segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Califórnia oferece viagem estradeira entre montanhas e praias paradisíacas.

Do UOL, em São Paulo

Don Graham/Creative Commons
Praia da McWay Falls, que fica perto da Highway 1, em Big Sur 
Praia da McWay Falls, que fica perto da Highway 1, em Big Sur

Terra do cinema, a Califórnia é também destino ideal para quem gosta de viagens estradeiras. No estado norte-americano se localizada a região de Big Sur, que oferece uma paisagem composta por uma rodovia que corre entre imponentes montanhas e lindas praias banhadas pelo oceano Pacífico. 

Localizada entre os condados de Monterey e San Luis Obispo, na região central da costa californiana, a área de Big Sur tem como uma de suas grandes atrações a estrada Highway 1, perfeita para ser explorada a bordo de um carro conversível. 
Nos arredores desta via, o turista pode admirar os picos da cordilheira de Santa Lúcia e algumas das faixas de areia mais fotogênicas dos Estados Unidos.

Uma delas é a praia que abriga a McWay Falls, uma cachoeira de 25 metros de altura que cai diretamente na areia da praia -- e que, por sua vez, é banhada por uma água azul-turquesa do oceano Pacífico. Este cartão-postal fica localizado dentro do Parque Estadual Julia Pfeiffer Burns, onde é possível acampar.

 
Brandon/Creative Commons
A ponte de Bixby Creek é um dos símbolos da região de Big Sur, nos EUA
 
Na mesma região fica a Pfeiffer Beach, dona de uma formação rochosa sobre o mar que tem uma fenda através da qual se vê um pôr do sol inesquecível.
Outra visão que merece diversos retratos ao longo da Highway 1 é a ponte Bixby Creek, com sua linda base arqueada e que, desde seus 85 metros de altura, oferece uma visão fantástica para o mar. Seu comprimento chega a 218 metros. 

Na paisagem também aparece a maior montanha do litoral da Califórnia, a Cone Peak, com 1.571 metros de altura.  
O extremo norte da região de Big Sur fica a aproximadamente 200 quilômetros de San Francisco, enquanto sua ponta sul está a cerca de 400 quilômetros de Los Angeles.  


Jonathan Dinh/Creative Commons
Na Pfeiffer Beach, é possível admirar o pôr do sol através desta formação rochosa

 
Brandon/Creative Commons
Faixa litorânea perto da Bixby Creek Bridge, na Big Sur

 
SarahTz/Creative Commons
A Highway 1, na Califórnia, está cercada por lindas praias

 
Henrique Pinto/Creative Commons
A Highway 1 corre entre montanhas e as águas do oceano Pacífico

 
Creative Commons
Pôr do sol em praia da região de Big Sur, nos Estados Unidos
 
http://viagem.uol.com.br/noticias/2015/12/02/california-oferece-viagem-estradeira-ao-lado-de-praias-paradisiacas-veja.htm 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Quer viajar em dezembro? Ilhas do Pacífico têm o primeiro Réveillon do ano.

Do UOL, em São Paulo 


Dezembro combina com férias e, neste mês, não faltam opções de jornadas para quem quer cair na estrada.
As praias do Brasil estão recheadas de sol e badalação. Já para os cristãos, é tempo de relembrar os passos de Jesus com a proximidade do Natal. E para os que não dispensam uma grande festa no Ano-Novo, as oportunidades de viagem são inúmeras, indo de cruzeiros que visitam Copacabana durante a queima de fogos às celebrações de Réveillon em um remoto e paradisíaco arquipélago do oceano Pacífico. 
Abaixo, veja algumas das melhores jornadas para dezembro.

 
Getty Images
Getty Images 
 
Primeiro Réveillon no mundo
Você é daqueles que faz questão de ser o primeiro da fila em atrações turísticas? Caso positivo, talvez valha considerar a possibilidade de estar entre as primeiras pessoas do mundo a ver a chegada do Ano-Novo no planeta. Ter tal privilégio, porém, não é fácil: para consegui-lo é preciso viajar até a longínquo arquipélago de Kiribati, no oceano Pacífico, que, por causa de seu fuso horário, é o primeiro país a celebrar o Ano-Novo na Terra. A jornada do Brasil é cara e demorada, mas, durante a ressaca do 1º de janeiro, será possível se refrescar em praias como a da foto acima.
 
Daniel Munoz/Reuters
Daniel Munoz/Reuters 
 
Ano Novo no Pacífico
A Times Square, em Nova York, tem o que talvez seja o mais famoso Réveillon do mundo. Mas se sua intenção for passar um Ano-Novo inesquecível no exterior e não sofrer tanto com o frio, a Austrália pode ser um destino ideal. Na cidade de Sydney é realizada uma das festas mais bonitas no Réveillon no planeta, com fogos de artifício iluminando os símbolos da cidade, como a Sydney Bridge e a Sydney Opera House, em um cenário embelezado pelas águas que banham a metrópole australiana.
 
Creative Commons
Creative Commons 
 
Balada escocesa
Falamos de festas de Ano-Novo nos EUA e Oceania. Mas, e se você estiver na Europa no final de dezembro? Neste caso, uma das opções mais atrativas, e nem tão conhecidas do grande público brasileiro, é o festejo de Réveillon da cidade escocesa de Edimburgo, um dos eventos baladeiros mais legais do Velho Continente. Conhecida como Hogmanay, a festa começa já no dia 30 de dezembro com um desfile de tochas pela cidade e é animada por shows de bandas do rico cenário musical da Escócia. O ápice dos festejos é, lógico, a queima de fogos sobre o lindo centro histórico de Edimburgo.
 
Divulgação/Costa Cruzeiros
Divulgação/Costa Cruzeiros 
 
Cruzeiros em Copacabana
Dezembro é um dos meses mais concorridos para realizar um cruzeiro no Brasil. Com o calor a mil, as empresas de jornadas marítimas que operam no país oferecem interessantes roteiros para quem quer viajar no Ano-Novo, a maioria deles partindo de Santos, em São Paulo, visitando praias paradisíacas do Sudeste e passando a virada do ano nas águas da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com vista privilegiada para os fogos de artíficio que iluminam esta parte da orla carioca. MSC e Costa são duas das empresas que oferecem a viagem.
 
REUTERS/Thomas Peter
REUTERS/Thomas Peter  
 
Mercados de Natal
Espere muito frio ao visitar a Europa em dezembro, época de inverno no Hemisfério Norte do planeta. Mas, neste mês, o Velho Continente oferece seus lindos e festivos Mercados de Natal para nativos e turistas, recheados de lindas decorações e de barracas servindo ótima comida e bebidas quentes. Entre os melhores destinos para visitar esses espaços estão Viena (na Áustria), Estrasburgo (na França) e Praga (na República Tcheca). Em Berlim (na foto), o mais animado destes Mercados de Natal está na área de Alexanderplatz.
 
Erik De Castro/Reuters
Erik De Castro/Reuters 
 
História no Sudeste Asiático
Dezembro é uma das melhores épocas para visitar o Camboja, um dos mais interessantes países da Ásia. Com o tempo quente, mas não absurdamente úmido, o turista pode desfrutar com relativa facilidade dos inúmeros monumentos históricos do país, concentrados principalmente ao redor da cidade de Siem Reap. Lá está Angkor Wat, um complexo arqueológico que representa o ápice do Império Khmer, uma civilização que, entre os séculos 9 e 15 d.C., dominou grande parte do Sudeste Asiático. Passear entre suas torres, baixos relevos e corredores escuros é uma experiência única no mundo.
 
Jeremy Hetzel/Creative Commons
Jeremy Hetzel/Creative Commons 
 
Praia na Jamaica
A Jamaica não é apenas a terra do Bob Marley. O país caribenho possui lindas praias que podem ser uma alternativa original para quem escapar dos velhos roteiros para Punta Cana ou Cancún. Um dos destinos jamaicanos com melhor estrutura para receber o turista, e que tem clima cálido perfeito em dezembro, é Montego Bay (na foto), com um lindo mar, hotéis confortáveis e muita badalação. O belo balneário de Negril, que tem praias com cara mais selvagem, não fica muito distante e pode ser facilmente visitado por quem está hospedado em Montego Bay.
 
Eduardo Vessoni/UOL
Eduardo Vessoni/UOL
Homenageando Madela
A morte de Nelson Mandela completa dois anos no próximo dia 5 de dezembro. Desde o falecimento do líder contra o apartheid, diversos roteiros turísticos foram montados na África do Sul para homenageá-lo. Entre os lugares que merecem uma visita do turista que admira a figura de Mandela estão a prisão da ilha de Robben (onde ele ficou trancafiado por 18 anos) e o Mandela House Museum (na foto), localizado no bairro de Soweto, em Johanesburgo, e que ocupa o espaço de uma antiga casa em que viveu Nelson Mandela. O local abriga objetos pessoais do líder africano.
 
Marco Yamin/Secretaria de Turismo e FomentoMarco Yamin/Secretaria de Turismo e Fomento 
 
Praias escondidas
Que tal curtir o calor de dezembro em lindas praias escondidas pelo Brasil? Em Ilhabela (SP), por exemplo, fica a praia de Bonete (na foto), que só pode ser acessada via trilha de 15 km (que chega a durar mais de quatro horas de caminhada) ou com barco. O destino presenteia o viajante com uma orla cercada por farta natureza e uma pitoresca vila de pescadores. Se a vontade for ir ao Nordeste, tente a praia de Icaraí de Amontada, no Ceará, com orlas desertas, piscinas naturais, dunas e coqueirais. O local fica a 220 km de Fortaleza.
 
Reprodução/Business Insider
Reprodução/Business Insider 
 
Esqui na Europa
Quer aproveitar a temporada de neve na Europa com estilo? O Velho Continente está recheado de resorts de esqui cercados por lindas paisagens (e que, em dezembro, começam a oferecer boas condições para a prática de esportes de neve). Os melhores destinos de esqui europeus para este mês costumam ser Ishgl (na Áustria), o Vale de Isére (na França), Alpe d'Huez (também na França) e Cervinia (na Itália). 
http://viagem.uol.com.br/listas/que-tal-ser-o-primeiro-a-ver-o-reveillon-no-mundo-veja-os-destinos-do-mes.htm

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Além de belo mar azul, Jamaica tem rios e cascatas de filme de James Bond. 
Baz Dreisinger
New York Times Syndicate



Sol, areia e mar: uma receita atemporal, ao alcance de qualquer um no Caribe. Tudo bem, mas sol, areia, mar… e cidade? Se quiser aproveitar essa opção, visite então a Jamaica. Claro que essa ilha resplandecente possui áreas de resorts, onde é possível passar o tempo inteiro vadiando na praia; mas tem também Kingston, uma metrópole injustamente subestimada e malcompreendida. Sim, há favelas, há criminalidade, mas há também uma cultura cosmopolita, uma vida noturna vibrante, um cenário musical emergente e uma infinidade de deleites urbanos. Com uma nova companhia aérea (Fly Jamaica), um Marriott de 130 quartos em construção na capital, lounges descolados em ambos os aeroportos internacionais (Club Kingston e Club Mobay, decorados com as cores da bandeira nacional) e restaurantes pipocando por todo o país, a hora é ideal para explorar a ilha seguindo o mantra do Ministério do Turismo, inspirado no eterno Bob Marley: venha para a Jamaica e se sinta bem.  
Sexta
13h - No ritmo de Bolt

Depois de desembarcar em Kingston, faça uma homenagem ao jamaicano mais querido - não o que canta, o que corre. O Tracks & Records de Usain Bolt é um restaurante, sports bar (com mais de 45 TVs, incluindo uma de 20 polegadas) e templo ultradescolado ao homem mais rápido da face da Terra, inclusive com produtos da marca Bolt à venda. No cardápio, uma mistura de pratos jamaicanos clássicos, como peixe assado e a sopa de ervilha vermelha viscosa, e adaptações bacanas como quesadillas de frango "jerk" e a "salada jam Asian Cobb". Um almoço sai por 1.200 dólares jamaicanos ou US$ 11,40 (com o dólar valendo 105 JMD) - praticamente todo o comércio da Jamaica aceita as duas moedas; podem até cobrar o valor em uma ou outra, mas recebem ambas. Fique de olho na série de apresentações mensais "Behind the Screen" de grandes artistas do reggae, sempre acústicas.
 
15h - Reggae & Rastafarianismo
Kingston é a meca do R & R, ou seja, Reggae & Rastafarianismo, dois dos maiores movimentos culturais do Caribe. Faça um curso relâmpago de imersão sobre os dois, e também da história, da flora e das artes locais nos museus que formam o Instituto da Jamaica, no centro histórico da capital, quase à beira-mar. Há a Galeria Nacional, que mescla a arte clássica jamaicana com exposições de vanguarda; o Museu de História Natural; o Museu de Música da Jamaica e o Liberty Hall, que homenageia o pioneiro Marcus Garvey na sede original de sua Universal Negro Improvement Association (ingresso a US$5 para adultos).

18h - Coquetéis ao pôr-do-sol
Surpreso com a beleza da selva de pedra de Kingston? Fique ainda mais ao apreciar o sol se pôr sobre as majestosas Montanhas Azuis bebericando um martíni no Sky Terrace, na cobertura do chiquérrimo Hotel Spanish Court. No estilo SoHo-style, com 107 quartos, foi o primeiro inaugurado na cidade, em 2009, depois de mais de três décadas - e ganhou também um spa na cobertura, uma loja de presentes eclética e, ainda ee, 2014, terá um wine bar.

20h - Jantar de chef famoso
Ele é o Jamie Oliver da Jamaica: Brian Lumley, de 27 anos, que já trabalhou para o embaixador francês e é garoto-propaganda de vários produtos locais, é o chef mais badalado da Jamaica. Seu novo restaurante, 689 by Brian Lumley, fica no centrinho da área turística, New Kingston. Sua especialidade é a massa com um toque das Índias ocidentais: pesto e lagosta, linguine de frango "jerk" e penne com frutos do mar (o jantar para dois, com vinho, sai por cerca de 7 mil JMD).

23h - Saideira real
A especialidade de Kingston não é a saideira, mas sim o "bashment", bailes que acontecem em salões de dança e casas noturnas lotadas até o sol raiar. Agora, porém, há uma alternativa: o Regency Bar & Lounge no recém-reformado Terra Nova All-Suite Hotel, um verdadeiro oásis de requinte, com poltronas de veludo, decoração com toques dourados e um cardápio à altura: pizza de pato, carneiro ao curry e churrasco de carne de porco. A melhor parte dele? Um rum de 50 anos, o Appleton, verdadeira iguaria local (vinhos a partir de US$6; coquetéis, US$5; não cobra couvert).

Diana Zalucky / The New York Times
 

Um dos cenários entre Kingston e Ocho Rios: muito verde, terra vermelha e montanhas impressionantes
 

Sábado  
8h - Na estrada
Não tire uma soneca quando estiver indo para o "interior", que é como o pessoal da capital chama qualquer região fora de seu perímetro, do contrário vai perder as paisagens espetaculares. A duas horas e meia de carro de Kingston, Ocho Rios (ou "Ochi", como eles chamam; se disser "Ocho" vão saber que você é turista) é o delírio de qualquer fã do Instagram: muito verde, terra vermelha e montanhas impressionantes. Saboreie o café da manhã ao logo do caminho, no Faith's Pen, um trecho famoso que reúne barraquinhas simples de madeira com todas as delícias jamaicanas: milho assado e fruta-pão, callaloo (a versão jamaicana da couve), ackee e peixe no sal (prato nacional, que tem o visual e a textura de ovos mexidos com pimentão e bacalhau desfiado) e garapa ou suco de manga (cerca de 700 JMD/pessoa).

11h - Jogos à beira-mar
O nome discreto contraria seu esplendor: o Jamaica Inn foi inaugurado em 1950 como uma pousada pequenina. Marilyn Monroe e Arthur Miller, em lua-de-mel, já estiveram entre os hóspedes, mas a propriedade agora é um refúgio grandioso, embora aconchegante. Deixe as malas na recepção (o check-in é feito às 15h) e pegue os martelos. Isso mesmo, martelos. À beira-mar há um charmoso gramado para croquet, perfeito para uma partida antes do almoço. Emende com um mergulho naquela que indiscutivelmente é a praia mais impecável de Ochi, com areia branca, água superazul e as ondas quebrando nos recifes ao longe.

13h - Frango "jerk"
Frango "jerk" é o maior clichê culinário da Jamaica, mas você pode saboreá-lo no local onde foi criado e comprovar seu verdadeiro sabor. Com quatro casas espalhadas pela ilha, o Scotchie's é o templo do churrasco nesse estilo: carne de porco, frango, linguiça e peixe, tudo marinado em uma mistura de pimenta-da-jamaica, cravo, canela e noz-moscada e grelhado sobre galhos de pimenta-doce, o que lhe dá um sabor defumado inigualável. As mesas de piquenique ficam sob as palapas e o único acompanhamento de que precisam é uma Red Stripe bem gelada (o almoço sai por 1.300 JMD).

15h - Abaixo de zero
Poderia até ser infantil se não fosse tão divertido: finja que é astro de "Jamaica Abaixo de Zero", que a Disney lançou em 1993, e homenageie a equipe que foi às Olimpíadas de Inverno de 1988 zunindo pela paisagem luxuriante sobre um bobsled com as cores do país. Essa é apenas uma das atrações do Parque Rainforest Adventures, em Mystic Mountain; há também uma piscina e tobogã, jardim de borboletas e beija-flores, tirolesa e o SkyExplorer, um tipo de teleférico que o leva a mais de 200 m de altura para admirar a bela vista (a US$137,50, o pacote Jamaica Tranopy inclui o bobsled, a tirolesa e o SkyExplorer).

18h - Mais R&R
"KiYara", diz o folheto, significa "local sagrado dos espíritos da terra" em taino, a língua dos indígenas que habitavam a ilha. E não é exagero: o Jamaica Inn KiYara Ocean Spa tem um clima de casa de árvore (de bambu) suspensa sobre o mar sereno. Opte pela massagem 4-Hand Bliss, durante a qual dois profissionais trabalham em conjunto para acabar com a tensão em todo o seu corpo.

20h30 - Pratos autênticos
O Miss T's Kitchen simboliza o "interior jamaicano": telhado de zinco, mesas multicoloridas, cadeiras feitas de barris de madeira e, principalmente, pratos jamaicanos autênticos - curry de cabrito, rabada, peixe à moda escoveitch (frito, com vinagre de especiarias e pimenta Scotch-Bonnet) ou "cozido marrom", além de seleções veganas (o jantar/pessoa, com bebida, não sai por menos de 1.800 JMD). Para fazer a digestão, dê um pulo a Main Street, principal região turística de Ochi, onde pubs barulhentos e espaços de música ao vivo servem rum ao som de mais um cover de "One Love".

Diana Zalucky / The New York Times

"Jamaica" vem da palavra da língua taina para "terra das fontes", e por uma boa razão: o que não falta na ilha são rios e cascatas, como Dunn's River Falls
Domingo


7h - Quedas d'água e lagoas
"Jamaica" vem da palavra da língua taina para "terra das fontes", e por uma boa razão: o que não falta na ilha são rios e cascatas. E Dunn's River Falls é a Disneylândia de todas elas: são 182 metros de quedas e lagoas, já foi locação para "007 Contra o Satânico Dr. No", palco de uma batalha entre espanhóis e ingleses e está quase sempre lotada de turistas. A exceção são as primeiras horas da manhã. Assim, o jeito é se levantar com as galinhas, saborear um café da manhã elegante na varanda de frente para o mar do Jamaica Inn, e deixar que a balsa do hotel o leve e traga das cachoeiras para desfrutar todo o seu esplendor em particular (US$110 para duas pessoas).

13h30 - Viagem no tempo
Saindo de Montego Bay para voltar para casa (a distância de Ochi aos dois aeroportos da ilha é praticamente a mesma), pare em Falmouth, mais precisamente Trelawny, que abriga um porto para cruzeiros de US$220 milhões, inaugurado em 2011 - se bem que a verdadeira atração é mais antiga: como uma das cidades georgianas mais bem preservadas do Caribe, em Falmouth há um bairro histórico que contém uma coleção considerável e quase intacta de exemplos da arquitetura colonial britânica. Faça o passeio que passa pelas igrejas, o tribunal e a agência do correio com a Falmouth Heritage Renewal, dedicada a preservar e restaurar a arquitetura e história locais; a instituição também está montando um museu sobre a escravidão na antiga casa de um emancipador britânico.


http://viagem.uol.com.br/guia/jamaica/kingston/roteiros/alem-de-belo-mar-azul-jamaica-tem-rios-e-cascatas-de-filme-de-james-bond/index.htm

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Praias, montanhas e terrorismo: veja o cenário real de "Os Dez Mandamentos"

Marcel Vincenti
Colaboração para o UOL, do Cairo (Egito)

O monte Sinai e o mar Vermelho foram cenários para momentos fundamentais da novela "Os Dez Mandamentos", da Record, que teve sua primeira parte concluída nesta segunda-feira (22). 
A região, onde Moisés teria recebido as Tábuas da Lei enquanto conduzia o povo hebreu em sua travessia para a Terra Prometida, é hoje um misto de terreno de peregrinações, paraíso de hedonistas e cenário de guerra.

O monte Sinai é um grande ponto de atração de turistas para o Egito, que costumam subir a montanha percorrida por Moisés durante a madrugada e, ao chegar lá em cima pelo amanhecer, admirar o que talvez seja o mais mágico nascer do sol do Oriente Médio, que envolve em luz e neblina os áridos vales que marcam a área. 

Chamado pelos árabes de "Jebel Musa" (Montanha de Moisés), o monte Sinai tem 2.290 metros de altura e seu cume pode ser atingido de duas maneiras: sobre o lombo de camelos ou a pé, através de uma trilha conhecida como Escada da Penitência, na qual os andarilhos devem superar 750 degraus irregulares de pedra. A empreitada é cansativa e, geralmente, se vê envolta por temperaturas gélidas. Mas tais desafios só fazem o passeio ganhar ainda mais sua cara de peregrinação.

 
Alljengi/Creative Commons
Turistas assistem ao nascer do sol do topo do monte Sinai, no Egito
 
Atrações religiosas não faltam no destino: na área da montanha fica o monastério de Santa Catarina, cuja origem remonta ao século 4 d.C. e que abriga uma das comunidades monásticas mais antigas do mundo. No complexo é possível visitar edifícios como a Capela da Sarça Ardente (no local onde Deus teria falado com Moisés) e a Igreja da Transfiguração, onde se encontram os restos da mártir Santa Catarina, que batiza o complexo. 
 
Mar Vermelho
A Península do Sinai, onde se encontram o monte Sinai e o monastério de Santa Catarina, é banhada por outro ícone bíblico: o mar Vermelho. Se Moisés o cruzou durante o Velho Testamento, em uma cena que deu pico de audiência à Record, hoje os turistas gostam é de afundar nesse corpo de água.
A poucas horas do monte Sinai ficam dois balneários antagonistas. De um lado, está Sharm el-Sheikh, um recanto de hotéis caros, cassinos e discotecas, com ótimas águas para o nado e snorkel. Do outro fica Dahab, um lugar de atmosfera hippie recheado de pousadas baratas, restaurantes em conta e uma orla que exibe um mar cristalino.
Esta parte do litoral egípcio tem alguns dos melhores pontos de mergulho do Oriente Médio, com recifes extremamente coloridos e lindos peixes. O famoso Buraco Azul, por exemplo, indicado apenas para mergulhadores experientes, tem mais de 100 metros de profundidade. 

 
Creative Commons
A Península do Sinai é banhada pelo mar Vermelho e tem ótimos pontos de mergulho
 
Infelizmente, a Península do Sinai está hoje mais propensa a ser vista através de uma tela de TV do que em uma jornada de verdade. O lugar é atualmente território de atuação de grupos terroristas. Há indícios de que a queda da aeronave russa que viajava entre o balneário de Sharm el-Sheikh e São Petersburgo no último dia 31 de outubro foi causada por uma bomba plantada no avião, em solo egípcio, pelo Estado Islâmico.

Essa instabilidade faz com que diversos países do mundo não aconselhem, neste momento, jornadas para a maior parte do Sinai. O ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, por exemplo, diz que apenas "viagens extremamente essenciais" devem ser realizadas à área que rodeia o monastério de Santa Catarina e sua montanha sagrada.
Sharm el-Sheikh, por sua vez, não é um destino proibido pelo governo britânico. Mas ir à região e não poder visitar o monte Sinai por medo de ataques terroristas é, sem dúvida, um grande pecado.

http://viagem.uol.com.br/noticias/2015/11/25/praias-montanhas-e-terrorismo-veja-o-cenario-real-de-os-dez-mandamentos.htm

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ruínas históricas e águas azuis dão charme ao Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuc.
 
http://imguol.com/c/entretenimento/2013/08/02/forte-sao-francisco-xavier-fica-entre-as-praias-de-gaibu-e-calhetas-em-cabo-de-santo-agostinho-1375486626233_956x500.jpg
Forte São Francisco Xavier fica entre as praias de Gaibú e Calhetas, em Cabo de Santo Agostinho
Cabo de Santo Agostinho poderia ser considerada apenas mais uma cidade do Nordeste brasileiro com praias paradisíacas, de águas cristalinas e natureza exuberante. Mas uma visita revela que o destino, em meio às ruínas e às construções que datam do século 17, preserva uma rica fonte de cultura brasileira.
A cidade é reconhecida como marco geológico mundial por ser o ponto de ruptura entre os continentes africano e sul-americano. Contornada por recifes e manguezais, a região é a única em todo o país onde existem rochas graníticas de 102 milhões de anos. São nove praias distribuídas em uma área de 445 km².

É possível conhecer a cidade em um dia em um passeio de buggy, um roteiro que inclui todas as praias, mirantes, a Vila de Nazaré (onde ficam as ruínas históricas, capelas, igrejas e falésias) e o famoso banho de argila (um lago de solo argiloso procurado por turistas que se interessam pelos benefícios estéticos que a aplicação do material traz para a pele). Depois de ter uma visão panorâmica de todas as atrações, fica mais fácil escolher para que lado seguir e traçar seu próprio roteiro.
A temperatura média anual é de 28ºC e, na maior parte do ano, o acesso de carro é fácil, apesar de a estrada ser de terra em alguns trechos. Mas na época das chuvas, de abril a julho, o trajeto pode ficar esburacado. No caminho, o rústico casario local abriga vendas de frutas típicas do Nordeste, como jaca, caju e goiaba.

A história não oficial conta que na costa do Cabo de Santo Agostinho o navegador espanhol Vicente Yanéz Pinzón teria ancorado pela primeira vez no Brasil, em janeiro de 1500, antes da esquadra de Pedro Álvares de Cabral desembarcar na Bahia. Pinzón não tomou posse do território por causa do Tratado de Tordesilhas, que determinava que estas terras pertenciam a Portugal. Nesta época, a região era habitada por índios da etnia Caeté.

Primeiramente nomeado de "Santa Maria da Consolação" pelo explorador espanhol, a descoberta oficial foi feita pelo navegador italiano Américo Vespúcio, no dia 29 de agosto de 1501. As primeiras povoações datam de 1618 e a maioria dos núcleos se concentrou no ponto mais alto da cidade: a Vila de Nazaré, região hoje conhecida como Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti.

Na época em que reinava o cultivo e a exportação da cana-de-açúcar no Brasil, Cabo de Santo Agostinho também viveu momentos de glória, tendo sido considerado o poderio econômico do estado pernambucano. O primeiro engenho a ocupar a região foi o Madre de Deus (hoje Engenho Velho) e mais tarde o Massangana, onde viveu o abolicionista Joaquim Nabuco. Em 27 de julho de 1811, Cabo de Santo Agostinho foi elevada a Vila e em 9 de julho de 1877 foi reconhecida como cidade.

http://viagem.uol.com.br/guia/brasil/cabo-de-santo-agostinho/index.htm

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Trilha "Caminho dos Deuses" coloca turista nos céus da Costa Amalfitana.
 
Do UOL, em São Paulo

Donchili/Creative Commons
Turista cruza o "Caminho dos Deuses", na Costa Amalfitana
Turista cruza o "Caminho dos Deuses", na Costa Amalfitana

A Costa Amalfitana, no sul da Itália, é um destino perfeito para quem gosta de passar as férias deitado sobre lindas praias, fazendo pouco mais do que tomar sol e curtir uma boa gastronomia.  
Mas a região também oferece uma opção para quem quiser colocar o esqueleto para se mexer. Trata-se da trilha "Sentiero Degli Dei" ("Caminho dos Deuses"), cujo nome não é exagero: o percurso, que se estende entre as localidades de Agerola e Positano, leva o turista para cima das montanhas que ficam ao lado da orla amalfitana, oferecendo lindas visões aéreas das vilas da área e do mar Tirreno.
As caminhadas pela trilha duram cerca de três horas, passam pelas famosas plantações de limão dessa região da Itália e chegam a oferecer vista até para a ilha de Capri. Conventos antigos isolados quase no meio do nada também surgem no roteiro.

 
Karlis Dambrans/Creative Commons
A trilha cruza 7 km nas montanhas de uma das mais belas regiões da Itália

O "Sentiero degli Dei" tem cerca de 8 quilômetros de extensão, chega a 650 metros sobre o nível do mar e é cheio de subidas e descidas: é preciso estar em boa forma física para percorrê-lo. Pessoas com vertigem também podem se sentir desconfortáveis, visto que a trilha passa ao lado de algumas encostas íngremes.
Mas o esforço vale a pena: o "Caminho dos Deuses" é a chance que o turista tem de ver a Costa Amalfitana de um ângulo diferente, onde as praias são apenas um dos componentes de uma região recheada de montanhas verdejantes e paisagens bucólicas.
O começo do caminho, em Agerola, é facilmente acessível a partir de locais turísticos como Positano e Amalfi.  

 
Karlis Dambrans/Creative Commons
A natureza da Costa Amalfitana vista do "Caminho dos Deuses"

 
Karlis Dambrans/Creative Commons
Na trilha, turistas caminham pelas encostas verdejantes da Costa Amalfitana

 
Karlis Dambrans/Creative Commons
A Costa Amalfitana vista de ângulos únicos desde o "Caminho dos Deuses"

 
Fiore S.Barbato/Creative Commons
Do "Caminho dos Deuses" é possível ver conventos e plantações nas colinas

 
Fiore S. Barbato/Creative Commons
Convento di San Domenico surge no "Caminho dos Deuses", na Itália
 
http://viagem.uol.com.br/noticias/2015/11/17/trilha-caminho-dos-deuses-coloca-turista-nos-ceus-da-costa-amalfitana.htm 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Rota Ecológica de Alagoas tem cozinhas encantadoras em vilas de pescadores


Camila Fróis e Fernando Angeoletto (fotos)
Colaboração para o UOL, de Maceió 


Quem avista pela primeira vez as singelas casinhas envoltas por coqueirais ou caminha com água pelas canelas entre as piscinas naturais quentinhas da Praia do Toque mal se lembra que está a menos de 100km de Maceió, um dos destinos mais frequentados do Nordeste. De Barra de São Miguel a Japaratinga, a chamada Rota Ecológica de Alagoas segue por entre vilas de pescadores, alheias ao zum-zum-zum do mundo.
A maior preocupação de quem vive ali é saber a hora em que a maré sobe ou desce. Quando recua, é possível fazer longas caminhadas até os recifes imersos em uma paisagem de azul infinito, que integra a segunda maior costa de corais do mundo. Neste momento, as mulheres das comunidades locais se dedicam ao paciente ritual de catar conchinhas de mariscos, como a taioba e massunim, enterrados na areia. Enquanto isso, os homens se aventuram em mergulhos além da costa de corais atrás das lagostas, em uma espécie de caça submarina um tanto pitoresca.


Fernando Angeoletto/UOL
O mar turquesa de Maragogi é onde se capturam os frutos do mar premium usados na cozinha alagoana

As iguarias encontradas vão direto para as panelas dos chefs das pousadas fincadas na areia de praias semidesertas, como São Miguel dos Milagres ou Porto de Pedras. Camufladas na paisagem de Mata Atlântica que se debruça sobre o mar, muitas delas ostentam cozinhas despretensiosas, mas surpreendentes, sempre abastecidas por estes frutos do mar fresquíssimos.
A culinária alagoana se vale de um interessante intercâmbio cultural, pois alguns restaurantes são comandados por italianos, franceses, israelenses, portugueses e brasileiros, que escolheram esse cantinho silencioso do mundo para desacelerar o ritmo e cozinhar divinamente bem. Por isso, mesmo que você se hospede em apenas uma das pousadas do roteiro, a ordem é peregrinar pelas diferentes opções das praias vizinhas e conferir o charme discreto de cada uma, além dos cardápios exclusivos.
Vale ainda se esticar até a popular praia de Maragogi, localizada a 20km depois de Japaratinga, para conferir as criações do Festival de Lagosta (www.festivaldalagosta.com.br), que acontece anualmente no mês de setembro. Encerrado o evento, os pratos ficam disponíveis em cerca de 20 restaurantes participantes durante um ano. O destaque de 2015 é o lagostim com risoto de coco do Hotel Salinas, que combina as duas maiores preciosidades da região. Também vale a pena experimentar criação do Hotel Areias Belas: uma lagosta que leva banana da terra, manteiga e gengibre.
Conheça algumas pousadas que conquistaram seus hóspedes literalmente pelo estômago.


Divulgação/Pousada do Toque
Peixe no molho de limão na Pousada do Toque
 
Pousada do Toque (São Miguel dos Milagres)
Pioneira, e a mais sofisticada da rota, integra a associação das seletas pousadas de charme do Brasil. A fama da gastronomia premiada do lugar faz jus à dedicação do chef e proprietário Nilo Burgarelli. Suas criações conquistam os paladares mais exigentes com mimos como o mel de flores e frutas do mangue, ingrediente que dá o toque exclusivo no roesti de macaxeira recheado com moqueca de massunim. O mel, aliás, é um xodó do chef. Também vai no lagostim com purê de abóbora e cuscuz de milho, e ainda na mousse de coco com mel do engenho.

Ali, o café da manhã não tem hora para acabar, mas a liberdade não termina por aí. Além do cardápio premiado, os hóspedes tem acesso a uma cozinha gourmet inteiramente à disposição. Os utensílios, temperos e azeites dos mais diversos lugares do mundo ficam por conta. É só reservar o espaço e avisar quais os ingredientes você pretende preparar que a equipe deixa no ponto.


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Peixe grelhado com fatias de banana-da-terra ao molho de manga, couve e arroz com coco, limão e pimenta calabresa, folhas de rúcula com azeite de curry
 
Pousada Amendoeira (São Miguel dos Milagres)
Com mesas espalhadas em cantinhos charmosos de um jardim à beira-mar, o restaurante do estabelecimento, localizado na Praia do Toque, oferece um cardápio pra lá de tropical. A responsável pelas criações, Jessy Greenhut, investe em grãos integrais, robalos, lagostas e polvos, além de hortaliças orgânicas colhidas na horta própria. O resultado são pratos muito coloridos, leves e, ao mesmo tempo, de sabor intenso, valorizados por uma apresentação caprichada. 

Algumas propostas do menu revelam as origens israelenses de sua família, e também do marido e sócio Tsachi. Um exemplo é o filé de peixe em crosta cítrica de amêndoas, acompanhado de cuscuz marroquino com legumes e abobrinhas grelhadas. Outras opções não poderiam ser mais nordestinas, como o sugestivo “Amarelo e Manga”: peixe grelhado com fatias de banana-da-terra (muito típica da região) ao molho de manga, couve e arroz com coco, limão, pimenta calabresa e folhas de rúcula.
Mesmo com tanta brasilidade junta, o azeite de curry dá o toque árabe. E os pratos com camarões também são imperdíveis. Um deles é picante e leva molho de coco com coco chips (crocante). Já o camarão pinguço é flambado com cachaça e servido com abobrinhas grelhadas ao caramelo de balsâmico – simples e apaixonante. A recepção dos anfitriões e funcionários é para te fazer sentir absolutamente em casa. Quem não está hospedado no local precisa fazer reservas.


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Entrada de agulhinha com uma apresentação criativa da chef Corine
 
Pousada Cotesud (São Miguel dos Milagres)
A francesa Corine, proprietária e comandante da cozinha, usa e abusa dos peixes sazonais e das demais delícias da região. De sabor mais suave que a ostra, a geleia dourada (extraída do ouriço), que tem um leve aroma de maresia, parece uma descoberta gastronômica por aqui, embora já seja muito apreciada na Europa, especialmente em receitas japonesas. Como a grande paixão da chef é inventar moda, o cardápio é diverso, fresco e está sempre repleto dos sabores do mar e dos mangues dos arredores, inclusive nos recheios das massas preparadas na própria pousada – vale conferir o canelone de siri. 

Alguns pratos são valorizados por técnicas simples de preparo, como os peixes grelhados na churrasqueira aquecida com brasa de coco. O processo deixa as carnes defumadas com um aroma delicioso do fruto. Outros mimos delicados estão nas sobremesas. O cupcake, por exemplo, leva farofa de speculoos, biscoito belga, típico da região de Flandres, com cor de caramelo e sabor de especiarias como cravo e canela.
A adega é mais uma atração internacional, incluindo rótulos chilenos, franceses, portugueses e africanos, indicados por Corine para acompanhar as suas diferentes criações. Depois do almoço, a grande pedida é uma tarde de preguiça na biblioteca ao ar livre da pousada, de frente para o mar e cercada de oito mil hectares de natureza preservada. No meio da tarde, o espaço é abastecido com café e bolos saídos do forno.

 
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Café da manhã na Pousada Beijupirá inclui diversos quitutes regionais, como tapioca, banana da terra com coco e cuscuz
 
Pousada Beijupirá (Porto de Pedras)
Com um ambiente rústico chique, a aldeia Beijupirá é um lugar para esquecer de vez a rotina, dormir ao som do quebra-mar e tomar um café da manhã todo especial com vista para a piscina e o oceano, acompanhado de sucos de frutas da época, pães caseiros, tapioca quentinha, cuscuz, banana da terra, geleias, entre outros quitutes regionais.

Quando se fala nas refeições principais, o cardápio oferece opções interessantes, como o peixe beijupirá - que dá nome à pousada. Típico do Nordeste, o pescado agrada com sua carne branca e fresca, além de textura macia. O gosto suave e delicado o torna muito versátil, sendo acompanhado de frutas, azeites e especiarias.
Uma das opções da Aldeia é o beijupirá grelhado e perfumado com canela, servido com molho de tamarindo, arroz com curry e banana da terra caramelada com crosta de coco fresco.

Já o beijupitanga é preparado na chapa com azeite, batata temperada, arroz de castanha, molho de pitanga. A sobremesa mais pop da casa é simples, refrescante e imperdível: sorvete de capim santo.

http://viagem.uol.com.br/guia/brasil/maragogi/roteiros/rota-ecologica-de-alagoas-tem-cozinhas-encantadoras-em-vilas-de-pescadores/index.htm