Guia de viagem: Aruba é um destino perfeito para quem ama calor.
Da Redação
© Reprodução Instagram Aruba-praia
Aruba é o Caribe sem erro: clima ensolarado e quente o ano inteiro, inúmeras praias com mar que mescla tons do azul-turquesa ao verde-água, boas opções de resorts pé na areia, restaurantes bacanas e alta dose de adrenalina em passeios para mexer o corpo quando se cansar da espreguiçadeira do hotel.
A Ilha Feliz, como é conhecida, fica ainda mais convidativa aos brasileiros porque não precisamos de visto para entrar no paraíso nem fazer um intensivão para garantir a comunicação – o papiamento, idioma oficial junto com o holandês, mistura várias palavras do português (o “bom dia” vira “bon dia”, por exemplo). E, na hora de comprar seu souvenir, os florins arubanos não vão fazer falta se você tiver dólar ou euro. Separe os biquínis (um maiorzinho para as aulas de windsurfe) e embarque rumo ao verão para…
…Relaxar em frente a um mar inacreditavelmente azul
A maioria dos hotéis se estende pelas praias de Eagle e Palm Beach, de águas calmas e claras. Faça uma caminhada de reconhecimento pelos longos trechos de areia branca ao lado das “divi-divi”, árvores-símbolo local – os troncos parecem ter sido retorcidos pelo vento em direção ao mar. Eagle Beach, inclusive, foi considerada a terceira praia mais linda do mundo pelos usuários do site TripAdvisor neste ano.
Alugue um carro ou uma scooter para chegar a outros pontos, sem os prédios dos hotéis no horizonte, como Malmok Beach e Arashi Beach, onde só alguns quiosques de sapê fazem sombra. Em direção ao sul da ilha, vale parar em Mangel Halto, uma piscina natural cristalina enfeitada por um mangue com deque de madeira. Depois, rume a Baby Beach, outro pedacinho
de sonho em Aruba: com formato de meia-lua, tem um mar azul tão claro que permite ver os peixinhos passando embaixo da gente. Ótimo lugar para assistir ao sol se pôr!
…Movimentar o corpo numa paisagem inesperada
O Parque Nacional Arikok, que cobre mais de 20% da ilha, faz contraste incrível com as praias. A região concentra colinas áridas, cavernas, cactos e rochedos que despencam no mar –
as vistas são incríveis e garantem fotos de tirar o fôlego! No centro de visitantes, passe pelo pequeno museu para ter uma ideia melhor
do lugar e retire guias que levam a trilhas de diferentes extensões e podem terminar com um mergulho refrescante na Cura di Tortuga, piscina natural represada entre as pedras.
Quer mais adrenalina? Contrate um passeio guiado de mountain bike na Aruba Active Vacations,
que oferece tours para todos os níveis de condicionamento (a experiência de 2h30, com transfer do hotel, sai por US$ 55). A pedalada diferentona percorre um terreno acidentado, com pedras, vegetação rasteira e areia.
Onde ficar em Aruba
Resort completo
O Aruba Marriott Resort (diárias desde US$ 269)
é um dos preferidos dos brasileiros que vão a Aruba. De frente para um belo trecho de Palm Beach, reúne quartos grandes com varanda, restaurantes e bares (alguns deles pé na areia) e o maior cassino da ilha, o Stellaris. O centro fitness moderno fica aberto 24 horas e o ótimo Mandara Spa oferece massagens a dois.
Hospedagem + bem-estar
Na vizinha Eagle Beach, o hotel-butique Manchebo Beach Resort & Spa (diárias desde US$ 250) tem pegada wellness: todos os dias, há aulas
de ioga e pilates gratuitas na programação, além de spa e academia, tudo entre belos jardins.
Intimista
O Bucuti Tara Beach Resort (diárias desde US$ 350) chama a atenção dos casais. Exclusivo para adultos, tem quartos superespaçosos, spa, academia e restaurantes de primeira, além de cabanas na areia da praia onde uma piña colada está a um estalar de dedos.
Se quiser exclusividade
Se você gosta de ostentar cliques para suas redes sociais, o Renaissance Aruba Resort & Casino (diárias desde US$ 191) oferece uma ilha privativa com flamingos (fotogênicos e mansinhos!) que só os hóspedes podem visitar.
Bom custo-benefício
Fique no Beach House Aruba (diárias desde US$ 95), na bela Hadicurari Beach, com oito quartos fofos e coloridos com cozinha e piscina com jardins e rede.
…Gastar calorias na água
No finalzinho de Palm
Beach, alugue sua
prancha de stand-up
paddle com a empresa
Vela (
US$ 25 a hora) e reme
curtindo a brisa no mar
tranquilo – melhor
fazer isso no fim da tarde, quando o sol dá uma aplacada. A empresa também organiza aulas de SUP Yoga (a partir de
US$ 60) para quem se garante no equilíbrio (um core forte é essencial).
O passeio de caiaque pela ilha (a trip de seis horas da Kayak Adventure inclui equipamento, guia, almoço e transfer do hotel a partir de US$ 80) passa por lugares inesquecíveis como a Spanish Lagoon, uma lagoa turquesa com cara de fundo de tela de computador. Já os ventos que chegam à costa oeste são aproveitados para kite e windsurfe – a Windsurfing Aruba oferece aulas de duas horas a partir de US$ 50.
Mas, se o seu negócio é se jogar na água mesmo, contrate um tour de barco da Jolly Pirate; US$ 60, com quatro horas de duração): mergulhe com snorkel nos recifes de corais de Boca Catalina, onde a vida aquática inclui peixinhos coloridos, estrelas-do-mar, moreias e tartarugas, e depois aproveite os drinques e comidinhas inclusos.
Dia extra:
…Passear por lojinhas e construções históricas
Sobrou tempo na ilha ou gosta de se aprofundar na cultura local?
O centro guarda algumas casinhas coloniais coloridas e programas culturais, como o Museu Arqueológico de Aruba, que tem uma
coleção novinha sobre a história da arqueologia na ilha e uma fachada fotogênica.
Na Main Street e ruas adjacentes, lojas internacionais como Victoria’s Secret, Nike e Mango dividem espaço com o comércio de souvenir e redes locais interessantes – compre os presentes de viagem na Aruba Aloe, que vende cosméticos cheirosos à base de aloe vera produzida na ilha em embalagens com carinha artesanal.
Já se você ama uma feirinha, veja as do L.G. Smith Boulevard, com comidinhas
e souvenirs (camisetas, bolsas, bijuterias, entre outras coisas). Termine o dia no Pinchos Grill & Bar, um restaurante de palafita com pratos com frutos do mar, como ceviche de peixe e cauda de lagosta com maionese de curry e abacaxi (preço médio, US$ 30).
Onde comer e beber em Aruba
O público número 1 de Aruba são os americanos, por isso há muitas redes de fast-food por lá. Mas também não faltam bons restaurantes.
Chef badalado
O White Modern Cuisine traz o menu degustação com cinco pratos (US$ 85) do chef arubano Urvin Croes (atum com molho creole e creme de abacate, por exemplo). Tente uma reserva na área externa.
Romantismo em alta
Outra pedida sofisticada é o Scraming Eagle, que mistura a Europa com o Caribe em receitas como a lagosta com pasta carbonara. Dá para trocar a mesa com vista para o mar por uma cama king-size para um jantar romântico.
Pegada fit
Já o Yemanja traz um menu de comida saudável, com uma grande variedade de saladas, sopas e pratos vegetarianos.
Comida local
Para se esbaldar de frutos do mar e drinques geladinhos, vá no Aqua Grill – a entrada é uma seleção de ostras.
Parada rápida
Mas, se a ideia é apenas fazer um lanchinho saudável no meio do dia, passe no Garden Fresh Café, famoso por seus shakes de frutas e wraps com ingredientes orgânicos.
Como chegar em Aruba
Não há voos diretos do Brasil para a ilha, cujo tamanho equivale a um quarto de Florianópolis. De Avianca, é preciso parar na Colômbia para então pegar mais uma hora de avião até a capital, Oranjestad. A alternativa é voar de Copa Airlines com conexão no Panamá e mais uma hora e meia antes de ver o mar caribenho pela janelinha.
Quando ir para Aruba
Aruba tem sol o ano todo e está livre de furacões que assolam grande parte do Caribe. Uma dica boa é ir entre abril e agosto, época das férias de verão para
os americanos (eles vêm mais de dezembro a março, quando está frio por lá). Na baixa temporada, os preços dos hotéis caem para menos da metade do preço.
https://www.msn.com/pt-br/viagem/noticias/guia-de-viagem-aruba-%c3%a9-um-destino-perfeito-para-quem-ama-calor/ar-BBIFFJH
De Norte ao Sul: 6 praias brasileiras paradisíacas e que quase ninguém visita.
Paulo Nobuo
© marcio chagas/shutterstock calhetas praia pernambuco 0218 400x800
Com mais de 7.367 km de extensão, o litoral brasileiro é o 16º maior do mundo e conta com mais de 2 mil praias. Se uma pessoa decidisse visitar uma praia por dia, levaria quase 6 anos para ver todo o litoral do país.
Mesmo diante de toda a variedade, muita gente acaba frequentando os mesmos lugares, simplesmente por não conhecer algumas das praias brasileiras paradisíacas que merecem a visita. Confira algumas sugestões, de norte ao sul do país:
Praias brasileiras pouco visitadas
© rodrigo guim/shutterstock ubatuba brava da almada 0218 400x800
Praia Brava da Almada: localizada em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, a praia é rodeada por mata Atlântica e tem paisagem paradisíaca com sua areia fofa e mar cristalino. A região é ideal para quem busca contato com a natureza e quer ficar longe de aglomerações.
© lazyllama/shutterstock itacoatiara praia rj 217 400x800
Itacoatiara: localizada no município de Niterói, bem perto da capital do Rio de Janeiro, a praia possui grande faixa de areia e belas formações rochosas. A área ainda agrada a turistas que gostam de trilhas que permitem a visão de toda a beleza da região.
© FoapAB/shutterstock pernambuco praia calhetas 0218 400x800
Calhetas: a praia de Pernambuco conta com águas tranquilas e tem sua paisagem paradisíaca composta por barquinhos no mar, bela faixa de areia, ideal para curtir um descanso apreciando o que há de mais bonito da natureza brasileira.
© Jamille Medeiros Ripardo/shutterstock icarai de amontada 0917 400x800
Icaraí de Amontada: a praia, uma das mais isoladas do Ceará, fica a 220 km de Fortaleza e é boa opção para pessoas que querem conhecer as belezas do Nordeste, mas sem ficar “brigando” por um espaço na areia em pontos turísticos agitados.
© Matt Amery/shutterstock parque municipal lagoinha do leste 0917 400x800
Parque Municipal Lagoinha do Leste: localizado em Santa Catarina, ele conta não somente com uma praia paradisíaca como também oferece passeios em cachoeiras e lagoas, visitadas apenas por trilhas a pé, em uma região cercada por 480 hectares de Mata Atlântica.
© Mariano Villafane/shutterstock alter do chao 0118 400x800
Alter do Chão: localizada na cidade de Santarém, no Pará, a praia fluvial é banhada pela água doce do rio Tapajós e tem vegetação amazônica. Conhecida como “Caribe Brasileiro”, ela tem 100 km de extensão e é visitável apenas algumas vezes ao ano, quando a maré do rio está baixa.
https://www.msn.com/pt-br/viagem/noticias/de-norte-ao-sul-6-praias-brasileiras-paradis%c3%adacas-e-que-quase-ningu%c3%a9m-visita/ar-BBJMmso
Silversea anuncia cruzeiro de 167 dias e 30 países para 2021.
Marcel Buono
A Silversea Cruises levará seus cruzeiros para um novo patamar a partir de 2021, quando seu Uncharted World Tour será realizado pela primeira vez a bordo do Silver Cloud. Serão 167 dias de viagem com 107 portos para atracar e 30 países para visitar entre 30 de janeiro e 16 de julho. A cidade de Tromso, na Noruega, será o destino final da expedição marítima que terá Ushuaia, na Argentina, como ponto de partida.
Divulgação/Silversea
Silver Cloud conta com casco reforçado para superar obstáculos de gelo
A longa viagem está programada para ter dez etapas, começando com uma visita à Antártica antes de subir pela costa do Chile até Valparaíso. Entre 17 de fevereiro e 28 de abril, o navio atravessará o Oceano Pacífico, passando por dezenas de ilhas como a Ilha de Páscoa, Bora Bora e Taiti, além do litoral norte da Austrália, antes de atracar em Singapura.
Na Ásia, a embarcação viajará pela Índia e por portos na Península Arábica antes de atravessar o Canal de Suez rumo ao Mar Mediterrâneo. As ilhas gregas são as primeiras atrações europeias do itinerário, com uma parada em Atenas programada para o início de junho. Ainda no Velho Continente, cidades como Cagliari (Itália), Sevilha (Espanha) e Lisboa (Portugal) aparecem com destaque na viagem.
Após atravessar o Canal de Gibraltar e invadir o Oceano Atlântico rumo ao Norte, o Silver Cloud passará por portos franceses antes de atracar em Londres, capital da Inglaterra. De lá, segue subindo pelo Reino Unido até encontrar a Islândia, tendo Reykjavik como ponto de partida da última etapa do roteiro.
No dia 3 de julho, a embarcação deixa a isolada ilha próxima do Ártico e segue para ainda mais perto do Polo Norte da Terra, mais precisamente para Svalbard, ilha que já faz parte do território norueguês. No dia 16, Tromso, oitava maior cidade da Noruega, marca o fim da epopeia.
Desenvolvido para superar até os mares congelados dos extremos do planeta, o Silver Cloud tem capacidade para 254 passageiros e 212 tripulantes. No total, são oito opções de suítes, cada uma mais luxuosa que a anterior, para viajantes que buscam explorar as belezas do mundo com o máximo de conforto.
https://www.panrotas.com.br/destinos/luxo/2019/01/silversea-anuncia-cruzeiro-de-167-dias-e-30-paises-para-2021_162001.html
Búzios: roteiro completo pelas atrações do município.
Ariene Leite
© iStock Ferradura, Buzios Rio de Janeiro,
Dizem que não devemos retornar aos lugares em que fomos felizes. O aforismo popular parecia fazer sentido sempre que eu pensava em voltar a Búzios. Talvez para manter a lembrança intacta, porque “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia…”, como na canção do Lulu. A calmaria da pequena Praia dos Ossos, o rebuliço da Rua das Pedras, a brisa da Orla Bardot, as luzes prateadas do mar no fim da tarde, os barquinhos coloridos – será que tudo continuava lá? Foi um cenário que marcou uma época luminosa da minha vida, nos idos dos anos 90, quando Búzios era sinônimo de sol, sal, paixão, pescarias, mergulhos, dias inesquecíveis e noites de estrelas cadentes.
Pois foi exatamente na mesma Praia dos Ossos, onde eu costumava alugar casas de férias, que descobri, quase duas décadas depois, um novo canto – e o encanto se refez. Do lado esquerdo da praia, aos pés da Igreja de Sant”Ana, uma antiga capelinha branca, envolta em hibiscos vermelhos, fica o hotel Vila da Santa.
Sabemos que a hospedagem faz toda a diferença em um destino repetido. A arquitetura do lugar é inspirada em uma vila de pescadores do Mediterrâneo, com os quartos distribuídos entre pátios e escadas em diversos níveis.
Um charme. No quarto, ao abrir as portas de treliça da varanda, dei de cara com a piscina, de desenho ondulado, entre canteiros de roseiras em flor. “A última novidade é sempre uma rosa”, diz um poema de Mario Quintana. Logo me inspirei em revisitar a praia, na mesma tarde. E não é que a prainha dos Ossos continua praticamente igual? A clássica Pousada Corsário ainda ocupa a esquina principal. O casarão em frente, que eu alugava fora de temporada, também virou pousada. Não cheguei perto porque achei estranho ver pássaros em gaiolas decorativas no jardim. Soube depois que as gaiolas ficam abertas. Menos mal.
Praias e prainhas
© Wikimedia Commons A Praia da Armação, barquinhos, pescadores… Tá sentindo a maresia?
Armação dos Búzios, ou simplesmente Búzios, é uma península com 23 praias, distribuídas em 8 quilômetros de extensão. Ficar na Praia dos Ossos é tão conveniente quanto no Centro. Embora não seja boa para banho de mar, a praia tem um visual sensacional e seu ponto de “aquatáxi”. Uma das comodidades divertidas em Búzios são os barcos-táxi, que levam às praias mais próximas, como Azeda e Azedinha, aonde se pode chegar também por uma trilha curta.
O barquinho rapidamente me transportou de volta ao passado para eu ver que as duas praias vizinhas continuam belas e sossegadas. Não têm sequer barracas, apenas vendedores ambulantes, que passam com bebidas e petiscos como espetinhos de queijo coalho e camarão. Outra particularidade do balneário são as praias gêmeas – uma maior e uma menor, com o nome no diminutivo. Tem João Fernandes e João Fernandinho, gostosas para banho, com ondas leves e faixa de areia generosa.
Na temporada, lotam, e é comum os bares cobrarem consumo pelo lugar ao sol. Também são as preferidas dos argentinos, e eles são muitos em Búzios! Já Tartaruga e Tartaruguinha, mais distantes dali, são tão concorridas quanto. Atraem os visitantes pelas águas tranquilas e a chance de ver tartarugas marinhas.
A Praia dos Ossos é uma localização estratégica porque fica a 15 minutos a pé da Rua das Pedras, onde se concentra boa parte do agito – a partir de uma caminhada pela Orla Bardot. A atriz francesa Brigitte Bardot deu fama internacional ao balneário, quando se refugiou ali, nos anos 60, a ponto de batizar um calçadão e ganhar uma estátua.
Fazer uma foto com BB é um dos clichês turísticos ao qual poucos visitantes resistem. Ao longo da orla, há também a escultura dos pescadores puxando uma rede no mar, um dos cartões-postais da cidade, e um Juscelino Kubitschek, deslocado e difícil de identificar. Tudo obra da escultora paulistana Christina Motta, que recentemente recriou Tom Jobim no calçadão de Ipanema.
Quem te viu, quem te vê
Brigitte Bardot descobriu Búzios em 1964, uma praia então deserta, fugindo de jornalistas e fotógrafos. Gostou tanto que ficou mais de três meses na vila de pescadores, que era “selvagem”, como ela mesma definiu, em entrevista recente ao site da Radio France Internationale (RFI). “Guardo recordações únicas. Na época, era apenas uma aldeia de pescadores, sem água encanada ou eletricidade. Vivíamos como Robinson Crusoé em praias selvagens e desertas. As ruelas eram cheias de leitões pretos e galinhas. Nós vivíamos de pesca, farofa, mangas e muito sol”, disse a atriz. Não demorou para Búzios ficar conhecida como a “Saint-Tropez brasileira” e receber cada vez mais turistas.
A lembrança mágica, porém, se quebrou diante dos rumos que o balneário tomou. “O que Búzios se tornou hoje me deixa atordoada. É uma pena”, lamentou madame BB, na mesma entrevista. É verdade que Búzios não é mais aquele oásis de tranquilidade, especialmente na alta temporada, mas não perdeu de todo o savoir-faire. Quanto à atriz francesa, uma mulher de 82 anos ainda bela e conhecida pelo engajamento na defesa dos animais… Não se pode dizer que sua biografia seja coerente com o estilo hippie que marcou sua passagem pelo lugar que celebrizou.
© Wikimedia Commons Uma das fachadas com janelas coloridas da Prla Bardot
À medida que envelheceu, a musa ousada abraçou teorias de extrema direita e declarou apoio à candidata Marine Le Pen. Ainda bem que a Orla Bardot continua a mesma, cortada por um longo cais de madeira, daqueles que convidam a passear e esquecer os olhos no horizonte. Logo no início, para quem vem dos Ossos em direção ao Centro, outro cais chama a atenção pela quantidade de gaivotas empoleiradas em fila, numa espécie de corrimão do deque. O “cais dos pescadores”, como é conhecido, fica ao lado do Iate Clube.
Abriga um bar meio bagunçado, com um cardápio plastificado que oferece isca de peixe e lula à dorê a preços salgados para as instalações, mas com boa cotação para a cerveja de garrafa. Deu para descolar uma mesinha e ficar a ver barquinhos e gaivotas, ao sol de inverno no meio da tarde.
Logo mais adiante, do lado esquerdo da orla, o Morro do Humaitá concentra algumas das pousadas mais charmosas do balneário, com vista king-size para a Baía da Armação. É o caso da romântica Vila d”Este, em que as suítes mais sofisticadas têm hidro na varanda. No verão, o terraço e a piscina de borda infinita são ponto de encontro para o sunset. Colado à piscina, o restaurante Altto oferece um menu de maravilhas do mar, como cherne com cuscuz de camarões, e carta de vinhos a preços atraentes.
© Divulgação Casas Brancas Boutique Hotel & Spa, Búzios
À noite, a vista é um palco iluminado. O vizinho Casas Brancas Boutique Hotel & Spa é um clássico da área. De estilo boho chic, seu terraço já estampou matérias de revistas do mundo inteiro. O restaurante italiano Deck, no térreo, de frente para o calçadão, teve seu cardápio recentemente reformulado pelo chef argentino Gonzalo Vidal, responsável também pelo Místico, restaurante sensação do momento na Pousada Abracadabra.
Com vista panorâmica para o mar da Armação, a Abracadabra tem um belo custo/benefício para quem procura algo luxuoso. A decoração é clean, com muito branco, madeira e varandas espaçosas. O café da manhã caprichado, com sucos detox em garrafinhas individuais e bolos caseiros, é de dar saudade.Argentino de Santa Fé, o chef Gonzalo Vidal, aos 31 anos (nove deles no Brasil), trocou o Rio por Búzios, há um ano, para criar uma cozinha que define como “honesta, sazonal, fresca sem frescura”.
© Reprodução Sobremesa do Restaurante Mistico, em Búzios
Segui o conselho de uma amiga carioca e fui conferir o restaurante Místico. O menu degustação foi surpreendente, começando com sashimi de namorado, marinado em salicórnia (uma planta marinha salgada) e molho ponzu, seguido de cupim braseado com musseline de raízes e uma inusitada “gema frita”, crocante por fora e molhadinha por dentro, entre outras invenções. O único senão foi para o tortellini de cordeiro, um pouco duro. Nada que os morangos com baunilha e hortelã da sobremesa não fizessem esquecer, em uma noite realmente mística…
No dia seguinte, o chef Vidal falou sobre como Búzios, como toda cidade litorânea, sofre na baixa temporada. Somada à crise, essa dificuldade coloca em perigo a qualidade da oferta gastronômica. Dá para notar, ao caminhar pela orla, pelos restaurantes vazios, com garçons, de cardápio em punho, laçando turistas. Mas ele logo mudou de assunto e, entusiasmado, contou sobre um “peixe alucinante” que estrearia, naquela noite, no Deck. O resto-bar-pizzaria tem luz de velas e clima informal. Que sorte a minha conferir, em primeira mão, o polvo grelhado com nhoque de tomate. “O polvo chegou ainda vivo, a lagosta veio ontem…”, disse o chef.
Búzios by night
Embora concentre tantas praias bonitas, Búzios deve muito de seu glamour à vida noturna. A Rua das Pedras, fechada para carros, segue soberana do entardecer à madrugada, com restaurantes, bares, sorveterias e lojas em série. Permanecem inabaláveis a creperia Chez Michou, descolada e lotada, o Pátio Havana, com seus mojitos e charutos, o vegetariano Nirvana (agora com cachorro-quente vegano) e o romântico Cigalon, entre outros clássicos. O bate-perna frenético se estende às ruas paralelas e transversais.
Além de abrigar filiais das principais marcas dos shoppings cariocas, as lojas de moda praia da Rua das Pedras são imbatíveis. Os biquínis mais bacanas da minha vida foram comprados em Búzios. Na gastronomia, a nova onda é o Porto da Barra, complexo de restaurantes próximo ao cais da Praia de Manguinhos. Cheio de opções temáticas, do sushi ao ceviche, da culinária portuguesa à brasileira, o espaço convida a ver o pôr do sol e variar a paisagem do jantar.
Para estrear o biquíni novo, voltemos às praias. Desde que Búzios é Búzios, não podem faltar no roteiro Ferradura e Ferradurinha. Rasas e calmas, são as favoritas das famílias. A Ferradura tem sup, pedalinho, caiaque e areia plana, boa para caminhadas. Geribá, ao lado, é famosa pela concentração de jovens e surfistas. A galera se encontra no Fishbone Café para baladas e bebidinhas.
O pé na areia mais tradicional de Geribá é o Hotel Le Relais La Borie, um dos primeiros a se instalar por ali. Os 41 quartos passaram por reforma recente, mantendo o estilo branco total, quebrado por detalhes tropicais. A piscina aquecida com jacuzzi e cascata faz a alegria de crianças e adultos. Mas é na gastronomia que o hotel coleciona estrelas, ao organizar o Festival Les Pantagruels, uma farra gastronômica que, neste ano, trouxe grandes chefs franceses, como Nicolas Frion (uma estrela no Michelin), Olivier Briand (eleito melhor bistrô em 2006) e Bruno Capellari (Bib Gourmand Michelin). “É o único evento no Brasil que reúne tantos chefs do Michelin trocando experiências”, diz Renata Monti, curadora do evento.
De volta pro aconchego
© Wikimedia Commons A tardinha cai na Praia de Geribá
Depois de ver o sol se pôr em todo os tons de rosa no horizonte de Geribá, foi aconchegante voltar “para casa”, na Praia dos Ossos. À noite, o pátio central do Vila da Santa fica todo aceso, com o burburinho dos hóspedes misturado ao barulho do mar. Saboreando um dry martini, preparado pelo barman com maestria, me deixo levar pelas lembranças do dia e dos anos passados. Búzios, obviamente, não é mais a mesma. Mas o que garante que minhas recordações correspondem ao que realmente vivi nesse mesmo cenário?
Veja o que aconteceu com o escritor colombiano Gabriel García Márquez. No livro Doze Contos Peregrinos, ele fala poeticamente de cidades como Barcelona, Roma e Paris. Mas, depois de descrevê-las fielmente, conclui que nenhuma delas tinha algo a ver com suas lembranças: “Todas estavam rarefeitas por uma inversão assombrosa: as recordações reais me pareciam fantasmas na memória, enquanto as recordações falsas eram tão convincentes que haviam suplantado a realidade.
De maneira que me foi impossível distinguir a linha divisória entre a desilusão e a nostalgia”. Ele então reescreveu conto por conto, sem se perguntar mais onde terminava a realidade e começava a imaginação.
É verdade que o tempo andou indeciso nessa temporada. Não deu para testar os caiaques do hotel nem as massagens com algas do spa, bons motivos para retornar. Se a vida vem em ondas, talvez o segredo seja fazer ao contrário: em vez de guardar os paraísos vividos como refúgios mentais, devemos voltar aos lugares em que fomos felizes, sem medo de (não) ser feliz.
Onde Ficar?
© Divulgação Piscina da pousada “Le Relais La Borie”, em frente a praia de Geriba, em Búzios.
Na Praia dos Ossos, o Hotel Vila da Santa é uma graça e tem um café da manhã dos sonhos, e a Pousada Corsário tem clima colonial repaginado, piscina e estrutura para famílias. No Morro do Humaitá, fica o luxuoso Casas Brancas, do mesmo grupo da charmosa Pousada Abracadabra.
Casais adoram namorar no Vila d”Este. Sem vista para o mar, valem a pena o Hotel Doce Mar, com atmosfera clássica, e a Casa Búzios, com jardim e uma pequena piscina. No Centro, o Pérola Búzios é espaçoso e fica a um pulo da Rua das Pedras. OLe Relais La Borie, em Geribá, tem um celebrado restaurante francês e abriga o festival gastronômico Les Pantagruels.
Onde Comer?
Na Praça dos Ossos, além do restaurante mediterrâneo do Hotel Vila da Santa, o Haka Sucos reúne gente jovem em mesas coloridas para saborear sucos, sanduíches e tapiocas. Na Orla Bardot, o restaurante Místico fica dentro da Pousada Abracadabra. O Deck é focado em comida italiana artesanal. O Altto oferece uma das melhores vistas e excelentes pescados. O Le Bardot é especializado em carnes e vinhos argentinos.
Entre os veteranos, o Bar do Zé é o endereço de caipirinhas e camarões caprichados. Na Rua das Pedras e no Centro, vale considerar a “eterna” Creperia Chez Michou, o cubano Pátio Havana, o francês Cigalon. O Nirvana, anexo à loja de artigos indianos Samsara, oferece self-service vegetariano.
© Reprodução Restaurante Donna Jô, em Búzios
O Restaurante do David é daqueles antigos, com alma e cardápio farto, do peixe grelhado ao estrogonofe. No Porto da Barra, o gastrobar Belli Belli tem mesas disputadas para drinques ao cair da tarde e comida farta, como a costela de porco com barbecue de uísque Jack Daniel”s, que serve dois. Para culinária brasileira e italiana, a aposta é no Donna Jô, enquanto no Zuza, os bons risottos fazem sorrir.
Há ainda a tasca portuguesa Cais de Gaia e o Cadillac Art Bar para comer hambúrguer em clima retrô, ouvindo rock ao vivo. Fora do eixo, há ainda o celebrado Farinatta, mistura de bistrô, loja de vinhos e galeria de arte, em Geribá, que oferece massas diferentes, como ravióli com provolone e figo seco, e o Rocka, beach lounge de inspiração mediterrânea, na Praia Brava, para passar a tarde.
Compras
© Wikimedia Commons Vitrine de butique na Rua das Pedras
Os biquínis da Hola Brasil têm estampas gráficas com filtro UVB e são impecáveis. Na Yemanjá, os biquínis e as roupas são com uma pegada étnica, com foco nos tecidos naturais e tingimentos artesanais. Quem procura por acessórios não pode deixar de visitar a Feirinha da Praça Santos Dumont, também no Centro, com lindas opções de bijoux. Na Chic Hip , as alpargatas e papelines (sapatilhas ecológicas) estampadas são uma graça. ,
A loja de decoração Secrets de Famille é famosa por sua marcenaria de luxo e suas peças de design exclusivo. A Galeria Travessa dos Arcos reúne grifes como Osklen, Lacoste, Richards. Também é onde se pode encontrar as peças da artista Christina Motta, a mesma que fez a estátua de Brigitte Bardot.
Passear
A Praia Brava, como o nome diz, tem mar forte e ondas que atraem os surfistas. Uma das maneiras de chegar lá (a 30 minutos de caminhada do Centro) é contratar um passeio de buggy. O veículo é comum no balneário e faz escala em várias praias, em roteiros que podem ser combinados antes.
Pise leve
© Wikimedia Commons A Rua das Pedras não tem esse nome à toa. Recomendam-se chinelos ou calçados baixos e confotáveis
A Rua das Pedras não tem esse nome à toa. Recomendam-se chinelos ou calçados baixos e confortáveis
Tchibum biquiniless
A Praia Olho de Boi é a única dedicada ao naturismo. E aviso aos navegantes: é proibido entrar lá de roupa
Cardápio
São 23 praias. Quer tranquilidade? Vá para Caravelas, José Gonçalves ou Tucuns. Para agito, escolha Geribá ou Ferradura
https://www.msn.com/pt-br/viagem/praias/b%c3%bazios-roteiro-completo-pelas-atra%c3%a7%c3%b5es-do-munic%c3%adpio/ar-BBLn0eR
Clearwater é eleita a melhor praia dos EUA; veja top 25.
Marcos Martins
Divulgação Visit St Pete Clearwater
Praia ocupa a primeira posição do Travellers Choice 2018
A praia de Clearwater Beach, da Flórida, foi a primeira colocada na categoria de Melhores Praias de 2018 dos Estados Unidos pelo prêmio Travellers Choice 2018, com base em milhares de avaliações dos usuários do Tripadvisor.
A lista anual é votada por membros da comunidade e os vencedores são determinados com base na qualidade e quantidade de avaliações, que são coletadas ao longo de 12 meses.
"Clearwater Beach continua a ser uma das melhores praias do mundo, nomeada pela comunidade do Tripadvisor e reafirmando ser a praia número um da América pelo segundo ano consecutivo", afirma o vice-presidente de Comunicações Digitais e Comunicações do Visit St. Pete Clearwater, Leroy Bridges.
Confira o top 25 de Melhores Praias nos Estados Unidos:
1º - Clearwater Beach (Flórida)
2º - Ka'anapali Beach (Lahaina, Havaí)
3º - Panama City Beach (Flórida)
4º - St. Pete Beach (Flórida)
5º - Pensacola Beach (Flórida)
6º - Siesta Beach (Flórida)
7º - Hapuna Beach State Recreation Area (Puako, Havaí)
8º - St. Augustine Beach (Saint Augustine Beach, Flórida)
9º - Fort Lauderdale Beach (Flórida)
10º - Driftwood Beach (Jekyll Island, Georgia)
11º - Cherry Grove Beach (North Myrtle Beach, Carolina do Sul)
12º - Navarre Beach (Flórida)
13º - Poipu Beach Park (Havaí)
14º - South Beach (Miami, Florida)
15º - Hollywood Beach (Flórida)
16º - Coronado Beach (Califórnia)
17º - Wailea Beach (Havaí)
18º - Ogunquit Beach (Maine)
19º - Newport Beach (Califórnia)
20º - Waikiki Beach (Honolulu, Havaí)
21º - Coligny Beach (Hilton Head, Carolina do Sul)
22º - Manini'owali Beach - Kua Bay (Kailua-Kona, Havaí)
23º - Napili Beach (Lahaina, Havaí)
24º - Race Point Beach (Provincetown, Massachusetts)
25º - Sandbridge Beach (Virginia Beach, Virginia)
https://www.panrotas.com.br/destinos/entretenimento/2019/02/clearwater-e-eleita-a-melhor-praia-dos-eua-veja-top-25_162677.html
Taiti é a nova tendência de viagem para 2019.
Debbi Kickham
© Fornecido por BPP Publicações e Participações Eireli Getty Images
Inseparáveis, o Taiti e suas ilhas na Polinésia Francesa devem sempre andar juntos. É um lugar repleto de flores de tiaré (gardênias), usadas até mesmo para decorar banheiros públicos. Mas não é só isso. No Taiti (e em Moorea, Huahine e Bora Bora), há uma incrível variedade de coisas para fazer. Você acorda com o canto dos pássaros, alimenta os peixes do seu bangalô, nada com tubarões, passa óleo de monoi perfumado no corpo e se bronzeia em meio a águas azul-turquesa e campos de palmeiras. Além disso, o Taiti é o paraíso das lagoas azuis e das pérolas negras.
Tenho a sorte de já ter visitado o Taiti quatro vezes, pois é um daqueles lugares que eu quero voltar sempre. Não houve sequer uma vez em que eu tenha estado em um bagalô do qual não gostei. Portanto, não é de admirar que as Ilhas do Taiti estejam na lista 52 Lugares para Viajar em 2019, do “The New York Times”. O Hopper, um aplicativo de viagens, elegeu Bora Bora como destino imperdível para os millennials neste ano. Para completar, a Pantone nomeou Living Coral como a cor de 2019.
Não é surpresa também que este tenha sido um dos lugares favoritos de Paul Gauguin. As nativas são famosas pelo tamouré, dança típica da região, praticada sob o bater dos tambores. Seus quadris balançam para frente e para trás, enquanto seus torsos permanecem imóveis. É uma emoção assistir a esse espetáculo ao vivo, e deve ser ainda mais divertido dançar.
Não deixe de conhecer o Bloody Mary’s, você vai amar! O famoso restaurante de Bora Bora, com teto de palha, areia no chão e coqueiros ao redor das mesas e cadeiras, foi inaugurado em 1979 por um polonês chamado Baron George e está localizado à saída da Central Casting for South Pacific. Todos os peixes servidos são frescos, além de serem exibidos na entrada do estabelecimento (o peixe-papagaio é uma excelente opção do cardápio). Os pratos de entradas incluem legumes, frutas, arroz e salada. O ponche de rum de baunilha ou o famoso bloody mary (cujo segredo é o aipo seco) são ótimas pedidas. Para completar, a loja de souvenirs também é imperdível.
Visite também estúdio de Garrick Yrondi, pintor nascido na França cujos quadros a óleo e aquarelas expressam a alegria da Polinésia e da vida na ilha. Nicole Kidman e Charlie Sheen têm obras do pintor em suas coleções. Ele é conhecido por sua explosão de cores vibrantes. Em nossa visita, ele havia vendido duas pinturas a óleo por US$ 10.000 e US$ 20.000, embora pequenas aquarelas possam ser adquiridas por cerca de US$ 300. Sua marca reflete em lindas molduras de madeira yaka, com incrustações de ouro 18 quilates. Você também verá uma escultura rosa de Yrondi no aeroporto. Suas obras de artes extraordinárias são um ganho para qualquer coleção.
O ecoturismo e o trabalho voluntário também são grandes tendências de viagens para 2019, pois as pessoas procuram viajar com mais responsabilidade e causar um impacto positivo por onde passam. O Conrad Bora Bora Nui é um exemplo perfeito de como os resorts estão respondendo a isso. Neste ano, é perfeito para os viajantes experimentarem o programa de restauração de corais do resort de luxo, “Biorock”, e uma nova experiência imersiva que promove a preservação dos recifes de corais e da vida marinha regional.
Após um passeio guiado de 30 minutos pelas estruturas do “Biorock”, com snorkel e motos de mergulho, é oferecido um bufê de frutos do mar e degustação de vinho branco. A iniciativa de restauração de corais usa uma tecnologia especial, que aumenta a resistência e a regeneração dos corais, além de fornecer o repovoamento natural.
Outras iniciativas de sustentabilidade no Conrad Bora Bora Nui incluem canudos de bambu, em vez de feitos de plástico, painéis solares em todas os estabelecimentos e o uso de um centro de triagem, a fim de descartar os resíduos de forma mais sustentável. Proteger o ecossistema local é uma prioridade. Recentemente, eles implementaram uma das últimas espécies da Tiare Anei (nativa de Bora Bora) no resort, a fim de proteger e preservar a flor, que está ameaçada de extinção.
O hotel também é famoso por seus bangalôs de dois andares sob a água, alguns dos únicos na Polinésia Francesa. Cada vila presidencial inclui um deck com acesso direto ao mar e a uma ducha. As águas cristalinas ficam extremamente próximas às hospedagens, com direito à jet-ski, barco à vela, paddle-board, snorkel e até mesmo passeio de barco com fundo de vidro. O Conrad Bora Bora Nui também conta com sua própria ilhota exclusiva, ideal para almoços, piquenique privados ou jantares românticos.
https://www.msn.com/pt-br/viagem/noticias/taiti-%c3%a9-a-nova-tend%c3%aancia-de-viagem-para-2019/ar-BBU6jHj?li=AAggSpM
Conheça Raiatea, o berço dos deuses, na Polinésia Francesa.
Eduardo Vessoni
© Viagem em Pauta
No oceano Pacífico, uma linha imaginária forma o Triângulo Polinésio, conectando a Nova Zelândia, o Havaí e a Ilha de Páscoa.
E bem no centro, a meio caminho entre a América do Sul e a Austrália, fica o Taiti.
Ainda que distantes umas das outras, essas ilhas, atualmente, estão conectadas por voos que aproximam esses destinos dessa extensa área marinha de cerca de 30 milhões de km².
Entre Papeete, na Polinésia Francesa, e a havaiana Honolulu, por exemplo, são apenas 5 horas de viagem, o mesmo tempo de voo do Tahiti até Auckland, centro financeiro da Nova Zelândia. Já da Ilha de Páscoa, destino ultramarino do Chile, são 4h50.
Mas aquela gente de terras isoladas eram excelentes navegadores e, a bordo de imensas canoas de casco duplo, conhecidas como tipairua, fazia longas viagens marítimas até os vértices do triângulo, deixando ainda menores as distâncias entre as ilhas.
Lendas da Polinésia
Foi numa dessas travessias que Tafa’i, uma espécie de herói polinésio, teria retirado do fundo do mar o Havaí, reforçando a ideia de que esse arquipélago isolado dos Estados Unidos teria sido descoberto e povoado por povos do Taiti, segundo a lenda que conta a história desse homem que cruzou mares, a bordo de uma piroga dupla.
Atualmente, Hawaiki Nui Va’a é considerada a mais longa maratona de canoa, uma travessia de cerca de 129 quilômetros que acontece em três dias, entre Huahine e a praia de Matira, em Bora Bora, passando também por Raiatea e Taha’a.
O berço dos deuses
Acredita-se que os primeiros moradores do Taiti teriam vindo do sudeste da Ásia. Os ma’ohi fizeram a travessia em grandes canoas, guiados pelas estrelas, há cerca de dois mil anos.
Embora não seja a mais lembrada na hora de fazer turismo no Taiti, Raiatea (“paraíso distante”) é considerada a primeira ilha a ser povoada em toda a Polinésia, e por isso é considerada o ‘berço dos deuses’.
Havai’i, seu nome original, é endereço de um dos destinos mais culturais de toda a região, conhecido como marae (pronuncia-se “maré”), o lugar sagrado ao ar livre para as sociedades polinésias. Espécie de encontro entre o mundo dos vivos e o dos antepassados, foi nessa marae que teria começado toda a expansão polinésia no Pacífico.
© Fornecido por Eduardo Vessoni Lopes Taputapuatea, centro cerimonial em Raiatea, na Polinésia Francesa (foto: Eduardo Vessoni)
A mais famosa delas é Taputapuatea, exemplar de mil anos, onde se encontram 83 dessas construções, em uma área de mais de dois mil hectares, no extremo de uma península no leste de Raiatea.
Era ali que os mā’ohi, os ancestrais do povo polinésio, realizavam cerimônias religiosas, rituais fúnebres e atos políticos, em um grande pátio com uma pedra em seu centro, segundo descrição da Unesco, órgão internacional que deu a Taputapuatea o primeiro título de Patrimônio da Humanidade a uma área de reconhecimento cultural em um destino francês ultramarino, a 18 mil quilômetros da França.
“Os povos antigos acreditavam que o oceano foi a primeira marae, que deu origem às ilhas e essas fizeram surgir as montanhas. Por isso, há três deuses principais: Tu [ou Ku, em escrita havaiana, em referência ao deus criador), Ta’aroa (deus do mar) e Tane (deus da terra)”, explica Tahiarii Yoram Pariente.
A construção mais sagrada é o Ahu, altar elevado, na parte traseira de uma marae. Um dos exemplares mais clássicos desse tipo de plataforma de pedras é o Ahu Tongariki, na Ilha de Páscoa.
© Fornecido por Eduardo Vessoni Lopes 17260198885 Tongariki, na baía Haga Nui, é a maior plataforma funerária da Ilha de Páscoa (foto: Eduardo Vessoni)
Para nós é um lugar muito especial, cheio de energia, cheio de Mana (força vital, em português)”
Um dos destaque do local é a Te Ava-moa, a passagem sagrada que dá acesso a Raiatea, através de uma falha nos arrecifes de corais que separam o oceano das águas calmas da lagoa interior que circunda a ilha.
“Este é o centro e a entrada para Havaii (pronuncia-se ‘ravái’)”, conta o guia Pariente.
© Fornecido por Eduardo Vessoni Lopes Taputapuatea, centro cerimonial em Raiatea, na Polinésia Francesa (foto: Eduardo Vessoni)
Outra curiosidade das marae, presente em várias outras ilhas da Polinésia, é que a construção de cada uma delas teve início com uma pedra retirada de outra marae, formando uma grande rede de setores cerimoniais interconectados. Anualmente, o local reúne visitantes de todo o Triângulo Polinésio em cerimônias culturais.
Reconhecida como uma das ilhas mais sagradas da região, Raiatea cresceu aos pés da Temehani, considerada a montanha mais sagrada de toda a Polinésia.
“Os ancestrais , incluindo havaianos, maoris da Nova Zelândia e os rapa nui da Ilha de Páscoa, acreditavam que quando alguém morria, sua alma (Varua ou Vairua) voltava para esse platô que é o nosso Monte Olimpo, o berço dos deuses”, conclui Tahiarii Yoram Pariente.
ONDE FICA
© Viagem em Pauta
Raiatea está a 193 km do Taiti, cujos voos de Papeete levam cerca de 45 minutos até a ilha.
O aeroporto local fica em Uturoa, capital de Raiatea e segundo polo comercial da Polinésia Francesa, depois do Taiti.
COMO CHEGAR
© Fornecido por Eduardo Vessoni Lopes foto: Divulgação
Raiatea fica a 45 minutos de voo de Papeete, a capital do Taiti.
A Air Tahiti opera os voos entre as ilhas e conta com passes que permitem embarques para até oito ilhas e preços mais vantajosos do que a compra individual de cada trecho.
SÓ TEM LÁ
© Fornecido por Eduardo Vessoni Lopes foto: WIkimedia Commons
Raiatea é conhecida por abrigar o único rio navegável do Taiti, o Faaroa, cujas lendas afirmam que esse teria sido o ponto de partida das migrações polinésias para a Nova Zelândia e o Havaí.Outra atração natural endêmica de Raiatea é a Tiare Apetahi, a gardênia símbolo da Polinésia que só pode ser encontrada nessa ilha.
ONDE COMER
A passagem do Viagem em Pauta por Raiatea foi breve e com o único objetivo de conhecer o início de toda essa história polinésia.
© Fornecido por Eduardo Vessoni Lopes Vista do do Fish & Blue, restaurante em Raiatea, na Polinésia Francesa (foto: Eduardo Vessoni)
Mas uma das experiências mais marcantes na ilha foi o almoço no Fish & Blue (fishandblue@outlook.com), restaurante pé na areia, literalmente, em uma praia privativa, cujo cardápio inclui pratos com peixes do Pacífico Sul e os obrigatórios drinques com rum branco, xarope de coco e frutas.
© Fornecido por Eduardo Vessoni Lopes Banheiro do Fish & Blue, restaurante em Raiatea (foto: Eduardo Vessoni)
O banheiro rústico com vista única do mar é uma experiência à parte desse restaurante na costa oeste da ilha.
ILHAS DA SOCIEDADE
Localizado no setor oeste da Polinésia Francesa, esse arquipélago abriga os destinos mais famosos da região, como Bora Bora, Moorea e Tahiti, onde fica a capital Papeete, a porta de entrada para turistas estrangeiros.
© Fornecido por Eduardo Vessoni Lopes Taha’a, uma das ilhas do Tahiti, na Polinésia Francesa (foto: Eduardo Vessoni)
A Polinésia é formada também pelas Ilhas Tuamotu (Rangiroa, Tikehau, Manihi e Fakarava), Ilhas Marquesas, Ilhas Gambier (Mangareva) e Ilhas Austrais (Rurutu, Tubuai, Raivavae e Rimatara).
https://www.msn.com/pt-br/viagem/noticias/conhe%c3%a7a-raiatea-o-ber%c3%a7o-dos-deuses-na-polin%c3%a9sia-francesa/ar-BBTHYSc?li=AAggFpc