrativos para este mês.

Jim Urquhart/Reuters

Burning Man
O famoso festival Burning Man, realizado no deserto de Black Rock, no estado norte-americano de Nevada, completa 16 anos em 2015 como uma das festas mais insanas dos Estados Unidos. Neste ano, o evento acontece entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro e, como sempre, oferecerá muita música, intervenções artísticas e uma legião de baladeiros exóticos e fantasiados curtindo uma espécie de ritual de libertação no meio de uma das paisagens mais áridas do país do Obama. Espera-se que 60 mil pessoas participem no festival.
ArendV/Creative Commons

Van Gogh em Zundert
Van Gogh e flores: duas das imagens mais emblemáticas da Holanda irão se juntar em um interessante evento que será realizado na cidade de Zundert, a 125 quilômetros de Amsterdã, entre os dias 6 e 7 de setembro. Nestas datas, o local irá sediar um desfile de carros alegóricos decorados com lindas flores (como dálias) e irá relembrar os 125 anos da morte de Van Gogh, ocorrida em 1890. E o palco para tal homenagem não poderia ser mais propício: Zundert é a terra natal do pintor holandês. Na foto, o desfile realizado na cidade em 2011.
Bert Kaufmann/Creative Commons

Píer em Haia
A Holanda será um dos destinos turísticos mais interessantes deste mês de setembro: além da homenagem a Van Gogh em Zundert, o país irá promover, no próximo dia 25, a reinauguração do famoso píer da praia de Scheveningen, na cidade de Haia, 60 quilômetros ao norte de Amsterdã. Toda a plataforma da obra foi renovada e novas atrações, como um bungee jumping, estarão disponíveis. Um festival de arte contemporânea será realizado no local durante a reinauguração do píer, e trata-se de um ótimo pretexto para o turista ir até Haia, uma das cidades mais bonitas da Holanda. 

Michael Dalder/Reuters

Oktoberfest
Sim, a festa tem outubro no nome, mas, na Alemanha, será realizada principalmente neste mês de setembro. A Oktoberfest da cidade de Munique começa no próximo dia 19 de setembro e, até o 4 de outubro, promove um dos mais festivos e concorridos cultos à cerveja (e à cultura da Bavária) do mundo. Quem quiser ir, espere muita festa, música alemã, turistas e nativos embriagados, e certeza de muita diversão. É o prefeito de Munique, Dieter Reiter, que será o responsável por abrir o primeiro barril de cerveja da Oktoberfest no dia da inauguração do evento. Muitos outros virão em seguida.

Gemunu Amarasinghe/AP Photo

Praias das Maldivas
O arquipelágo das Maldivas, na Ásia, é um dos lugares mais lindos mundo: são ilhas e mais ilhas cercadas por um mar cristalino e capazes de fornecer ao turista uma sensação de isolamento perfeito para recarregar as energias. Em setembro, tende a diminuir a intensidade das monções no destino, com as fortes chuvas que castigam a área anualmente ficando mais raras e permitindo que os forasteiros curtam com mais facilidade toda a paisagem natural da área. Setembro ainda não configura alta temporada por lá, por isso é possível, neste mês, achar alguns descontos em pacotes para as Maldivas.

Qian Jun/Xinhua

Baleias no Brasil
Em setembro, a temporada de observação de baleias no litoral brasileiro está a todo vapor. O melhor lugar para entrar em contato com os animais é no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na Bahia, onde baleias jubarte aparecem perto da costa. A cidade de Caravelas é um dos melhores pontos de partida das viagens de barco que buscam chegar perto dos cetáceos. Calcula-se que cerca de 15 mil baleias irão passar pelo litoral brasileiro nesta temporada, e 90% delas marcarão presença no Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Se você der sorte e tiver agilidade, é possível fazer lindas fotos das baleias na superfície do oceano.
Getty Images

Final de estação no Pantanal
Setembro é o último mês deste ano para explorar a estação de seca no Pantanal. Trata-se de uma época extremamente interessante para visitar esta região do Centro-Oeste do Brasil, pois, com os rios mais baixos, fica mais fácil ver de perto animais como jacarés e os lindos tuiuiús, uma das aves que são símbolo do Pantanal. Já em outubro começa a época das chuvas, o que deixa a paisagem inundada e mais difícil de ser percorrida, mas ainda com excelentes chances para viajar e curtir a exuberante vida selvagem da área. 

Telmo Ximenes


Gastronomia no Peru
Não há dúvidas de que o Peru é um dos melhores destinos da América Latina para os amantes da boa mesa. E há uma ótima notícia para este mês: entre 4 e 13 de setembro, será realizada na região da Costa Verde um dos maiores e mais saborosos festivais gastronômicos do continente: o Mistura. O tema do evento deste ano será "Gastronomia Artesanal" e, dentro do Mistura, haverá diversos espaços servindo receitas peruanas à base de peixes, carne vermelha, frango e vegetais. Entre as estrelas da festa, como não poderia deixar de ser, estarão os famosos ceviche (na foto) e pisco sour do país andino. Bandas musicais peruanas irão animar o Mistura. 

Getty Images


Vinho na Espanha e nos EUA
Neste mês é realizada a colheita da uva em La Rioja, a mais famosa região vinícola da Espanha. A colheita deixa essa linda área bucólica do país ibérico com uma interessante atmosfera e motiva eventos boêmios como as Festas de San Mateo, que acontecem entre 20 e 26 de setembro na cidade de Logroño, onde o vinho é servido com fartura ao lado de receitas espanholas. Além disso, diversos shows musicais e outras atividades culturais tomam conta das ruas. Logroño fica a 330 quilômetros de Madri e a 480 quilômetros de Barcelona. Setembro é também época de colheita no belo Napa Valley, na Califórnia. 

Getty Images

Europa mais tranquila
Passadas as legiões de viajantes que dominam cidades turísticas europeias em agosto, setembro é um mês em que diversos destinos do Velho Continente ficam mais tranquilos e ainda mantendo um clima agradável. As praias do Mediterrâneo, por exemplo, ainda oferecem um certo agito e muita luz do sol. Ao mesmo tempo, é possível curtir suas areias e paisagens marítimas sem ter de disputar espaço com milhares de outros turistas. Museus e outras atrações de capitais como Paris (na foto), Roma, Londres e Madri também tendem a ficar menos muvucados.
http://viagem.uol.com.br/listas/destino-do-mes-setembro-tem-oktoberfest-na-alemanha-e-festa-maluca-nos-eua.htm